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sábado, 1 de maio de 2021

Maio Verde 2021


Chegamos em MAIO 🧚🏻‍♀️, o mês mundial da campanha de conscientização sobre a Condição Celíaca!

Pra não perder o hábito, estou de volta pra provar pra vocês que dá pra viver muito feliz sem glúten e com muito sabor!

Eis o meu desafio para o Maio Verde 2021: a cada semana, vou apresentar uma das minhas marcas gluten free favoritas e testá-la com duas receitas inéditas aqui no blog. Vai ser satisfação garantida, seja você do #teamdoce ou do #teamsalgado

Não percam! A programação será atualizada semanalmente por aqui:

Semana #1: 💚 Farinha Multiuso Sem Glúten Vitalin 💚

  • Pizza Express
  • Brownie de microondas

Semana #2: 💜 Mix de Farinhas Sem Glúten Urbano 💜
  • Nhoque crocante ao pesto refrescante
  • Bolo de banana com amoras e mirtilos

Semana #3: 💛 Farinha Multiuso Sem Glúten Schär 💛

  • Guioza
  • Cookies

Semana #4: 💙 Mixture - Farinha Sem Glúten Amafil 💙

  • Empanadas argentinas
  • Éclair au chocolat

Semana #5: ❤️ Aminna FSG - Farinha Sem Glúten ❤️

  • Focaccia com cebola e alecrim
  • Cupcakes festivos de morango

sábado, 16 de maio de 2020

Dia 16: Brownie em 3 versões


Peraí. B R O W N I E ?!

Sim!!! Quem me conhece sabe da minha paixão pelos brownies, que rendeu até a criação da minha própria marca, marilia cleto - gluten free. E hoje, dia 16 de maio, em homenagem ao "Dia Mundial do Paciente com Doença Celíaca", vou compartilhar não só uma, mas três (wow!) das minhas receitas preferidas de brownie! Todas as receitas que vocês verão a seguir originalmente continham glúten e foram adaptadas para a versão gluten free. Vem comigo!

marilia cleto - gluten free


Receita #1 - Brownie "Raiz"

Busquei no meu caderninho de receitas mais antigo e esta era a primeira receita registrada. Talvez tenha sofrido algumas modificações, mas tenho quase certeza que foi a primeira que eu fiz, aos 13 anos, seguindo uma receita que a professora de inglês passou na prova. Destaquei a recipe e fui pra casa tentar fazer aquele que prometia ser um "bolo de chocolate" diferente de todos os outros. Foi amor à primeira mordida. Particularmente, amo fazer esta receita usando pedaços de castanha-do-pará misturados à massa. A receita original sugeria nozes, mas foi com castanha-do-pará que fiz a primeira vez e, desde então, esse sabor me remete às mais doces lembranças de brownie. Essa é a receita mais simples de todas e requer ingredientes corriqueiros, que todo mundo tem em casa. Em dias preguiçosos, é a ela que recorro.

Brownie Raiz (versão castanha-do-pará)

INGREDIENTES

- 1 xícara de farinha sem glúten (uso FSG Aminna, mas com qualquer mix dá certo!)
- 2 xícaras de achocolatado em pó (uso Chocolatto Três Corações)
- 1 xícara de açúcar refinado
- 3 ovos
- 1 colher (sopa) bem cheia de manteiga
- 1 xícara (café) de leite
- 1 xícara de castanha-do-pará em pedaços
- 1 colher (sopa) de fermento em pó

MODO DE PREPARO

Misture muito bem a farinha, o achocolatado, o açúcar, os ovos e a manteiga. Acrescente o leite e misture bem. Coloque as castanhas picadas e por último o fermento. Asse em forno pré-aquecido, numa forma forrada com papel manteiga a 180 ºC, por aproximadamente 30 min. Coma quentinho.


