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segunda-feira, 31 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 5: Cupcakes festivos de morango

  

Tudo de bom numa só mordida!

"Por que fazer simples cupcakes se eles podem ser extraordinários?" Foi inspirada num episódio da primeira temporada de Nadiya Bakes (disponível na Netflix!) que resolvi reproduzir, a meu modo, esses maravilhosos bolinhos de morango, que têm cheiro, sabor e cor de festa!

No fundo, um biscoito pra dar textura, por cima um morango fresco e suculento que derrete no forno. Em volta, uma massa de cupcake arrasadoramente suave, à base de cream cheese. No topo, ganache de chocolate branco e a "cereja do bolo": morangos glaceados para decorar e não te deixar esquecer o nome dessa sobremesa - cupcakes festivos de morango. Toda a felicidade numa mordida!

A estrela da semana é a ❤️ Aminna  FSG - Farinha Sem Glúten ❤️, o primeiro mix de farinhas sem glúten disponível no mercado. À base de farinha de arroz, possui também fécula de batata, fécula de mandioca e estabilizante em sua composição. Tenho um carinho especial por essa farinha, pois há 15 anos, ela era a única opção de mistura pronta para substituição da farinha de trigo. Foi com ela que comecei a me aventurar na culinária gluten free e descobri que poderia existir vida (muito feliz, diga-se de passagem) após a DC.


Testada e aprovada! ✔️


Cupcakes festivos de morango

INGREDIENTES

- 10 biscoitos sem glúten (usei cookies de frutas silvestres da Jasmine)
- 10 morangos inteiros, com os topos cortados
- 110 g de cream cheese
- 110 g de açúcar refinado
- 2 ovos caipiras
- 1 colher (chá) de extrato de baunilha
- 110 g de Aminna  FSG - Farinha Sem Glúten
- 1 colher (chá) de fermento químico em pó
- 100 g de chocolate branco (usei Divine)
- 2 colheres (sopa)  de creme de leite
- 2 colheres (sopa) de cream cheese
- morangos glaceados para decorar


MODO DE PREPARO

Pré-aqueça o forno a 200 °C. Preencha uma assadeira para cupcakes com 10 forminhas de papel próprias para assar. Coloque um biscoito no fundo de cada forminha e, por cima, posicione um morango inteiro, com a ponta voltada para cima.

Para fazer a massa, adicione o cream cheese e o açúcar no bowl da batedeira e bata até obter um creme claro e fofo. Adicione os ovos, um a um, batendo bem a cada adição. Adicione o extrato de baunilha e, por fim, a farinha e o fermento. Misture até obter uma massa lisa.

Usando um saco de confeiteiro, divida a massa entre as 10 forminhas, do modo que cada morango fique totalmente envolto por massa. Não encha demais as forminhas - deixe a ponta dos morangos de fora. Asse por 15 a 20 minutos, ou até que os bolinhos estejam crescidos e levemente dourados.

Retire do forno e transfira para uma gradinha. Cubra cada bolinho com a ganache usando o saco de confeiteiro ou o avesso de uma colher. Se tiver formado um buraco de massa em volta do morango, aproveite para preenchê-lo com ganache. Salpique os morangos glaceados picadinhos sobre a cobertura e sirva.

domingo, 30 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 5: Focaccia com cebola e alecrim

 

Azeite, cebola, alecrim e flor de sal: festa de sabores


Este pãozinho achatado tem origem italiana e é muito versátil. Aromatizado com azeite, deve ficar com a casca crocante e o miolo aerado. Fica entre o pão e a pizza, com cerca de 2 cm de altura, e pode ser coberto com diversos ingredientes: cebola, queijo, tomates frescos, azeitonas, anchovas...

Originalmente, a massa da focaccia leva apenas farinha, água, sal e fermento, podendo ser assada no forno ou na brasa. Nesta versão sem glúten, utilizamos a goma xantana para dar mais flexibilidade à massa, enquanto o azeite entra para saborizá-la, assim como a cebola desidratada. Por cima, como toda boa focaccia, alecrim e flor de sal pra completar a festa de aromas e sabores.

A estrela da semana é a ❤️ Aminna  FSG - Farinha Sem Glúten ❤️, o primeiro mix de farinhas sem glúten disponível no mercado. À base de farinha de arroz, possui também fécula de batata, fécula de mandioca e estabilizante em sua composição. Tenho um carinho especial por essa farinha, pois há 15 anos, ela era a única opção de mistura pronta para substituição da farinha de trigo. Foi com ela que comecei a me aventurar na culinária gluten free e descobri que poderia existir vida (muito feliz, diga-se de passagem) após a DC.


Testada e aprovada! ✔️


Focaccia com cebola e alecrim

INGREDIENTES

Massa:

- 450 g de Aminna  FSG - Farinha Sem Glúten
- 1 colher (chá) de goma xantana
- 2 colheres (chá) de açúcar
- 1 colher (chá) de sal
- 1 colher (sopa) de cebola desidratada
- 2 colheres (chá) de fermento biológico instantâneo
- 300 mL de água, a temperatura ambiente
- 4 colheres (sopa) de azeite

Cobertura:

- 1/2 colher (sopa) de manteiga, derretida
- raminhos de alecrim, a gosto
- flor de sal, a gosto


MODO DE PREPARO

Peneire a farinha, a goma xantana, o açúcar e o sal em uma tigela grande. Adicione a cebola e o fermento e misture bem. Junte a água e o azeite e misture com uma espátula até obter uma massa levemente pegajosa. Passe para uma superfície enfarinhada e sove por 10 minutos, até ficar macia e elástica. Volte a massa para a tigela, cubra com filme plástico untado com azeite e deixe em local protegido por cerca de 1 hora, ou até dobrar de tamanho.

Unte com azeite uma forma retangular pequena. Passe a massa para uma superfície enfarinhada e abra até ficar do tamanho da forma. Encaixe a massa aberta na forma e acerte os cantos. Cubra novamente com o filme plástico untado e deixe crescer por mais 30 minutos, ou até dobrar de tamanho outra vez.

Pré-aqueça o forno a 200 °C. Pressione a superfície da massa com as pontas dos dedos para dar um efeito esburacado. Asse por 30 minutos, retire do forno e pincele com a manteiga derretida. Adicione os raminhos de alecrim e salpique a flor de sal. Se desejar, pode ainda adicionar fatias fininhas de cebola roxa. Volte para o forno por mais 5-10 minutos, ou até dourar. 

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 4: Éclairs au chocolat

Bombinhas de chocolate

Éclairs au chocolat ou bombinhas de chocolate. Pouco importa como você chama essa maravilha da confeitaria francesa. Elas fazem parte das minhas lembranças desde a mais tenra idade. Em dias muito especiais, minha mãe me levava pra passear e comer essa delícia que, a cada dentada, transborda chocolate cremoso. Na disputa com o quindim, era o meu doce preferido da infância (pois é, não era brigadeiro!). Ainda tive a sorte de poder reviver esse prazer há uns dois anos, numa boulangerie totalmente livre de glúten que descobrimos na última viagem à França e onde escolhi comemorar meu aniversário só por causa das bombinhas!

