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domingo, 30 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 5: Focaccia com cebola e alecrim

 

Azeite, cebola, alecrim e flor de sal: festa de sabores


Este pãozinho achatado tem origem italiana e é muito versátil. Aromatizado com azeite, deve ficar com a casca crocante e o miolo aerado. Fica entre o pão e a pizza, com cerca de 2 cm de altura, e pode ser coberto com diversos ingredientes: cebola, queijo, tomates frescos, azeitonas, anchovas...

Originalmente, a massa da focaccia leva apenas farinha, água, sal e fermento, podendo ser assada no forno ou na brasa. Nesta versão sem glúten, utilizamos a goma xantana para dar mais flexibilidade à massa, enquanto o azeite entra para saborizá-la, assim como a cebola desidratada. Por cima, como toda boa focaccia, alecrim e flor de sal pra completar a festa de aromas e sabores.

A estrela da semana é a ❤️ Aminna  FSG - Farinha Sem Glúten ❤️, o primeiro mix de farinhas sem glúten disponível no mercado. À base de farinha de arroz, possui também fécula de batata, fécula de mandioca e estabilizante em sua composição. Tenho um carinho especial por essa farinha, pois há 15 anos, ela era a única opção de mistura pronta para substituição da farinha de trigo. Foi com ela que comecei a me aventurar na culinária gluten free e descobri que poderia existir vida (muito feliz, diga-se de passagem) após a DC.


Testada e aprovada! ✔️


Focaccia com cebola e alecrim

INGREDIENTES

Massa:

- 450 g de Aminna  FSG - Farinha Sem Glúten
- 1 colher (chá) de goma xantana
- 2 colheres (chá) de açúcar
- 1 colher (chá) de sal
- 1 colher (sopa) de cebola desidratada
- 2 colheres (chá) de fermento biológico instantâneo
- 300 mL de água, a temperatura ambiente
- 4 colheres (sopa) de azeite

Cobertura:

- 1/2 colher (sopa) de manteiga, derretida
- raminhos de alecrim, a gosto
- flor de sal, a gosto


MODO DE PREPARO

Peneire a farinha, a goma xantana, o açúcar e o sal em uma tigela grande. Adicione a cebola e o fermento e misture bem. Junte a água e o azeite e misture com uma espátula até obter uma massa levemente pegajosa. Passe para uma superfície enfarinhada e sove por 10 minutos, até ficar macia e elástica. Volte a massa para a tigela, cubra com filme plástico untado com azeite e deixe em local protegido por cerca de 1 hora, ou até dobrar de tamanho.

Unte com azeite uma forma retangular pequena. Passe a massa para uma superfície enfarinhada e abra até ficar do tamanho da forma. Encaixe a massa aberta na forma e acerte os cantos. Cubra novamente com o filme plástico untado e deixe crescer por mais 30 minutos, ou até dobrar de tamanho outra vez.

Pré-aqueça o forno a 200 °C. Pressione a superfície da massa com as pontas dos dedos para dar um efeito esburacado. Asse por 30 minutos, retire do forno e pincele com a manteiga derretida. Adicione os raminhos de alecrim e salpique a flor de sal. Se desejar, pode ainda adicionar fatias fininhas de cebola roxa. Volte para o forno por mais 5-10 minutos, ou até dourar. 

domingo, 23 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 4: Empanadas argentinas

 

¡Hola hermanitas!


As empanadas argentinas também foram uma das iguarias que só tive oportunidade de experimentar depois de já ter o diagnóstico da doença celíaca, por isso a primeira empanada argentina que comi foi, diga-se de passagem, uma "verdadeira empanada argentina" - sem glúten - em Buenos Aires, lá por volta de 2011. Foi amor à primeira mordida. A Argentina é um dos países mais avançados em alternativas para celíacos! Há uma infinidade de estabelecimentos que reproduzem todas as maravilhas da culinária de nuestros hermanos na versão sin TAAC (sem Trigo, Aveia, Cevada e Centeio) com fidelidade e muita qualidade!

A massa da empanada tem uma característica muito própria. Não é um pão, tampouco massa de pastel. Ela é um pouco adocicada, levemente folhada e ligeiramente quebradiça. É inconfundível e, caso você já tenha experimentado, vai reconhecê-la nessa receita, pois realmente a textura e o sabor ficaram bem fiéis à original. Confesso que deu um pouquinho de trabalho acertar a massa, mas faz parte, quando você está experimentando uma preparação inédita na sua cozinha. E valeu a pena, pois ao fim me fez viajar às minhas melhores lembranças porteñas.

Já o recheio, foi inspirado numa das mais famosas empanadas, a salteña - típica de região de Salta, no noroeste montanhoso da Argentina. A salteña é basicamente recheada de carne moída com azeitonas, ovo e batata (algumas receitas também levam uvas passas). A minha receita é baseada nas empanadas salteñas que a chef Paola Carosella serve em seu restaurante, La Guapa. Mas foi adaptada para o meu gosto pessoal e em função dos ingredientes que eu tinha em casa. O sabor ficou indescritível, só posso dizer que é único e inesquecível.