Receita #2 - Brownie "Nutella"

Esse foi o meu "bolo de aniversário" em 2018. Decidi comemorar com pizza sem glúten (a festa dos sonhos para os celíacos) e o bolo também foi temático, em formato de pizza! Usei de base a receita de Brownie de Nutella, da Dani Noce, para preparar dois discos de brownie, que decorei como fatias de pizza. Nas coberturas, abusei da criatividade e variedade, pra ficar com esse visual maravilhoso:  usei alternadamente marshmallow,  ganache de chocolate, geleia de framboesa e doce de leite e cobri com m&m's (Obs.: usei m&m's importados sem glúten que comprei no free shop - infelizmente os nacionais contêm glúten), amêndoas e avelãs, blueberries, gotas de chocolate ao leite, nozes e pistache, gotas de chocolate branco. Por cima de tudo, calda de sorvete sabor chocolate e caramelo.

Brownie Nutella (versão pizza)

INGREDIENTES

- 300 g de chocolate amargo (mín. 70%), em pedaços
- 200 g de manteiga sem sal, cortada em cubos
- ½ xícara de açúcar mascavo
- ¾ xícara de açúcar cristal
- 200 g de Nutella
- 1 colher (sopa) de extrato de baunilha
- ½ colher (chá) de sal
- 4 ovos
- ¼ xícara de chocolate em pó
- ½ xícara de farinha de arroz

MODO DE PREPARO

Misture em banho-maria o chocolate 70% com a manteiga, até que derreta. Acrescente todo o açúcar e a Nutella. Misture bem, tire do banho-maria e acrescente o extrato de baunilha e o sal. Adicione os ovos, um a um, mexendo bem a cada adição. Em seguida, junte o cacau em pó. Para finalizar, adicione a farinha de arroz. Quando a massa estiver homogênea, transfira para duas formas de pizza de tamanho médio, forradas com papel manteiga. Asse em forno pré-aquecido a 160 ºC, por aproximadamente 40 minutos. Decore a gosto!


Receita #3 - Brownie da Nigella

Essa é sem dúvidas a receita mais trabalhosa e que leva ingredientes mais selecionados, mas vale a pena o esforço e o gasto, se você quiser ter a experiência de um brownie inesquecível. A Nigella já arrasa em qualquer receita, mas nessa eu ainda dei meus toques para ficar mais especial. A receita original levava apenas chocolate ao leite na massa. Eu troquei pelo chocolate meio amargo e acho que as avelãs caem muito bem nesta combinação. Gosto de brownies bem chocolatudos e pedaçudos, por isso coloco muitas gotas de chocolate e avelãs na massa, mas se você também capricha no topo, já começa a comer com os olhos!

Brownie Nigella (versão marilia cleto - gluten free)

INGREDIENTES

- 150 g de manteiga sem sal
- 300 g de açúcar mascavo
- 75 g de cacau em pó 100% (não serve chocolate em pó ou achocolatado)
- 150 g de farinha sem glúten (uso Farinha Multiuso Schär ou Mixture Amafil)
- 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
- 1 pitada de sal
- 4 ovos
- 1 colher (chá) de extrato de baunilha
- 100 g de um bom chocolate meio amargo em gotas (uso Dark Callets Callebaut Nº 811 - 54,5% cacau)
- 100 g de avelãs, partidas ao meio

MODO DE PREPARO

Comece peneirando juntos o cacau em pó, a farinha sem glúten, o bicarbonato de sódio e o sal. Reserve esta mistura. À parte, bata rapidamente os ovos com a baunilha. Reserve. Numa panela média, derreta a manteiga em fogo baixo. Quando estiver derretida e começando a exalar um aroma amendoado, acrescente o açúcar, mexendo com uma colher para mesclá-lo à manteiga derretida. Acrescente à panela a mistura da farinha já preparada. Quando estiver bem misturado, se tornará uma mistura mais firme e seca. Retire do fogo e transfira para um bowl. Acrescente então a mistura de ovos nesta massa, ainda morna. Bata bem com um fouet até se torna cremosa, e então acrescente metade do chocolate em gotas e metade das avelãs. O chocolate irá se derreter e agregar à massa. Esse é o ponto de transferir para uma assadeira pequena, forrada com papel manteiga. Finalize cobrindo a superfície com o restante das avelãs e do chocolate. Asse em forno pré-aquecido a 190 ºC por 35 min, aproximadamente. Espere esfriar para desenformar e partir em quadrados cheios de amor.