A base das éclairs é a pâte à choux (que de forma muito fofinha se pronuncia "pataxu"), feita de água, manteiga, farinha e ovos. Em vez de fermento químico, utiliza-se de sua alta umidade para criar vapor durante o cozimento, o que faz a massa crescer. A massa cresce formando um centro oco, que podemos rechear com as mais diversas opções, mas a minha preferida é o creme de chocolate. Nessa versão, utilizei um ganache feito de chocolate meio amargo e leite de côco - simples e delicioso! Por cima, ainda cobrimos nossa bombinha com chocolate derretido, que depois endurece, formando uma casquinha. Difícil imaginar combinação melhor.

A estrela da semana é a 💙 Mixture - Farinha Sem Glúten Amafil 💙, um mix frequentemente incompreendido e subestimado mas, na minha opinião, capaz de produzir receitas maravilhosas. À base de farinha de mandioca, possui também farinha de arroz, fécula de batata e estabilizante em sua composição. É a alternativa mais em conta do mercado e pode apresentar um ótimo resultado se você souber utilizá-la. Desenvolvida para substituir a farinha de trigo conferindo sabor, estrutura e textura para as mais diversas preparações, deve ser utilizada na seguinte proporção: 1 xícara de farinha de trigo comum equivale a 3/4 xícara de Mixture.


Testada e aprovada! ✔️


Éclairs au chocolat

INGREDIENTES

Recheio (ganache de chocolate):

- 120 g de chocolate em barra meio amargo (usei Divine, 70%)
- 120 g de leite de côco

Massa (pâte à choux):

- 1 xícara (chá) de água
- 3 colheres (sopa) de manteiga com sal
- 1 colher (chá) de açúcar
- 1 xícara (chá) de Mixture - Farinha Sem Glúten Amafil
- 1 colher (chá) de extrato de baunilha
- 5 ovos

Cobertura:

- 60 g de chocolate em barra meio amargo (usei Divine, 50%)
- 1/4 colher (chá) de óleo de côco


MODO DE PREPARO

Prepare o recheio:
Derreta o chocolate no microondas e acrescente o leite de côco. Deixe esfriar para ganhar consistência. Enquanto isso, prepare a massa.

Prepare a massa:
Em uma panela, adicione a água, a manteiga e o açúcar e deixe ferver. Retire a panela do fogo e acrescente a farinha, mexendo vigorosamente para não formar grumos. Volte a panela para o fogo e deixe cozinhar por 1 minuto. Deixe a massa esfriar e leve para a batedeira, acrescentando a baunilha e os ovos, um a um. Bata até a massa ficar bem homogênea. Transfira a massa para um saco de confeitar e modele as bombinhas em uma assadeira forrada com papel manteiga ou tapetinho de silicone (rende aproximadamente 15 bombinhas). Asse em forno pré-aquecido a 200 °C até dourar. Deixe esfriar.

Montagem:
Coloque o recheio em um saco de confeitar e utilize um bico de rechear para furar uma das extremidades das bombinhas e preenchê-las até ficarem "gordinhas". Quando todas estiverem recheadas, prepare a cobertura, derretendo o chocolate no microondas e acrescentando o óleo de côco. Passe o topo das bombinhas pela cobertura, retirando o excesso de chocolate. Se desejar, polvilhe chocolate granulado por cima. Espere esfriar (até a cobertura endurecer) e se delicie.


* Agradecimento especial ao meu amor Julian, que moldou as bombinhas (eu fui um verdadeiro desastre com o saco de confeitar!)

domingo, 23 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 4: Empanadas argentinas

 

¡Hola hermanitas!


As empanadas argentinas também foram uma das iguarias que só tive oportunidade de experimentar depois de já ter o diagnóstico da doença celíaca, por isso a primeira empanada argentina que comi foi, diga-se de passagem, uma "verdadeira empanada argentina" - sem glúten - em Buenos Aires, lá por volta de 2011. Foi amor à primeira mordida. A Argentina é um dos países mais avançados em alternativas para celíacos! Há uma infinidade de estabelecimentos que reproduzem todas as maravilhas da culinária de nuestros hermanos na versão sin TAAC (sem Trigo, Aveia, Cevada e Centeio) com fidelidade e muita qualidade!

A massa da empanada tem uma característica muito própria. Não é um pão, tampouco massa de pastel. Ela é um pouco adocicada, levemente folhada e ligeiramente quebradiça. É inconfundível e, caso você já tenha experimentado, vai reconhecê-la nessa receita, pois realmente a textura e o sabor ficaram bem fiéis à original. Confesso que deu um pouquinho de trabalho acertar a massa, mas faz parte, quando você está experimentando uma preparação inédita na sua cozinha. E valeu a pena, pois ao fim me fez viajar às minhas melhores lembranças porteñas.

Já o recheio, foi inspirado numa das mais famosas empanadas, a salteña - típica de região de Salta, no noroeste montanhoso da Argentina. A salteña é basicamente recheada de carne moída com azeitonas, ovo e batata (algumas receitas também levam uvas passas). A minha receita é baseada nas empanadas salteñas que a chef Paola Carosella serve em seu restaurante, La Guapa. Mas foi adaptada para o meu gosto pessoal e em função dos ingredientes que eu tinha em casa. O sabor ficou indescritível, só posso dizer que é único e inesquecível.

A estrela da semana é a 💙 Mixture - Farinha Sem Glúten Amafil 💙, um mix frequentemente incompreendido e subestimado mas, na minha opinião, capaz de produzir receitas maravilhosas. À base de farinha de mandioca, possui também farinha de arroz, fécula de batata e estabilizante em sua composição. É a alternativa mais em conta do mercado e pode apresentar um ótimo resultado se você souber utilizá-la. Desenvolvida para substituir a farinha de trigo conferindo sabor, estrutura e textura para as mais diversas preparações, deve ser utilizada na seguinte proporção: 1 xícara de farinha de trigo comum equivale a 3/4 xícara de Mixture.

Testada e aprovada! ✔️


Empanadas argentinas

INGREDIENTES

Recheio:

- 1 colher (sopa) de banha de porco
- 1/2 cebola, picada
- 6 dentes de alho, picados
- 300 g de carne de boi moída (usei patinho)
- 1 colher (sopa) de páprica doce
- 1 colher (sopa) de cominho em pó
- 1/2 colher (chá) de louro em pó
- 1/2 colher (chá) de pimenta calabresa em flocos
- 1/2 colher (chá) de molho inglês
- sal a gosto

- 1/2 xícara (chá) de salsinha, picada (usei apenas os talinhos, bem picadinhos)
- 3 damascos secos, em cubinhos (você pode usar uvas passas, se preferir)
- 1 batata pequena cozida, em cubinhos
- 1 ovo cozido, em cubinhos
- 6 quiabos acidulados*, picados (você pode usar azeitonas, se preferir)

Massa:

- 1 e 1/2 xícara (chá) de Mixture - Farinha Sem Glúten Amafil
- 1/2 colher (chá) de goma xantana
- 1 pitada de sal
- 2 colheres (sopa) de banha de porco
- 1 caixa de creme de leite
- 1 ovo (clara e gema separadas)
- 1 colher (sopa) de açúcar


MODO DE PREPARO

Prepare o recheio:
Aqueça a banha e frite a cebola e o alho. Quando estiverem bem dourados, adicione a carne e frite bem. Acrescente os temperos (páprica, cominho, louro, pimenta calabresa, molho inglês e sal). Retire do fogo e misture os demais ingredientes (salsinha, damasco, batata, ovo e quiabo), somente o suficiente para incorporá-los. Deixe esfriar enquanto prepara a massa.