A estrela da semana é a 💙 Mixture - Farinha Sem Glúten Amafil 💙, um mix frequentemente incompreendido e subestimado mas, na minha opinião, capaz de produzir receitas maravilhosas. À base de farinha de mandioca, possui também farinha de arroz, fécula de batata e estabilizante em sua composição. É a alternativa mais em conta do mercado e pode apresentar um ótimo resultado se você souber utilizá-la. Desenvolvida para substituir a farinha de trigo conferindo sabor, estrutura e textura para as mais diversas preparações, deve ser utilizada na seguinte proporção: 1 xícara de farinha de trigo comum equivale a 3/4 xícara de Mixture.

Testada e aprovada! ✔️


Empanadas argentinas

INGREDIENTES

Recheio:

- 1 colher (sopa) de banha de porco
- 1/2 cebola, picada
- 6 dentes de alho, picados
- 300 g de carne de boi moída (usei patinho)
- 1 colher (sopa) de páprica doce
- 1 colher (sopa) de cominho em pó
- 1/2 colher (chá) de louro em pó
- 1/2 colher (chá) de pimenta calabresa em flocos
- 1/2 colher (chá) de molho inglês
- sal a gosto

- 1/2 xícara (chá) de salsinha, picada (usei apenas os talinhos, bem picadinhos)
- 3 damascos secos, em cubinhos (você pode usar uvas passas, se preferir)
- 1 batata pequena cozida, em cubinhos
- 1 ovo cozido, em cubinhos
- 6 quiabos acidulados*, picados (você pode usar azeitonas, se preferir)

Massa:

- 1 e 1/2 xícara (chá) de Mixture - Farinha Sem Glúten Amafil
- 1/2 colher (chá) de goma xantana
- 1 pitada de sal
- 2 colheres (sopa) de banha de porco
- 1 caixa de creme de leite
- 1 ovo (clara e gema separadas)
- 1 colher (sopa) de açúcar


MODO DE PREPARO

Prepare o recheio:
Aqueça a banha e frite a cebola e o alho. Quando estiverem bem dourados, adicione a carne e frite bem. Acrescente os temperos (páprica, cominho, louro, pimenta calabresa, molho inglês e sal). Retire do fogo e misture os demais ingredientes (salsinha, damasco, batata, ovo e quiabo), somente o suficiente para incorporá-los. Deixe esfriar enquanto prepara a massa.

Prepare a massa:
Coloque a farinha, a goma xantana e o sal num bowl e misture bem. Acrescente a banha, o creme de leite e a clara de ovo e trabalhe até obter uma massa homogênea. Ela é levemente quebradiça, mas deve ser maleável o suficiente para ser moldada. Para pincelar as empanadas, misture a gema de ovo com o açúcar e reserve.

Montagem e finalização:
Polvilhe com farinha uma superfície e o rolo de abrir massas. Separe um pedaço da massa preparada, abra e corte discos usando um molde, um prato ou uma tampa de 15 cm de diâmetro. Guarde as rebarbas junto ao restante da massa, para reutilizar. Recheie cada disco, antes de abrir o próximo. Utilize uma a duas colheres de recheio. Para fechar, coloque um pouquinho de água num prato, molhe a ponta do dedo na água e passe nas bordas, depois pressione bem. Eu acertei as bordas cortando a massa com uma tesoura. Se a massa ameaçar "quebrar", molhe os dedos com água e esfregue sobre as rachaduras até colá-las. Coloque cada empanada montada sobre um pedaço de papel manteiga. Pincele a superfície de  cada empanada com a misturinha de gema de ovo e açúcar (é o que vai deixá-las douradinhas e brilhantes). Asse em forno pré-aquecido a 180 C até estarem bem douradas. Você também pode usar a airfryer, como eu fiz: após pré-aquecer à temperatura máxima, diminua para 180 °C e asse as empanadas por cerca de 7 minutos, ou até estarem bem douradas (dá pra fazer uma a uma ou até três por vez, dependendo do tamanho do seu cesto). Esse receita rende 8 empanadas grandes.

* Se desejar fazer os quiabos acidulados (recomendo fortemente!), separe 12 quiabos, 1 xícara de vinagre de maçã, 2 colheres de sopa de açúcar mascavo, 1 pitada de sal e 1 pimenta dedo de moça picada. Pegue os quiabos e corte ambas as extremidades, para obter um "tubinho". Toste os quiabos na airfryer. Enquanto isso, leve os outros ingredientes para ferver numa panela. Quando ferver, coloque num bowl e adicione os quiabos. Mexa e deixe esfriar. Receita original: Felipe Bronze.

domingo, 16 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 3: Guioza


Guioza: Toda a ousadia gluten free numa trouxinha


Quem me conhece bem, sabe que eu adoro desafios culinários! Fazer guioza era um desejo muito antigo. Esse "pastelzinho" oriental é originário da China e muito difundido na culinária japonesa. Eu sempre morri de vontade de experimentar - é aquele tipo de comida que você olha e tem certeza que só pode ser deliciosa! Mas fui descobrir o guioza somente depois do meu diagnóstico da DC e, infelizmente, nunca consegui encontrar uma versão sem glúten, nem nas minhas andanças e viagens pelo mundo.