Quadradinhos de amor ♥️

DICAS:

1. Use sempre papel manteiga para forrar a assadeira. Fica muito melhor na hora de desenformar, pois você não precisa virar de ponta-cabeça para retirá-lo da forma. Caso contrário, você vai perder a casquinha maravilhosa que se forma no topo do brownie. Se não tiver papel manteiga, unte a forma com manteiga e cacau em pó, e considere parti-lo diretamente na assadeira

2. Sempre que você retirar o brownie do forno, ele deve estar com o topo seco ao toque, porém se balançar a forma, terá a impressão de que a massa está líquida por baixo. É assim mesmo. Ele firma depois que esfriar. Se você demorar muito para tirar do forno, terá um brownie ressecado (e nós queremos um brownie molhadinho, certo?)

3. Você poderá sempre variar os tipos de castanhas e chocolates que utiliza (algumas sugestões: nozes com chocolate ao leite, avelãs com chocolate amargo, amêndoas com chocolate branco, macadâmias com chocolate branco caramelizado). Componha conforme seu gosto, lembrando que alguns tipos de chocolate destacam melhor o sabor de algumas castanhas

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Maio Verde

MAIO é o mês mundial da campanha de conscientização sobre a Condição Celíaca.

O glúten tornou-se famoso nos últimos anos e, recentemente, sua retirada da alimentação passou a ser conhecida como a "dieta da moda". Especialmente neste mês, celíacos e profissionais da saúde se reúnem para reforçar que #glutenfreenãoémimimi. O objetivo do MAIO VERDE é esclarecer os mitos e mistérios em torno do glúten e da doença celíaca.



- A Doença Celíaca (CID-10 = K90.0), também conhecida por DC, é uma enteropatia crônica do intestino delgado, de caráter autoimune, desencadeada pela exposição ao glúten (principal fração proteica presente no trigo, centeio, cevada e seus derivados) em indivíduos geneticamente predispostos.

- Nos indivíduos com DC, as próprias células de defesa imunológica agridem as células do organismo, causando um processo inflamatório, provocado pela ingestão do glúten. Esse processo, que ocorre na parede interna do intestino delgado, leva à atrofia das vilosidades intestinais, gerando diminuição da absorção dos nutrientes.

- Em geral, os sintomas como diarreia, prisão de ventre, perda de peso, anemia, sensação de estufamento, cólica e desconforto abdominal começam na infância. Outros sintomas da doença celíaca estão relacionados à má absorção de nutrientes, como atraso no crescimento, fadiga, falta de ar, lesões na pele, queda de cabelo, osteoporose, infertilidade e carência de vitaminas. É importante lembrar que algumas pessoas podem ter poucos ou nenhum sintoma. No entanto, a falta de tratamento da doença pode causar o surgimento de tumores no intestino ou linfoma.

- NÃO HÁ CURA para a doença celíaca. O melhor tratamento ainda é retirar da dieta os alimentos que contenham glúten. A vida do celíaco muda drasticamente após o diagnóstico, pois além de eliminar o glúten de sua alimentação, ele deve evitar qualquer chance de sua ingestão por CONTAMINAÇÃO CRUZADA, o que caracteriza sua CONDIÇÃO CELÍACA, que mesmo controlada, deve seguir por toda a vida.

Doença Celíaca: Você pode ter e não saber. 

- Estudos de prevalência da DC têm demonstrado que esta doença é mais frequente do que anteriormente se acreditava, e sua frequência ainda é subestimada. A falta de informação sobre a doença e dificuldade de acesso aos meios diagnósticos reduzem as possibilidades de tratamento adequado e consequente melhora clínica. Estudos revelam que o problema atinge pessoas de todas as idades, com uma frequência maior entre mulheres, na proporção de 2:1.