Prepare a massa:
Coloque a farinha, a goma xantana e o sal num bowl e misture bem. Acrescente a banha, o creme de leite e a clara de ovo e trabalhe até obter uma massa homogênea. Ela é levemente quebradiça, mas deve ser maleável o suficiente para ser moldada. Para pincelar as empanadas, misture a gema de ovo com o açúcar e reserve.

Montagem e finalização:
Polvilhe com farinha uma superfície e o rolo de abrir massas. Separe um pedaço da massa preparada, abra e corte discos usando um molde, um prato ou uma tampa de 15 cm de diâmetro. Guarde as rebarbas junto ao restante da massa, para reutilizar. Recheie cada disco, antes de abrir o próximo. Utilize uma a duas colheres de recheio. Para fechar, coloque um pouquinho de água num prato, molhe a ponta do dedo na água e passe nas bordas, depois pressione bem. Eu acertei as bordas cortando a massa com uma tesoura. Se a massa ameaçar "quebrar", molhe os dedos com água e esfregue sobre as rachaduras até colá-las. Coloque cada empanada montada sobre um pedaço de papel manteiga. Pincele a superfície de  cada empanada com a misturinha de gema de ovo e açúcar (é o que vai deixá-las douradinhas e brilhantes). Asse em forno pré-aquecido a 180 C até estarem bem douradas. Você também pode usar a airfryer, como eu fiz: após pré-aquecer à temperatura máxima, diminua para 180 °C e asse as empanadas por cerca de 7 minutos, ou até estarem bem douradas (dá pra fazer uma a uma ou até três por vez, dependendo do tamanho do seu cesto). Esse receita rende 8 empanadas grandes.

* Se desejar fazer os quiabos acidulados (recomendo fortemente!), separe 12 quiabos, 1 xícara de vinagre de maçã, 2 colheres de sopa de açúcar mascavo, 1 pitada de sal e 1 pimenta dedo de moça picada. Pegue os quiabos e corte ambas as extremidades, para obter um "tubinho". Toste os quiabos na airfryer. Enquanto isso, leve os outros ingredientes para ferver numa panela. Quando ferver, coloque num bowl e adicione os quiabos. Mexa e deixe esfriar. Receita original: Felipe Bronze.

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 3: Cookies

 

Cookies fáceis e perfeitos!

Já que estou animada com desafios e realização de desejos, vem aí mais um: cookies sem glúten per-fei-tos! As únicas (e saudosas) vezes que assei cookies na minha vida, foi por volta de 2015 ou 2016, logo que voltei dos Estados Unidos com algumas caixinhas de mistura pronta para cookies sem glúten da Hodgson Mill. Bastava misturar o mix aos ingredientes molhados - manteiga, ovo e baunilha - distribuir as gotas de chocolates e pronto: cookies perfeitos. 

Pra não dizer que nunca tentei fazer cookies por minha conta, uma vez arrisquei uma receita do Jamie Oliver, um dos meus chefs preferidos. O sabor até ficou gostoso, mas fiquei muito decepcionada com os cookies chapados e esparramados que tirei do forno. Depois disso, não tentei mais. O cookie virou um tabu. 

Pra mim, um cookie perfeito deve ser gordinho, crocante por fora e macio por dentro. E a receita a seguir cumpre perfeitamente com essa expectativa! Busquei inspiração no site Gluten Free on a Shoestring, da Nicole Hunn. Toda vez que invento de tentar receitas complicadas, adoro dar uma conferida nas receitas dela, pois são sempre certeiras. A Nicole nunca erra.

A minha versão está bem fiel à original. Meu toque pessoal foi utilizar dois tipos diferentes de chocolate, pois acho que essa combinação sempre cai muito bem. Assim você tem o melhor dos dois mundos: duas texturas e dois sabores de chocolate num mesmo biscoito.

Na massa, uso pedacinhos de chocolate 70%, que derretem no forno e deixam o cookie molhadinho e com aquele sabor intenso. Por fora, na superfície, uso chocolate ao leite em gotas forneáveis (que resistem ao calor e mantêm sua forma). O resultado é um cookie esteticamente lindo, com um chocolate mais docinho e resistente à mordida, a cada dentada.

A estrela da semana é a 💛 Farinha Multiuso Sem Glúten Schär 💛! Minha estória de amor com a Schär é longa, sou suspeita para dizer que é o melhor mix de farinhas sem glúten do Brasil! A farinha ideal para quem procura resultados perfeitos na culinária sem glúten. À base de amido de milho, farinha de arroz, fibras vegetais (psyllium, bambu), farinha de arroz integral, farinha de lentilhas, dextrose, espessante e sal, com ela você prepara qualquer prato, doce ou salgado. A opção da Schär é "pau pra toda obra" e não decepciona nunca!

Testada e aprovada! ✔️


Cookies

INGREDIENTES

- 160 g de Farinha Multiuso Sem Glúten Schär
- 1/2 colher (chá) de goma xantana
- 1/4 colher (chá) de sal
- 1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
- 75 g de açúcar cristal
- 80 g de açúcar mascavo
- 55 g de manteiga sem sal, em ponto de pomada
- 1 ovo, em temperatura ambiente
- 1/2 colher (sopa) de extrato de baunilha
- 60 g de chocolate meio amargo picado (usei Divine 70%)
- 1 colher (sopa) de gotas forneáveis de chocolate ao leite

MODO DE PREPARO

Pré-aqueça o forno a 200 °C. Forre duas assadeiras com papel manteiga. Em um bowl, coloque a farinha, a goma xantana, o sal, o bicarbonato de sódio e o açúcar cristal e misture bem. Adicione o açúcar mascavo e misture novamente, eliminando os grumos de açúcar. Faça um buraco no centro dos ingredientes secos e adicione a manteiga, o ovo e a baunilha e misture bem, até obter uma massa firme e homogênea, que solta das mãos. Adicione o chocolate meio amargo picado e misture até distribuir uniformemente pela massa do cookie

Divida a massa em 12 porções e faça bolinhas. Distribua-as uniformemente (seis em cada assadeira), e pressione levemente cada uma delas, formando um disco de cerca de 2 cm de espessura. Disponha as gotas de chocolate ao leite por cima dos cookies. Coloque as assadeiras no congelador por pelo menos 5 minutos antes de levar ao forno.