A principal característica do guioza é possuir uma massa beeeeeem fininha, quase transparente (taí a ousadia), recheada geralmente com carne de porco picadinha e legumes refogados. Esse pastelzinho é moldado na forma de trouxinha, com uns frufrus muito lindinhos, depois é frito e termina de cozinhar no vapor. São servidos quentinhos, com um molho delicioso à base de shoyu. Gente, esses guiozas ficaram TÃO gostosos e perfeitos que mal pude acreditar! Vale a pena tirar um dia para prepará-los e curtir o luxo de viver essa felicidade que vem em trouxinhas (20 trouxinhas, pra ser mais precisa!).

A estrela da semana é a 💛 Farinha Multiuso Sem Glúten Schär 💛! Minha estória de amor com a Schär é longa, sou suspeita para dizer que é o melhor mix de farinhas sem glúten do Brasil! A farinha ideal para quem procura resultados perfeitos na culinária sem glúten. À base de amido de milho, farinha de arroz, fibras vegetais (psyllium, bambu), farinha de arroz integral, farinha de lentilhas, dextrose, espessante e sal, com ela você prepara qualquer prato, doce ou salgado. A opção da Schär é "pau pra toda obra" e não decepciona nunca!

Testada e aprovada! ✔️


Guioza

INGREDIENTES

Recheio:

- 1 colher (sopa) de óleo de gergelim
- 1 colher (sopa) de gengibre em conserva, picadinho
- 1 colher (sopa) de alho, picadinho
- 1/2 xícara (chá) de cebolinha, picada
- 2 colheres (sopa) de alho-poró, picado
- meia cabeça (~200 g) de repolho branco, repicado
- 1/2 xícara (chá) de cenoura, ralada fina
- 1 pitada de Hondashi - tempero à base de peixe bonito seco
- 1 pitada de Tempero Asian - Chinese 5 Spices (opcional)
- 1/2 colher (chá) de vinagre de maçã

- 200 g de carne de porco magra, picadinha (usei filé mignon suíno)
- 1 colher (chá) de shoyu - molho de soja

Massa:

- 200 g de Farinha Multiuso Sem Glúten Schär
- 1 colher (chá) de goma xantana
- 1 xícara (chá) de água
- 1 colher (chá) de sal
- 1/2 colher (chá) de azeite 

Molho:

- 2 colheres (sopa) de shoyu - molho de soja
- 1 colher (chá) de óleo de gergelim
- 2 colheres (sopa) de suco de limão
- 1 colher (sopa) de saquê mirin - saquê culinário
- cebolinha picada

MODO DE PREPARO

Prepare o recheio:
Aqueça o óleo de gergelim e frite o gengibre e o alho. Adicione a cebolinha e o alho-poró. Em seguida, refogue o repolho até murchar. Por fim, refogue a cenoura por 1 a 2 minutos. Adicione os temperos (a gosto - em pratos orientais, eu adoro usar Hondashi que tem muito umami e o Tempero Asian, um mix de anis estrelado, erva doce, canela, cravo e pimenta do Sichuan) e por último, o vinagre de maçã. Deixe esfriar, e enquanto isso, prepare a carne. Limpe e pique bem picadinha, até ficar como uma carne moída, e depois tempere com o molho shoyu. Quando o refogado estiver frio, adicione a carne crua e temperada, misturando bem.

Prepare a massa:
Coloque a farinha e a goma xantana no bowl da batedeira e misture bem. Numa panela, misture a água com o sal e leve ao fogo, até ferver. Adicione a água fervente ao bowl e bata usando o gancho para massas. Quando tudo estiver bem incorporado, adicione o azeite. Retire da batedeira quando obtiver uma massa única. Ela estará bem elástica e maleável. Trabalhe a massa com as mãos, sovando mais um pouco. Deixe-a descansar em temperatura ambiente por cerca de 10 min em um saco plástico bem fechado e sem ar, para não ressecar. Obs.: a batedeira apenas facilita o serviço, mas é possível preparar a massa sem ela também!

Prepare o molho:
Misture todos os ingredientes e pronto.

Montagem e cozimento:
Polvilhe com farinha uma superfície e o rolo de abrir massas. Separe um pedaço da massa preparada, abra bem fininha e corte discos usando um molde, um prato ou uma tampa de 10 cm de diâmetro. Guarde as rebarbas junto ao restante da massa, no saco plástico. Recheie cada disco, antes de abrir o próximo. Utilize uma colher pequena de recheio (não encha demais, para conseguir fechar as trouxinhas). Para fechar, coloque um pouquinho de água num prato, molhe a ponta do dedo na água e passe nas bordas, depois pressione bem. Faça os frufrus, dobrando as bordas da trouxinha (ajuda bastante se você assistir a uns videozinhos no YouTube antes de fazer o primeiro, depois fica bem automático!). Aqueça um fiozinho de azeite numa frigideira antiaderente grande e frite os pasteizinhos (10 por vez), até ficarem bem douradinhos na parte de baixo. Depois que todos os pasteizinhos estiverem fritos, acrescente água fervente até 1/4 da altura e tampe a frigideira. Deixe fechado por cerca de 5 minutos e em seguida abra, deixando cozinhar até secar a água. Sirva com molho para guioza.

domingo, 9 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 2: Nhoque crocante ao pesto refrescante

Uma versão surpreendente do nhoque ao pesto

Nhoque ao pesto é um clássico e já passei minha receita preferida aqui. Mas esta é uma versão diferente, tanto na finalização do nhoque como nos ingredientes do molho. Pense num nhoque crocante, que ao invés de cozido em água fervente, é frito no azeite pra ficar dourado e com uma casquinha saborosa. Agora pense em um pesto completamente surpreendente, fresco e brilhante, que no lugar do tradicional manjericão, leva hortelã como personagem principal. Difícil imaginar essa combinação? Então não perca tempo e faça logo essa receita!