- Se você apresenta os sintomas ou desconfia de seus exames, procure um médico. Procure dois, três médicos, até esgotar as possibilidades. O diagnóstico pode ser difícil e demorado. Quanto antes se descobre, maiores as chances de se retomar a qualidade de vida.

Referências: Portaria SAS/MS nº 1149, de 11 de novembro de 2015. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: Doença Celíaca.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

MAIO - Mês de conscientização sobre doença celíaca

Conforme o Conselho Nacional de Saúde, o Dia Internacional dos Celíacos foi comemorado pela primeira vez no Brasil em maio de 2002, como resultado de um acordo entre pesquisadores da Itália, Estados Unidos e Brasil a respeito da importância de divulgar a Doença Celíaca para a sociedade e chamar a atenção dos diversos segmentos públicos e privados aos quais a alimentação e a inserção social estão relacionadas. No Brasil, o evento entrou no calendário de ações da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil – FENACELBRA e suas filiadas (ACELBRAs) no terceiro domingo do mês de maio.

Tendo em mente, portanto, que o mês de MAIO é dedicado à conscientização sobre a doença celíaca, resolvi compartilhar com vocês algumas informações que considero úteis e de qualidade. Válidas para celíacos recém diagnosticados ou não e para seus familiares, amigos, colegas e demais que convivem com quem tem restrição ao glúten e/ou precisam lidar com a alimentação de celíacos. Mas não nos limitemos somente ao público interessado; quanto mais gente inteirada, tanto maior o benefício!

O primeiro vídeo que indico, intitulado Aquela Garota, tem como objetivo esclarecer para os não celíacos como é lidar, emocionalmente e socialmente, com a condição de restrição alimentar do ponto de vista de uma garota celíaca. A intenção principal do vídeo é romper com o clichê de que celíacos são “chatos para comer”. Produzido por Cecilia Bonaduce em um projeto escolar da Universidade da California – UC Berkeley, o vídeo tem tradução para o português.

O segundo vídeo que sugiro assistir está disponível aqui no site da EPO – European Patent Office, e é a divulgação do trabalho de pesquisa de duas cientistas italianas, Virna Cerne e Ombretta Polenghi, bem como de sua equipe na indústria líder em alimentos sem glúten – Dr. Schär, que descobriram um substituto para o glúten, a partir do isolamento de uma proteína do milho, chamada zeína. A zeína é capaz de reproduzir o mesmo comportamento do glúten nos produtos alimentícios e assim gerar resultado similar no sabor e na textura das massas livres de glúten - sem, entretanto, causar danos aos celíacos. É um grande avanço para a produção de alimentos gluten free e por isso as pesquisadoras estão concorrendo ao European Inventor Award 2016. O vídeo aborda questões importantes sobre os efeitos do glúten, tanto na composição dos alimentos como no organismo dos celíacos. Este vídeo foi editado e legendado (em português) e a versão abreviada pode ser visualizada aqui.

Por fim, recomendo a leitura do artigo O Glúten, a Perda de Peso e as Desordens Relacionadas, da nutricionista Juliana Crucinsky, publicado na sua página pessoal, que apresenta de forma direta, clara e esclarecedora, uma série de mitos e verdades sobre o glúten. Já assisti a palestras da Juliana nas quais participei de discussões muito ricas sobre o tema, por isso posso dizer que ela é uma profissional séria e comprometida com a divulgação de informações confiáveis, seguras e detalhadas. Sempre preocupada em explicar tudo de forma muito técnica e cientificamente embasada, ela atua também como consultora técnica da FENACELBRA.

Estas são algumas das minhas referências para quem quer uma introdução ao assunto. Quem quiser se aprofundar mais ou se interessar por mais dicas de leitura, estou à disposição para indicar minhas fontes preferidas de estudo e informação.

Eu sou feliz sem glúten. E todos os celíacos podem ser. Quer participar desta campanha de conscientização? O primeiro passo é reconhecer a doença celíaca. Compartilhe informação! 

Campanha de conscientização sobre a doença celíaca