Retire a massa gelada do congelador e coloque as assadeiras, uma de cada vez, no centro do forno pré-aquecido. Asse até que os cookies formem uma "casquinha" na superfície (12 a 18 minutos - eu deixei exatos 15 minutos). Retire do forno e deixe os cookies esfriarem na própria assadeira por cerca de 5 minutos ou até que estejam firmes, antes de transferir para uma gradinha, para esfriar completamente.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 2: Bolo de banana com amoras e mirtilos

 

Comfort food com sofisticação

Eu amo bolo de banana!!! Pense num bolo bem fofinho, macio e aerado. Cheiroso, dourado por fora e clarinho por dentro. Só isso pra mim já é a perfeição num bolo. Sinônimo de comfort food. Aquele bolinho que vem e te abraça numa tarde nublada. Agora adicione sofisticação. A cada fatia, surpresa: uma explosão de cores que pintam nosso bolinho de roxo azulado e uma festa de sabores que variam da doçura à acidez. Um bolo vibrante e inesquecível!

Originalmente, essa receita de bolo de banana sugeria o uso da simples farinha de arroz, que substituí pelo mix de farinhas sem glúten. Já virou a minha preferida! Há tempos eu não me apaixonava assim por um bolinho. Meu toque especial foi adicionar amoras e mirtilos (blackberry and blueberry), que você pode substituir por outras berries se desejar. Vai funcionar com morangos, framboesas, cerejas, groselha... 

A estrela da semana é o 💜 Mix de Farinhas Sem Glúten Urbano 💜, que experimentei pela primeira vez e me surpreendeu! Esse mix é uma Farinha Especial da linha de farináceos Urbano Zero Glúten, ideal para o preparo de receitas doces e salgadas. À base de farinha de arroz, leva também fécula de mandioca, fécula de batata, emulsificante e espessante em sua composição. É uma opção que substitui bem a farinha de trigo, com um preço bem camarada.

Testada e aprovada! ✔️


Bolo de banana

INGREDIENTES

- 3 ovos
- 1/2 xícara de leite
- 4 bananas bem maduras (~230 g)
- 1 xícara (chá) de açúcar cristal
- 1 xícara (chá) de manteiga amolecida

- 2 xícaras (chá) de Mix de Farinhas Sem Glúten Urbano
- 1 pitada de canela em pó
- 1 pitada de sal
- 1 colher (sopa) de fermento químico

- 1/2 xícara de amoras e mirtilos
- 1 colher (sopa) de Mix de Farinhas Sem Glúten Urbano

MODO DE PREPARO

Bata no liquidificador os ovos, o leite, as bananas, o açúcar e a manteiga. Numa vasilha, junte o mix de farinhas, a canela, a pitada de sal e o fermento. Despeje o conteúdo do liquidificador sobre os ingredientes secos e misture bem, até obter uma massa homogênea. Coloque em uma forma de bolo inglês antiaderente.

Numa xícara, coloque as amoras e mirtilos, adicione o mix de farinhas e chacoalhe até as frutas estarem completamente envoltas em farinha. Peneire para eliminar o excesso de farinha e distribua as frutas sobre a massa de bolo. Pressione levemente cada fruta até quase sumir sob a massa. Leve ao forno pré-aquecido a 200 ºC por cerca de 30 minutos.

domingo, 31 de maio de 2020

Dia 31: Bolo de baunilha com chantilly especial

Bolo molhadinho e macio, com um chantilly especial

Encerramos o mês de maio e a 31ª receita pra fechar esse desafio com chave de ouro é de um bolinho super gostoso e simples de preparar, coberto com um chantilly realmente especial. A receita do bolo é aquela que andou famosa uns tempos atrás, feita com arroz cru e sem farinha. Eu mesma hesitei, antes de me arriscar a fazer, mas esse bolo me conquistou, pois fica bem molhadinho e macio. O chantilly é especial pois é saborizado com rum, cardamomo e canela (aposto que você vai se apaixonar)!


Bolo de baunilha 

INGREDIENTES

- 1 xícara de arroz cru
- 1 potinho de iogurte natural
- 1/2 xícara de óleo (uso óleo de côco ou canola)
- 4 ovos
- 1 colher (chá) de extrato de baunilha
- 1 xícara de açúcar
- 1/2 xícara de côco ralado (seco, sem açúcar)
- 1/2 xícara de queijo parmesão ralado
- 1 colher (sopa) de fermento em pó

MODO DE PREPARO

Deixe o arroz de molho por 3 horas. Descarte a água e bata o arroz com o iogurte e o óleo no liquidificador, até obter um creme bem liso. Ainda no liquidificador, acrescente os ovos, a baunilha, o açúcar, o côco e o queijo. Bata bem. Por último acrescente o fermento e bata apenas o suficiente para misturar. Asse a 180 ºC por 30 min, em forma de teflon (não precisa untar).


Chantilly especial

INGREDIENTES

- 250 mL de creme de leite fresco
- 2 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro
- 2 colheres (sopa) de rum
- cardamomo em pó (a gosto)
- canela em pó (a gosto)

MODO DE PREPARO

Bata o creme de leite com o açúcar e o rum na batedeira, em velocidade baixa, até o ponto de chantilly. Cubra o bolo e salpique cardamomo e canela por cima de tudo. Coma e seja feliz!

Bom apetite!

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Dia 28: Risotto mineiro

Um risotto que é a cara de Minas!

Este "risotto mineiro" é uma adaptação que minha mãe fez, de uma receita que ela viu no programa Territórios Gastronômicos, da Rede Minas, em 2014. No programa, o chef Eduardo Avelar preparou um risotto em homenagem a Dona Maria Torres, de Sabará - a terra do "Festival do Ora-Pro-Nóbis", usando linguiça, queijo canastra e, é claro, ora-pro-nóbis!

É um risotto bem rústico, e é também muto especial, pois além de levar ingredientes típicos de Minas, é feito com vinho tinto, o que dá uma cor e um sabor mais fortes. Se puder, use ingredientes de origem. Uma boa linguiça artesanal, queijo mineiro de verdade (não precisa necessariamente ser da Canastra, pode ser do Salitre, do Serro, d'Alagoa). Ora-pro-nóbis pode não ser tão fácil de se achar por aí, mas você encontra em alguns supermercados, feiras, cooperativas ou, com sorte, pode ter alguém a quem pedir para colher do pé!


INGREDIENTES

- 300 g de linguiça magra suína (sugestão: pernil com bacon, com pouca gordura)
- 1 maço de ora-pro-nóbis (se não encontrar, pode substituir por couve ou espinafre)
- 1 xícara de arroz arbório
- 2 colheres (sopa) de azeite
- 1 dente de alho, picado
- 1 cebola média, picada
- pimenta do reino e noz moscada, a gosto
- 1 taça de vinho tinto seco
- 1 colher (sopa) de molho de tomate
- 1 litro de caldo de carne, bem quente
- 1 xícara de queijo canastra ralado

MODO DE PREPARO

- Primeiro, tire a pele da linguiça. Frite-a numa frigideira antiaderente, sem óleo. A carne vai despedaçar, mas cuidado para não ficar muito esfacelada (não mexa muito, para termos uns pedaços maiores). Reserve. Em outra frigideira, refogue o ora-pro-nóbis com o alho e 1 colher de azeite. Reserve. O caldo de carne já deve estar pronto. Mantenha-o aquecido numa panela, ao lado da panela do risotto.