Comece preparando o molho pesto refrescante. A receita rende bastante: se não utilizar tudo de uma vez, você pode cobrir com azeite e guardá-lo na geladeira para usar em diversas outras preparações, saladas, torradinhas, etc. Em seguida, prepare os nhoques crocantes. Uma receita inteira também rende uma quantidade generosa, e é possível congelar a massa já moldada por até 3 meses para preparar depois seus nhoques, sejam fritos ou cozidos. Pra finalizar em grande estilo, prepare também uma vagem tostada na airfryer para salpicar sobre o prato. Vai transformar cada garfada numa experiência única.

A estrela da semana é o 💜 Mix de Farinhas Sem Glúten Urbano 💜, que experimentei pela primeira vez e me surpreendeu! Esse mix é uma Farinha Especial da linha de farináceos Urbano Zero Glúten, ideal para o preparo de receitas doces e salgadas. À base de farinha de arroz, leva também fécula de mandioca, fécula de batata, emulsificante e espessante em sua composição. É uma opção que substitui bem a farinha de trigo, com um preço bem camarada.

Testada e aprovada! ✔️


Pesto refrescante

INGREDIENTES

- 1 maço de rúcula
- 1 maço de hortelã
- 6 dentes de alho confitado (são docinhos e deliciosos)
- gotinhas de limão
- 4 colheres de sopa de azeite
- 1/4 colher (chá) de sal
- 1/2 xícara de pinoli italiano (você pode substituir por castanhas)
- 1/2 xícara de queijo parmesão ralado fino

MODO DE PREPARO

Coloque o maço inteiro de rúcula no copo do liquidificador. Separe as folhas de hortelã e junte à rúcula (se quiser, pode completar com outras folhinhas que tiver em casa, como salsinha, manjericão, etc). Adicione o alho, o suco de limão, o azeite e o sal. Bata no modo pulsar, o suficiente para deixar tudo bem triturado e misturado. Toste ligeiramente o pinoli (ou castanha) numa frigideira anti-aderente, adicione à mistura do liquidificador e use a função "pulsar" novamente, só para dar uma quebrada, mas mantendo pedacinhos. Retire do copo do liquidificador e misture o queijo ralado manualmente. Se desejar, você ainda pode aumentar o pesto adicionando mais 1/2 xícara de azeite.

Nhoque crocante

INGREDIENTES

- 1 kg de batata inglesa com casca
- 2 gemas de ovos caipiras
- 50 g de manteiga
- 50 g de queijo parmesão ralado fino (opcional)
- 250 g de Mix de Farinhas Sem Glúten Urbano
- sal, pimenta do reino e noz moscada moídos (a gosto)
- azeite (para fritar)

MODO DE PREPARO

Cozinhe as batatas e descasque-as em seguida. Esprema ou amasse-as, até obter um purê leve e sem grumos. Acrescente as gemas, a manteiga, o queijo, o sal, a pimenta do reino e a noz moscada. Incorpore tudo muito bem e comece a adicionar o mix de farinhas, aos poucos. Pare de adicionar quando perceber que a massa se solta das mãos e que é possível moldá-la. Polvilhe uma superfície com o mix de farinhas, faça rolinhos com a massa e use uma espátula para cortar os nhoques.

Cubra o fundo de uma panela com azeite (bem pouquinho, só o suficiente pra cobrir o fundo mesmo!), aqueça bem, e então frite os nhoques pouco a pouco. Quando estiverem dourados de um lado, vire-os para dourar o outro lado. Retire e deixe escorrer sobre papel toalha. Repita até fritar todos os nhoques (se necessário, adicione um pouco mais de azeite). 

Bônus: Vagem tostada na airfryer

INGREDIENTES

- 150 g de vagem 
- 1/2 colher (chá) de lemon pepper
- 1 fio de azeite

MODO DE PREPARO

Pré-aqueça a airfryer por 5 minutos à temperatura máxima (200 ºC). Retire as pontinhas das vagens e misture o tempeiro e o azeite. Coloque as vagens no cesto da airfryer e asse por 7 a 10 minutos (até estarem bem tostadinhas). Retire e, imediatamente, corte-as com uma tesoura do tamanho desejado e finalize sobre o prato.

domingo, 24 de maio de 2020

Dia 24: Ceviche tropical e chips de batata doce

Refrescante e delicioso!

Batizei esta receita de "ceviche tropical" porque incorporei vários elementos à receita peruana tradicional, que dão cor e muito frescor a essa preparação. O ceviche é um peixe (necessariamente de carne firme, com pouca gordura e, preferencialmente, de água salgada) marinado em meio ácido, com especiarias.

Alguns dos peixes mais utilizados são: linguado, corvina, garoupa, robalo, tilápia, vermelho ou até salmão. Atenção! Seja qual for o peixe selecionado, deve ser fresco e de boa procedência. Frutos do mar também podem ser utilizados (como camarão ou polvo), porém, devem ser pré-cozidos.

O meio ácido é garantido pelo suco de limão (tahiti, galego, capeta ou até siciliano), lima e/ou laranja. O contato do peixe com o suco ácido e as especiarias, por tempo suficiente, produz o famoso "leite de tigre" (leche de tigre), um caldinho esbranquiçado e saborosíssimo, resultado da marinada. Em alguns bares, é servido até como shot, em copinhos, como um aperitivo. Dá água na boca só de pensar!

Aqui, além dos componentes originais do ceviche, acrescentei manga e tomatinhos sweet grape (trazem doçura e cor), hortelã (frescor) e repolho roxo (mais cor e crocância) para o prato.

Geralmente, o ceviche é servido com mandioca, batata doce, batata inglesa ou milho, preparados de formas variadas.

Dica: Comece preparando os chips de batata doce. Durante o molho da batata, cuide do ceviche. Assim, os dois ficarão prontos mais ou menos juntos.


Chips de batata doce

INGREDIENTES

- 1 batata doce grande
- 1/2 colher (café) de lemon pepper (ou outro tempero a gosto)

MODO DE PREPARO

Os chips de batata doce são feitos na airfyer (adoooro). O preparo é mais ou menos parecido com o das batatas bravas. Descasque a batata doce e fatie em rodelas fininhas (± 2 mm de espessura). Deixe por 30 min de molho numa bacia com água. Pré-aqueça a airfryer a 200 ºC por 5 min. Enquanto isso, seque a batata e tempere a gosto (eu uso lemon pepper, mas também fica ótimo com páprica, alho e cebola em pó, chimichurri desidratado... etc.). Asse por 15-20 min. Abra no meio do processo e dê uma chacoalhada. Confira nos últimos minutos para não queimar (a batata doce foi cortada fina e cozinha mais rápido que a batata inglesa).


Ceviche tropical

INGREDIENTES

Mis en place do ceviche
- 1 filé de aprox. 200 g de atum (opcionalmente você pode usar um peixe branco ou salmão)
- 2 limões grandes espremidos (eu usei 6 galegos pequenininhos)
- 1/2 laranja espremida
- 1/2 colher (chá) de gengibre fresco, picado
- 1 pimenta dedo-de-moça, sem sementes, picada (eu gosto de picância, então usei malaguetão)
- 1 cebola pequena, finamente fatiada em rodelas (cebola roxa é melhor, eu não tinha, usei da amarela mesmo)
- sal a gosto
- 1/2 manga, picada em cubinhos
- 5-6 tomatinhos sweet grape ou cereja, picados
- coentro (pra quem gosta 💚) ou salsinha, a gosto
- folhinhas de hortelã, a gosto
- 1/4 xícara de repolho roxo, finamente fatiado

MODO DE PREPARO

Corte o filé de atum (ou do peixe à sua escolha) em cubos de cerca de 2 cm. Coloque os cubos de peixe em um bowl de vidro e prepare a marinada (suco dos limões e da laranja, gengibre, pimenta, cebola e sal). Cubra o peixe com esta marinada, misture bem, e guarde tampado na geladeira por 15 a 30 min. Passado este tempo, retire da geladeira e adicione os cubos de manga, os tomatinhos picados, o coentro (ou a salsinha) e a hortelã. Misture delicadamente. Sirva no próprio bowl, ou em tacinhas individuais. Finalize com o repolho roxo por cima, para dar mais cor e crocância à preparação.

Bom apetite!

Dica: Harmonize esse prato com a cerveja Krug 20. Você vai ter certeza que nasceram um pro outro.

sábado, 23 de maio de 2020

Dia 23: Sopa de cenoura

Sopa de cenoura, seja quente ou seja fria.

Essa sopa de cenoura é um coringa para servir de entrada, ou até mesmo para substituir um jantar.

Bateu um friozinho gostoso de inverno?
>> Sopa de cenoura!

Noites quentes de verão?
>> Sopa de cenoura!

Ela é pau pra toda obra. Seja quente ou seja fria, vai te satisfazer. O segredo para transformar uma reles sopinha numa sopa inesquecível está no gengibre. Uma das poucas especiarias que é capaz de conferir, ao mesmo tempo, sensação de calor e frescor. Pra completar a felicidade de uma refeição gostosa, ela é também muito simples de preparar. Receita que aprendi com minha amiga Helena, que compartilha comigo o amor pelas sopinhas 💛

INGREDIENTES

- 2 cenouras grandes, em pedaços
- 1 batata inglesa grande, em pedaços
- 1 cebola média, em pedaços
- 1 litro de água
- 1 tablete de caldo Knorr, sabor galinha
- 1 lasca grossa de gengibre fresco

MODO DE PREPARO

Coloque todos os ingredientes (exceto o gengibre) juntos numa panela. Deixe ferver, e cozinhe até que esteja tudo bem macio. Espere esfriar e bata tudo no liquidificador, junto com o gengibre. Sirva quente ou fria, dependendo do seu humor!

terça-feira, 19 de maio de 2020

Dia 19: Tortillas Tex-Mex


Mais um desejo realizado: tortillas!
(na foto, com abacate e chilli beans)

Guacamole, chilli beans, pico de gallo, sour cream, nachos, tacos, burritos, quesadillas y tortillas! O universo Tex-Mex - fusão da cozinha texana e mexicana - me encanta! Sempre me contentei (e com muito gosto) em comer apenas os tacos e nachos, feitos à base de milho. Os burritos e quesadillas sempre ficaram de escanteio porque as tortillas à base de trigo eram proibidas... até que descobri essa receita maravilhosa, que mudou minha vida!