- Na panela do risotto, doure a cebola picadinha com o azeite. Tempere com pimenta do reino e noz moscada. Coloque o arroz e refogue até as bordas ficarem transparentes e o centro do grão branquinho. Adicione o vinho, deixe reduzir bem e soltar o amido (o vinho tinto não solta tanto o amido do arroz como o vinho branco). Quando estiver quase secando, adicione o molho de tomate e comece a colocar o caldo de carne, de concha em concha. Vá mexendo e adicionando o caldo, pouco a pouco. O cozimento leva de 14 a 18 minutos, ou até acabar o caldo. Um pouco antes de chegar ao ponto (al dente), adicione os outros ingredientes reservados. Primeiro a linguiça, depois o ora-pro-nóbis, por último o queijo. Se desejar, incorpore 1 colher (sopa) de manteiga gelada, ao final de tudo. Misture delicadamente, tampe a panela e deixe descansar por 2-3 min antes de servir.

Ô trem bão!

Se desejar, você pode decorar com pimenta biquinho e fritar alguns ovos de codorna para colocar por cima!
 

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Dia 25: Waffle com cobertura de chocolate

Não tenho uma legenda pra descrever isso!

Waffle ("uáfol") em inglês ou Gaufre ("gôfre") em francês. De origem belga, esse tipo de massa - da mesma família dos crepes e das panquecas - se diferencia de suas "primas" pela quantidade de cada ingrediente na receita e no modo de preparo. Os waffles são assados numa prensa quente, que imprime aquelas típicas texturas quadriculadas, formando sulcos ideais para receber diferentes tipos de coberturas, doces ou salgadas.

Particularmente, gosto muito de tirar um waffle quentinho da máquina e passar uma camada generosa de manteiga, que derrete na hora e preenche todos os buraquinhos. Me sinto uma verdadeira protagonista de propaganda de margarina (mas bem melhor, porque é manteiga, né!?). Outras ideias deliciosas de cobertura são: mel, geleia, iogurte, sorvete, frutas (morango, banana, mirtilos), calda de caramelo, de chocolate, doce de leite, manteiga de amendoim... ou mesmo a combinação de mais de uma dessas opções. Seja com que cobertura for, um waffle no café da manhã ou no lanche da tarde é felicidade certa!

Desde que começaram a surgir mais opções de marcas de máquinas de waffle, fiquei de olho numa promoção pra comprar a minha. E foi um dos investimentos recentes de melhor custo-benefício aqui em casa. Quando dá vontade de comer um waffle, preparo a massa rapidinho e em menos de 5 minutos já estamos com a mesa farta, protagonizando a "propaganda de margarina"! Caso você (ainda) não tenha sua máquina de waffles, mas ficou aí morrendo de vontade, recomendo que faça estas maravilhosas panquecas gordinhas de iogurte que você pode preparar na frigideira mesmo, e não deixam a desejar!

Mas vamos à receita dos waffles! Incrivelmente, foi a primeira receita que testei e deu tão certo, que nunca mais ousei experimentar nenhuma outra por aí. Quem desenvolveu e compartilhou a receita original foi a fofíssima e maravilhosa Sílvia Espeschit (Minha Vida Sem Glúten - sigam ela, gente). E podem confiar porque fica com o sabor de um verdadeiro waffle maravilhoso - você nem vai acreditar que é sem glúten!

INGREDIENTES

- 2 xícaras de mix de farinhas sem glúten (gosto mais da Farinha Multiuso Schär, mas já fiz também com a FSG Aminna e com o Mixture Amafil - se for usar esse, use apenas 1 e 1/2 xícara)
- 2 xícaras de leite
- 3 ovos
- 3 colheres (sopa) de manteiga, em temperatura ambiente
- 1 colher (chá) de sal
- 2 colheres (sopa) de açúcar
- 3 colheres (chá) de fermento em pó

MODO DE PREPARO

A Sílvia recomenda que antes de começar a receita, você ligue sua máquina de waffle para ela já ir aquecendo. A minha esquenta muito rápido, então só ligo quando a massa está pronta (vai depender do funcionamento da sua). Bata tudo na batedeira (eu uso o liquidificador, mas tem que ser bem potente, viu?) e vá despejando a quantidade adequada à sua máquina de waffle.⁣

DICAS:

1. Coma fresquinho e bem quentinho! Ele fica super crocante por fora e macio por dentro! Se você demorar a comer (du-vi-do!) pode colocar de volta na máquina e deixar lá por um tempinho que ele volta a ficar crocante como novo!

2. Geralmente, fazendo uma receita inteira, nós comemos waffles até ficarmos beeeem satisfeitos, e ainda assim sobra muita massa (dá pra mais umas duas vezes!). Você pode guardar a massa pronta na geladeira, em um recipiente fechado. Dura uns 3-4 dias, tranquilo.

3. Nesse aí da foto, eu resolvi inovar e incluí para bater, junto da massa no liquidificador, uma cenoura pequena, em rodelas. Ele ficou com gostinho de bolo de cenoura, e bem amarelinho por dentro. Nesse caso, nada mais justo que uma bela cobertura de chocolate, né???

Se é possível melhorar o que já é perfeito, é combinando cenoura e chocolate!

Cobertura de chocolate (ganache fácil, deliciosa e sem leite!)

INGREDIENTES

- uma medida de chocolate meio amargo, picado
- a mesma medida de leite de côco

MODO DE PREPARO

Derreta o chocolate no microondas. (Se você nunca derreteu chocolate no microondas, precisa saber que deve fazer isso aos poucos, para não queimá-lo. Coloque por 30 seg. Retire e misture. Mais 30 seg. Retire e misture, até que vire um creme bem liso. Geralmente, 1 min já é o suficiente.) Misture o leite de côco e está pronto. Você pode dosar a quantidade de leite de côco, dependendo da consistência que preferir. Maravilha!

Cubra seu waffle com essa ganache e seja MUITO feliz.

Felicidade em forma de waffle!

domingo, 24 de maio de 2020

Dia 24: Ceviche tropical e chips de batata doce

Refrescante e delicioso!

Batizei esta receita de "ceviche tropical" porque incorporei vários elementos à receita peruana tradicional, que dão cor e muito frescor a essa preparação. O ceviche é um peixe (necessariamente de carne firme, com pouca gordura e, preferencialmente, de água salgada) marinado em meio ácido, com especiarias.

Alguns dos peixes mais utilizados são: linguado, corvina, garoupa, robalo, tilápia, vermelho ou até salmão. Atenção! Seja qual for o peixe selecionado, deve ser fresco e de boa procedência. Frutos do mar também podem ser utilizados (como camarão ou polvo), porém, devem ser pré-cozidos.