Me inspirei numa receita que vi no site da Ana, Vegan&Colors, e adaptei para as farinhas que eu tinha em casa. O resultado foi um tortilla perfeita de farinha branca, que substitui totalmente a de trigo. De quebra, descobri um novo ingrediente que ainda não havia experimentado: o psyllium. O psyllium é uma fibra vegetal extraída da casca e da semente de uma espécie arbustiva (Plantago ovata). Por ser higroscópico, ele absorve água e aumenta muito de volume em contato com líquidos, se expande e forma uma massa gelatinosa que ajuda a dar liga nas preparações sem glúten.


INGREDIENTES

- ½ xícara de mix de farinhas sem glúten (usei partes iguais de: farinha de arroz + farinha de grão de bico + polvilho doce)
- 2 colheres (sopa) de psyllium
- 1 colher (sopa) de azeite
- 1 colher (chá) de sal
- 1 xícara (240 mL) de água quente (q.s)

MODO DE PREPARO

- Misture bem as farinhas, o psyllium e o sal. Adicione o azeite e misture bem. Coloque a água aos pouquinhos (1 colher por vez, misturando bem a cada adição). Muito provavelmente você não precisará utilizar toda a água (isso depende da capacidade de absorção das farinhas que estiver utilizando). Pare de adicionar água quando chegar num ponto em que consiga trabalhar a massa (ela ficará bem maleável e elástica). A massa está pronta. Divida-a em 3 bolinhas iguais.

- Para fazer os discos, você precisará de: um rolo de abrir massas (se você não tiver, pode usar uma garrafa); plástico filme ou outro plástico transparente, liso e firme (eu uso um saquinho tipo zip-loc aberto nas laterais); e uma tampa de panela pequena ou prato pequeno.

- Centralize uma bolinha de massa sobre a metade do plástico e cubra com a outra metade do plástico. Passe o rolo sobre o plástico, abrindo a massa. Pode abrir bastante, a massa é capaz de ficar bem fininha sem se romper. Se precisar, complete as falhas nas bordas com pedacinhos da massa. Ao final, pressione a tampa da panela ou um prato por cima da massa aberta, para cortar em formato de discos. Não despreze as bordinhas que sobrarem. Junte todas as sobras no final e abra mais um disco.

- Frite os discos um a um, em uma frigideira antiaderente bem quente. Não precisa utilizar óleo nem nada, apenas coloque um disco e, quando começar a se soltar do fundo da frigideira, vire do outro lado. Doure bem os dois lados, até a tortilla ficar tostadinha, mas ainda maleável. Obs.: Se você desejar uma tortilla mais crocante, basta fritá-la mais lentamente no fogo baixo, mantendo-a por mais tempo na frigideira. Ela dá uma secadinha e fica mais durinha e crocante.


Perfeitas, não? Agora é só preparar seu burrito ou quesadilla!

Dica: você também pode utilizar a mesma receita para fazer tortillas de milho! Basta trocar a farinha sem glúten por fubá. Mantenha todas as quantidades da receita original, exceto a água. Dessa vez, você usará no máximo ½ xícara de água. Proceda da mesma maneira para preparar as tortillas de milho. Opcionalmente, você pode abrir a massa deixando-a um pouco mais espessa e cortá-la em formato de tortillas para nachos (foto abaixo). Fica muito bom!!!!!

Tortillas de milho para nachos!


sexta-feira, 15 de maio de 2020

Dia 15: Pão de queijo infalível


Amor à primeira mordida

Pão de queijo... pra quem é mineiro, pão de queijo é item indispensável na alimentação do dia-a-dia. Tá na nossa mesa como o pão francês no café da manhã, como o arroz com feijão no almoço, ou como o cafezinho no lanche da tarde!

Pra quem é mineiro e celíaco (como é meu caso), o pão de queijo vira um aliado! Talvez seja o mais versátil dos lanches: naturalmente sem glúten, vai bem com recheio (que pode ser doce ou salgado), faz as vezes de almoço se for bem caprichado, e a qualquer hora do dia é um quebra-galho se bater uma fominha fora de casa. Pode-se dizer que, para um celíaco, é uma sorte grande nascer em Minas - aqui é a terra real oficial do pão de queijo!

Uma das minhas frustrações, como boa mineira que sou, sempre foi a de não ter uma receita de pão de queijo de família, daquelas que você herda de uma avó, ou de uma tia, fica perpetuando por aí e enche a boca pra dizer: "minha receita de família". Em toda casa mineira que se preze, existe essa tal receita de pão de queijo! Geralmente vem com segredinhos e mistérios... As medidas usadas frequentemente são difíceis de reproduzir: uma "caneca" específica que só tem naquela casa, um "prato" ou até uma "mão" (?!). Pois é.