O meio ácido é garantido pelo suco de limão (tahiti, galego, capeta ou até siciliano), lima e/ou laranja. O contato do peixe com o suco ácido e as especiarias, por tempo suficiente, produz o famoso "leite de tigre" (leche de tigre), um caldinho esbranquiçado e saborosíssimo, resultado da marinada. Em alguns bares, é servido até como shot, em copinhos, como um aperitivo. Dá água na boca só de pensar!

Aqui, além dos componentes originais do ceviche, acrescentei manga e tomatinhos sweet grape (trazem doçura e cor), hortelã (frescor) e repolho roxo (mais cor e crocância) para o prato.

Geralmente, o ceviche é servido com mandioca, batata doce, batata inglesa ou milho, preparados de formas variadas.

Dica: Comece preparando os chips de batata doce. Durante o molho da batata, cuide do ceviche. Assim, os dois ficarão prontos mais ou menos juntos.


Chips de batata doce

INGREDIENTES

- 1 batata doce grande
- 1/2 colher (café) de lemon pepper (ou outro tempero a gosto)

MODO DE PREPARO

Os chips de batata doce são feitos na airfyer (adoooro). O preparo é mais ou menos parecido com o das batatas bravas. Descasque a batata doce e fatie em rodelas fininhas (± 2 mm de espessura). Deixe por 30 min de molho numa bacia com água. Pré-aqueça a airfryer a 200 ºC por 5 min. Enquanto isso, seque a batata e tempere a gosto (eu uso lemon pepper, mas também fica ótimo com páprica, alho e cebola em pó, chimichurri desidratado... etc.). Asse por 15-20 min. Abra no meio do processo e dê uma chacoalhada. Confira nos últimos minutos para não queimar (a batata doce foi cortada fina e cozinha mais rápido que a batata inglesa).


Ceviche tropical

INGREDIENTES

Mis en place do ceviche
- 1 filé de aprox. 200 g de atum (opcionalmente você pode usar um peixe branco ou salmão)
- 2 limões grandes espremidos (eu usei 6 galegos pequenininhos)
- 1/2 laranja espremida
- 1/2 colher (chá) de gengibre fresco, picado
- 1 pimenta dedo-de-moça, sem sementes, picada (eu gosto de picância, então usei malaguetão)
- 1 cebola pequena, finamente fatiada em rodelas (cebola roxa é melhor, eu não tinha, usei da amarela mesmo)
- sal a gosto
- 1/2 manga, picada em cubinhos
- 5-6 tomatinhos sweet grape ou cereja, picados
- coentro (pra quem gosta 💚) ou salsinha, a gosto
- folhinhas de hortelã, a gosto
- 1/4 xícara de repolho roxo, finamente fatiado

MODO DE PREPARO

Corte o filé de atum (ou do peixe à sua escolha) em cubos de cerca de 2 cm. Coloque os cubos de peixe em um bowl de vidro e prepare a marinada (suco dos limões e da laranja, gengibre, pimenta, cebola e sal). Cubra o peixe com esta marinada, misture bem, e guarde tampado na geladeira por 15 a 30 min. Passado este tempo, retire da geladeira e adicione os cubos de manga, os tomatinhos picados, o coentro (ou a salsinha) e a hortelã. Misture delicadamente. Sirva no próprio bowl, ou em tacinhas individuais. Finalize com o repolho roxo por cima, para dar mais cor e crocância à preparação.

Bom apetite!

Dica: Harmonize esse prato com a cerveja Krug 20. Você vai ter certeza que nasceram um pro outro.

sábado, 23 de maio de 2020

Dia 23: Sopa de cenoura

Sopa de cenoura, seja quente ou seja fria.

Essa sopa de cenoura é um coringa para servir de entrada, ou até mesmo para substituir um jantar.

Bateu um friozinho gostoso de inverno?
>> Sopa de cenoura!

Noites quentes de verão?
>> Sopa de cenoura!

Ela é pau pra toda obra. Seja quente ou seja fria, vai te satisfazer. O segredo para transformar uma reles sopinha numa sopa inesquecível está no gengibre. Uma das poucas especiarias que é capaz de conferir, ao mesmo tempo, sensação de calor e frescor. Pra completar a felicidade de uma refeição gostosa, ela é também muito simples de preparar. Receita que aprendi com minha amiga Helena, que compartilha comigo o amor pelas sopinhas 💛

INGREDIENTES

- 2 cenouras grandes, em pedaços
- 1 batata inglesa grande, em pedaços
- 1 cebola média, em pedaços
- 1 litro de água
- 1 tablete de caldo Knorr, sabor galinha
- 1 lasca grossa de gengibre fresco

MODO DE PREPARO

Coloque todos os ingredientes (exceto o gengibre) juntos numa panela. Deixe ferver, e cozinhe até que esteja tudo bem macio. Espere esfriar e bata tudo no liquidificador, junto com o gengibre. Sirva quente ou fria, dependendo do seu humor!

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Dia 21: Bolo de fubá com limão siciliano

Essa receita é muito especial. Eleva o bolo de fubá a um outro patamar. Não podia ser diferente, já que tirei do livro "Na Cozinha Com Nigella" - uma fada que sabe como ninguém combinar ingredientes pra transformar todas as receitas em experiências únicas. Não vou me delongar... apenas preciso dizer que este é um bolo leve, macio e muito saboroso. A calda de limão siciliano é o elemento surpresa! Você nunca provou nada parecido. Bom proveito!


Bolo levinho de fubá

INGREDIENTES

- 200 g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
- 200 g de açúcar refinado
- 200 g de farinha de amêndoas
- 100 g de fubá
- 1 e 1/2 colher (chá) de fermento em pó
- 3 ovos
- raspas de 2 limões sicilianos (guarde o suco para a calda)

MODO DE PREPARO

Forre uma forma com papel manteiga e unte as laterais com manteiga. Pré-aqueça o forno a 180 ºC. Numa batedeira, bata a manteiga e o açúcar até ficarem claros e fofos. Misture a farinha de amêndoas, o fubá e o fermento em pó, e incorpore um pouco desses ingredientes com o açúcar e a manteiga. Em seguida,  adicione um ovo, e vá alternando ingredientes secos e ovos, sem parar de bater. Junte as raspas de limão. Despeje a massa na forma preparada e asse por cerca de 40 minutos. Retire do forno e transfira para uma grelha para esfriar na própria forma.


Calda de limão siciliano

INGREDIENTES

- suco de 2 limões sicilianos
- 125 gramas de açúcar de confeiteiro

MODO DE PREPARO

Prepare a calda fervendo o suco de limão com o açúcar de confeiteiro em uma panela pequena. Fure toda a parte de cima do bolo e derrame a calda quente. Deixe esfriar antes de desenformar.


Observação: se desejar, você pode adicionar sementes de erva doce a essa receita. Vai muito bem no bolo de fubá e contrasta com o azedinho do limão!

Um bolinho especial pra acompanhar um chá ou cafezinho!

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Dia 20: Tortinhas de chocolate com framboesa


Não á a tortinha mais linda do mundo? ❤️

Essa é mais uma receita que aprendi com minha diva-mor-suprema preferida da confeitaria sem glúten, Mari Muniz! Com ela, é satisfação garantida, sempre. Todas as receitas da Mari também são sem lactose, então se você também tem mais esta restrição, acaba de encontrar a felicidade em forma de tortinha! Fiz estas tortinhas pela primeira vez há uns 5 anos. Sempre que encontro framboesas bonitas, repito a receita pra matar a saudade. Além de gostosa, é de comer com os olhos... uma das coisas mais lindas que já vi! Mas se você quiser, também pode fazê-la usando morangos, ou cerejas...

INGREDIENTES

- 200 g de chocolate picado
- 60 g de óleo de côco
- 90 g de açúcar mascavo
- 60 mL de leite de côco
- 3 ovos
- 40 g de farinha sem glúten (uso FSG Aminna)
- 1 xícara de framboesa (pode ser fresca ou congelada)

MODO DE PREPARO
Pré-aqueça o forno a 160°C. Unte 6 ramequins de 8 cm de diâmetro com óleo de côco. Coloque o chocolate, o açúcar mascavo, o óleo e o leite de côco numa panela e leve ao fogo em banho-maria, mexendo até derreter. Retire do fogo e deixe esfriar um pouco. Num bowl, junte os ovos e a farinha e mexa com um fouet até ficar homogêneo. Junte a mistura de chocolate e misture até incorporar. Divida a massa nas forminhas e adicione as framboesas. Leve ao forno por cerca de 30 minutos, até que a superfície comece a ficar firme. Retire do forno, deixe esfriar e leve à geladeira por no mínimo 3 horas. Retire da geladeira 20-30 minutos antes de servir e polvilhe açúcar de confeiteiro. Obs.: Se não aguentar esperar, comê-las quentinhas também é sucesso!

Tortinhas prontas para assar ❤️

terça-feira, 19 de maio de 2020

Dia 19: Tortillas Tex-Mex


Mais um desejo realizado: tortillas!
(na foto, com abacate e chilli beans)

Guacamole, chilli beans, pico de gallo, sour cream, nachos, tacos, burritos, quesadillas y tortillas! O universo Tex-Mex - fusão da cozinha texana e mexicana - me encanta! Sempre me contentei (e com muito gosto) em comer apenas os tacos e nachos, feitos à base de milho. Os burritos e quesadillas sempre ficaram de escanteio porque as tortillas à base de trigo eram proibidas... até que descobri essa receita maravilhosa, que mudou minha vida!

Me inspirei numa receita que vi no site da Ana, Vegan&Colors, e adaptei para as farinhas que eu tinha em casa. O resultado foi um tortilla perfeita de farinha branca, que substitui totalmente a de trigo. De quebra, descobri um novo ingrediente que ainda não havia experimentado: o psyllium. O psyllium é uma fibra vegetal extraída da casca e da semente de uma espécie arbustiva (Plantago ovata). Por ser higroscópico, ele absorve água e aumenta muito de volume em contato com líquidos, se expande e forma uma massa gelatinosa que ajuda a dar liga nas preparações sem glúten.


INGREDIENTES

- ½ xícara de mix de farinhas sem glúten (usei partes iguais de: farinha de arroz + farinha de grão de bico + polvilho doce)
- 2 colheres (sopa) de psyllium
- 1 colher (sopa) de azeite
- 1 colher (chá) de sal
- 1 xícara (240 mL) de água quente (q.s)

MODO DE PREPARO

- Misture bem as farinhas, o psyllium e o sal. Adicione o azeite e misture bem. Coloque a água aos pouquinhos (1 colher por vez, misturando bem a cada adição). Muito provavelmente você não precisará utilizar toda a água (isso depende da capacidade de absorção das farinhas que estiver utilizando). Pare de adicionar água quando chegar num ponto em que consiga trabalhar a massa (ela ficará bem maleável e elástica). A massa está pronta. Divida-a em 3 bolinhas iguais.

- Para fazer os discos, você precisará de: um rolo de abrir massas (se você não tiver, pode usar uma garrafa); plástico filme ou outro plástico transparente, liso e firme (eu uso um saquinho tipo zip-loc aberto nas laterais); e uma tampa de panela pequena ou prato pequeno.

- Centralize uma bolinha de massa sobre a metade do plástico e cubra com a outra metade do plástico. Passe o rolo sobre o plástico, abrindo a massa. Pode abrir bastante, a massa é capaz de ficar bem fininha sem se romper. Se precisar, complete as falhas nas bordas com pedacinhos da massa. Ao final, pressione a tampa da panela ou um prato por cima da massa aberta, para cortar em formato de discos. Não despreze as bordinhas que sobrarem. Junte todas as sobras no final e abra mais um disco.

- Frite os discos um a um, em uma frigideira antiaderente bem quente. Não precisa utilizar óleo nem nada, apenas coloque um disco e, quando começar a se soltar do fundo da frigideira, vire do outro lado. Doure bem os dois lados, até a tortilla ficar tostadinha, mas ainda maleável. Obs.: Se você desejar uma tortilla mais crocante, basta fritá-la mais lentamente no fogo baixo, mantendo-a por mais tempo na frigideira. Ela dá uma secadinha e fica mais durinha e crocante.


Perfeitas, não? Agora é só preparar seu burrito ou quesadilla!

Dica: você também pode utilizar a mesma receita para fazer tortillas de milho! Basta trocar a farinha sem glúten por fubá. Mantenha todas as quantidades da receita original, exceto a água. Dessa vez, você usará no máximo ½ xícara de água. Proceda da mesma maneira para preparar as tortillas de milho. Opcionalmente, você pode abrir a massa deixando-a um pouco mais espessa e cortá-la em formato de tortillas para nachos (foto abaixo). Fica muito bom!!!!!

Tortillas de milho para nachos!


segunda-feira, 18 de maio de 2020

Dia 18: Macarrão ao molho de espinafre

Quem me conhece bem, sabe que adoro um desafio na cozinha. Mostre-me uma receita de muitas etapas, que requer o uso de diferentes técnicas e cheia de detalhes, que já fico com vontade de fazer! Mas cá pra nós, a esta altura da quarentena, estou adorando recordar essas receitas mais simples, que levam poucos ingredientes e que com uma panela e alguns minutos você pode se sentar e comer uma refeição deliciosa! Uma grande parte dessas receitas, criei em momentos de poucos recursos, quando ainda estava me iniciando na cozinha. Eu abria a geladeira ou a despensa, via o que tinha e pensava como poderia combinar aquilo tudo de uma forma rápida e prática. O que dava certo, eu anotava para repetir numa próxima vez. Esta receita surgiu assim. É tão boba... mas perdi as contas de quantas vezes já salvou minha pele num almoço rápido que precisava sair! Você precisará apenas do macarrão cozido e de uma frigideira para preparar o molho.