Até que, enfim, achei minha receita de família! Não chegou de forma hereditária, é fato. Mas adotei, e agora é minha, e da minha família também. Leo Paixão foi quem ensinou, aprendi direitinho, e agora ensino aqui pra vocês. "Prestenção" que receita mais fácil que esta você não verá! Leva só 3 ingredientes e - o melhor - é infalível:

INGREDIENTES

- 1 caixinha de creme de leite UHT (não serve fresco ou em lata)
- a mesma medida de polvilho azedo (não serve polvilho doce)
- a mesma medida de queijo ralado grosso (aqui serve qualquer um - parmesão, minas padrão, gruyère ou até muçarela - mas se quiser um pão de queijo mineiro pra valer, use um queijo minas artesanal meia cura) Dica: confira aqui uma ótima matéria sobre o melhor queijo para pão de queijo.
- 1/2 colher (café) de sal (é opcional, mas acho que faz toda a diferença)

MODO DE PREPARO

Misture tudo muito bem, com cuidado para não quebrar muito o queijo. Use duas colheres para moldar os pãezinhos. A massa estará muito mole e pegajosa para fazer bolinhas, mas esta técnica funciona perfeitamente (não tem problema se ficarem em formatos irregulares, depois de assados ficam lindos). Coloque em uma assadeira muito bem untada com óleo e polvilho ou - melhor ainda! - use um tapetinho de assar de silicone (sério, eu comprei um e foi uma das minhas melhores aquisições nos últimos tempos, vale a pena demais!). Asse em forno pré-aquecido a 230 ºC, por 30 min, aproximadamente. Eles estarão douradinhos e cheirosos!

Observação: Essa receita rende cerca de 16 pães de queijo tamanho tradicional (é o meio termo, entre o coquetel e o lanche). Se não quiser assar tudo de uma vez, você pode guardar metade da receita em um recipiente fechado na geladeira e assar o restante no dia seguinte. A massa estará mais consistente e você conseguirá até fazer as bolinhas. Fica bom como o fresquinho preparado na hora.

Updating: eu já havia finalizado esta postagem quando decidi experimentar isso, apenas façam: se tiver guardado parte da massa para o dia seguinte, quando fizer as bolinhas, recheie-as com um cubinho de queijo (usei minas padrão). O que já era bom, fica bom demais da conta...

Queijinho derretendo por dentro

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Dia 06: Legumes à provençal

Dei esse nome a esta preparação não só pelos tipos de ervas que escolhi para temperar, mas também porque depois de pronto, as cores e o aroma me fizeram viajar, imaginando que, se um dia eu fosse a Provence, esperaria encontrar algo assim, ao mesmo tempo simples e confortante, numa casinha camponesa. Mas a verdade é que esse é um side dish (ou em bom português, guarnição, acompanhamento) ideal para qualquer prato principal. Vai com tudo, é versátil, podendo acompanhar carnes de aves, boi, porco ou até peixe. Um coringa que pode te salvar quando precisar preparar um almoço de última hora, pois você pode variar os legumes de acordo com o que você tiver em casa. Vamos lá?

INGREDIENTES

- legumes variados: quanto mais colorido, melhor (usei abobrinha, batata, cenoura, pimentão vermelho, cebola roxa e alho)
- 1 boa pitada de celery seed - semente de aipo (é o que dá o gostinho especial)
- sal e pimenta do reino a gosto
- caldo de legumes
- azeite para regar
- ervas frescas (usei alecrim, cebolinha-francesa e tomilho)

MODO DE PREPARO

- Pique os legumes em pedaços grandes e compridos, distribua numa assadeira e espalhe bem a semente de aipo, o sal e a pimenta, esfregando bem em todos os pedaços. Adicione o caldo de legumes, que deve cobrir o fundo (é ele que vai cozinhar os legumes). Regue com azeite e cubra a assadeira com uma tampa ou com folha de alumínio, fechando bem para preservar os vapores do cozimento. Leve ao forno em temperatura média, e vá espetando os legumes até estarem macios. Dica: é a batata que dá o ponto de retirar. Quando ela estiver pronta, todos os outros legumes também estarão, e a cenoura ainda vai estar crocante. Depois de tirar do forno, regue mais uma vez com azeite, cubra com as ervas frescas e tampe novamente até a hora de servir.

Cheirinho de dar água na boca

quinta-feira, 16 de março de 2017

Torta colorida de pão de forma

Essa é a releitura de uma das receitas da minha infância! Todo ano no meu aniversário sempre tinha essa torta salgada, coberta com bastante maionese. Ao parti-la, a gente via aquelas várias camadas da cor do arco-íris, lindas aos olhos das crianças que mal sabiam quantas verduras e legumes estavam propositalmente "escondidas" nessa tortinha colorida! Eu sabia, claro, a origem de tantas cores, pois adorava ajudar minha mãe a preparar os recheios e a montá-la.

Agora que já somos crescidos, podemos falar abertamente sobre os recheios sem esperar cara feia, certo? Pois bem, eu nunca tive problemas de comer nada quando criança. Tirando as famigeradas azeitonas, eu provava de tudo e comia de tudo, com o maior gosto! Lá em casa a gente sempre comeu de tudo mesmo, graças aos meus pais, que sempre nos fizeram experimentar todo tipo de comida e que sempre tiveram o cuidado de nos dar uma alimentação bem nutritiva e variada. Nós sabíamos os nomes e as principais qualidades de cada alimento do sacolão. Mas eu sei que isso não era muito comum entre as outras crianças.

Por isso eu tinha um pacto com minha mãe. A gente não contava que o "suflê de queijo com temperinho verde" era na verdade suflê de chuchu.  Que a "maçã vermelha da Branca de Neve" era beterraba cozida. Que a "salada de arvorezinhas" eram couve-flor e brócolis refogados. Que a "carne de rodelinha com batatas" era língua de boi recheada. Que o "caldinho de feijão preto batido" também continha couve, ovo e fígado camuflados. Hoje em dia, acredito (e espero!) que as crianças (e mesmo adultos) não precisem mais destes artifícios mirabolantes para comer de tudo. Mas caso você tenha esse problema em casa, a torta colorida de pão de forma continua sendo uma boa opção!


INGREDIENTES
  • 2 pacotes de pão Pan Blanco Schär
  • 12 colheres (sopa) de creme de ricota
  • 1 xícara (chá) de cenoura ralada
  • 1 xícara (chá) de beterraba ralada
  • 1 xícara (chá) de espinafre picado
  • 1 xícara (chá) de frango desfiado
  • 1 colher (sopa) de alho picado
  • 1 colher (sopa) de cebola picada
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • Azeite para refogar
  • Salsinha para decorar (opcional)

MODO DE FAZER

1. Preparar as fatias de pão: cortar as bordas dos pães para obter 20 fatias de pão sem casca, em formato retangular, com aproximadamente 8 x 5 cm. Reservar.
2. Preparar 3 camadas de recheios: refogar cada um dos vegetais separadamente (cenoura, beterraba e espinafre) com azeite, alho, sal e pimenta do reino a gosto. Depois que esfriar, adicionar a cada um dos vegetais refogados 3 colheres (sopa) de creme de ricota e misturar bem.
3. Preparar a cobertura: refogar o frango desfiado com azeite, cebola, alho, sal e pimenta do reino a gosto. Depois que esfriar, adicionar 3 colheres de creme de ricota e misturar bem.
4. Montar as tortinhas: com camadas alternadas de pão e recheio, seguindo a ordem pão / recheio de cenoura / pão / recheio de beterraba / pão / recheio de espinafre / pão / cobertura de frango.
5. Rende 5 tortinhas individuais. Se desejar, decorar com ramos de salsinha por cima de cada tortinha. Ela fica mais gostosa ainda se gelada.

DICA

Com as aparas e cascas de pão, pode-se fazer croutons: Cortar em cubinhos de 1 cm, dispor em uma assadeira antiaderente e regar com azeite, flor de sal, pimenta rosa e alecrim. Assar a 180°C, até dourar. Acompanha bem saladas e sopas e pode ser guardado por até 5 dias.

Torta colorida de pão de forma

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Mini sanduíches caprese

Esta receita é super prática para quem está a fim de um lanchinho gluten free. Estes mini sanduíches caprese que aprendi numa tarde deliciosa na casa da minha amiga Luiza consistem na simples - e muito bem pensada - composição de mozzarella de búfala recheada com tomatinho cereja e manjericão! Apenas três ingredientes e um sabor incrível!


Mini sanduíches caprese

Para prepará-los, basta cortar ao meio as bolinhas de mozzarella e os tomatinhos, e rechear cada bolinha com uma metade de tomate e duas folhinhas de manjericão, espetando o sanduíche com um palito.

A combinação da mozzarella macia e suave com o azedinho fresco do tomate são realçados pelo manjericão, que compõe com os outros dois ingredientes a base da salada caprese e da famosa pizza Regina Margherita, tradição na Itália. E vejam se não é mesmo a cara da Itália?!


Nas cores da bandeira - verde, branco e vermelho - esses sanduichinhos são a cara da Itália!

Para finalizar, um fiozinho de azeite e um pouquinho de flor de sal e pimenta do reino moídos na hora! Yummy...

sábado, 7 de maio de 2016

Salada de Bacalhau com Grão de Bico

Eu ADORO bacalhau!!! Esta salada é levinha mas vale por uma refeição! Tanto pode ser servida como entrada como prato principal. É deliciosíssima, ainda que leve poucos ingredientes. E é também bem simples de preparar, mas é bom planejar com antecedência, para poder iniciar a preparação no dia anterior. Veja as DICAS antes de começar e bom proveito!


INGREDIENTES
  • 250g de bacalhau dessalgado, em lascas
  • 1 cebola roxa pequena, cortada em gomos
  • 1 xícara (chá) de grão de bico cozido al dente, descascado e escorrido
  • 1 limão espremido
  • sal e pimenta-do-reino moída na hora
  • azeite extra-virgem a gosto

MODO DE PREPARO

1. Juntar numa travessa o bacalhau com a cebola e o grão de bico.

2. Temperar com limão, sal e pimenta e regar com o azeite antes de servir como entrada ou primeiro prato.

Salada de Bacalhau com Grão de Bico

DICAS

- Para dessalgar o bacalhau, eu uso água gelada e troco de duas a três vezes, da noite para o dia, lembrando de deixar o bacalhau sempre na geladeira.

- Eu também gosto de deixar o grão de bico de molho de um dia pro outro e retiro a casca depois do cozimento.

- Para as cebolas perderem a acidez eu as deixo de molho em bastante suco de limão com água gelada, por uma meia hora. Assim elas ficam quase docinhas.