Molho de espinafre

INGREDIENTES

- 2 dentes de alho
- 1/2 colher (sopa) de azeite
- 1 maço de espinafre desfolhado
- 1 caixinha de creme de leite
- 50 g de queijo parmesão ralado de boa qualidade (sugestão: 1 pacotinho Faixa Azul)

MODO DE PREPARO

Refogue o alho no azeite e quando estiver bem fritinho, entre com as folhas de espinafre (pode deixá-las inteiras mesmo, fica mais saboroso). Quando o espinafre estiver bem refogado, adicione o creme de leite e mexa bem. Por fim, misture o queijo ralado, até que fique tudo bem incorporado. Dica: use um bom queijo ralado (por mais simples que seja a receita, não se faz boa comida com ingredientes meia-boca). Misture o molho ao macarrão e está pronta uma deliciosa refeição! Simples assim.

Simplesmente delicioso!

domingo, 17 de maio de 2020

Dia 17: Picanha com batatas bravas na airfyer

A airfryer pode ser de grande valia se você souber utilizá-la a seu favor. Além de agilizar o processo em comparação com o que você assa no forno, ela ainda pode dar um resultado impressionantemente sequinho e crocante para "frituras" (usando nada ou um mínimo de azeite). Tenho usado muito em minha cozinha, e a cada receita nova que testo, deixo de usar o forno, ou incorporo uma nova opção de prato ao nosso cardápio - já que fritura não é uma opção aqui em casa, não só porque não compro óleo, mas também por causa da sujeira e do cheiro que deixa em todo canto. Com a airfryer tudo pode ser mais limpo, saudável e, acredite, gostoso.

Depois que começamos a fazer estas batatas e picanha na airfryer, nem cogitamos mais usar outro método. As batatas ficam bem douradas, macias por dentro e super crocantes e sequinhas por fora. Juro que são melhores que fritas! E a picanha não perde em nada pra um churrasco preparado na churrasqueira: suculenta, no ponto certo, com aquela crostinha por fora, e a gordura tostada na medida. A satisfação da refeição é completa quando, no fim, você tem apenas uma peça pra lavar (o cesto da airfryer) e sua casa estará limpinha e cheirosa como se nada tivesse acontecido. Qualidade de vida, mores. Então vamos às receitas do dia:


Batatas bravas na airfryer:

INGREDIENTES

- 2 batatas grandes, lavadas, com casca.
- 1 fio de azeite
- 1/2 colher (chá) de páprica picante (é por isso que são bravas - mas se não gostar, pode usar a doce ou a defumada)
- 1/2 colher (chá) de alho e cebola em pó
- sal a gosto

MODO DE PREPARO

Corte as batatas no sentido do comprimento, em pedaços rústicos, e deixe de molho numa bacia com água por 30 min. Retire do molho, seque as batatas e tempere com o sal, a páprica, o alho e a cebola em pó. Regue com um fiozinho de azeite (é só o suficiente para emulsificar os temperos). Espalhe bem nas batatas e coloque-as no cesto da airfryer pré-aquecida por 5 min, a 200 °C. Deixe assar por 30 min, à mesma temperatura. No meio do tempo, abra o cesto e dê uma "chacoalhada" nas batatas. Fica ótimo!!! Obs.: Tenho uma airfryer de cesto pequeno (2,4 L) que me atende super bem, porém, não consigo colocar mais de duas batatas por vez. Se você tem uma maior, pode aumentar a receita. Mas as batatas não devem nunca ficar muito amontoadas, ou ficarão com aspecto de cozidas, e não de fritas.


Churrasco de picanha na airfryer:

INGREDIENTES

- 1 fatia larga de picanha (escolha uma peça de boa qualidade)
- sal a gosto
- chimichurri para pincelar (opcional)

MODO DE PREPARO

Eu geralmente compro uma peça de picanha e já corto nos pedaços do tamanho que vou fazer depois (umas fatias compridas de 2 a 3 dedos mais ou menos de espessura). O que você não for usar na hora, já pode congelar em pacotes individuais. Na hora que quiser preparar, é só tirar do freezer com uma certa antecedência. Para preparar, eu pré-aqueço a airfryer por 5 min, a 200°C. Coloco a peça sem temperar nem nada por 2 min (é tempo suficiente para selar e mantê-la suculenta). Aí tiro, tempero com sal de granulometria média (entre grosso e fino, regulo no moedor). Volto pra airfryer, à mesma temperatura, e deixo por mais 10 min (você pode deixar até 15 min - vai do gosto do freguês - mas eu gosto mal passada, sangrando mesmo). No final, dou um toque especial, mas é opcional: nos últimos 2 min de cozimento, pincelo a picanha com molho chimichurri e volto pra airfryer. Fica mara!!! Obs.: Para preparar o molho, misturo 1 parte do tempero desidratado com 1 parte de vinagre e 2 partes de azeite.

Acredita que foi tudo feito na airfryer?

sábado, 16 de maio de 2020

Dia 16: Brownie em 3 versões


Peraí. B R O W N I E ?!

Sim!!! Quem me conhece sabe da minha paixão pelos brownies, que rendeu até a criação da minha própria marca, marilia cleto - gluten free. E hoje, dia 16 de maio, em homenagem ao "Dia Mundial do Paciente com Doença Celíaca", vou compartilhar não só uma, mas três (wow!) das minhas receitas preferidas de brownie! Todas as receitas que vocês verão a seguir originalmente continham glúten e foram adaptadas para a versão gluten free. Vem comigo!

marilia cleto - gluten free


Receita #1 - Brownie "Raiz"

Busquei no meu caderninho de receitas mais antigo e esta era a primeira receita registrada. Talvez tenha sofrido algumas modificações, mas tenho quase certeza que foi a primeira que eu fiz, aos 13 anos, seguindo uma receita que a professora de inglês passou na prova. Destaquei a recipe e fui pra casa tentar fazer aquele que prometia ser um "bolo de chocolate" diferente de todos os outros. Foi amor à primeira mordida. Particularmente, amo fazer esta receita usando pedaços de castanha-do-pará misturados à massa. A receita original sugeria nozes, mas foi com castanha-do-pará que fiz a primeira vez e, desde então, esse sabor me remete às mais doces lembranças de brownie. Essa é a receita mais simples de todas e requer ingredientes corriqueiros, que todo mundo tem em casa. Em dias preguiçosos, é a ela que recorro.

Brownie Raiz (versão castanha-do-pará)

INGREDIENTES

- 1 xícara de farinha sem glúten (uso FSG Aminna, mas com qualquer mix dá certo!)
- 2 xícaras de achocolatado em pó (uso Chocolatto Três Corações)
- 1 xícara de açúcar refinado
- 3 ovos
- 1 colher (sopa) bem cheia de manteiga
- 1 xícara (café) de leite
- 1 xícara de castanha-do-pará em pedaços
- 1 colher (sopa) de fermento em pó

MODO DE PREPARO

Misture muito bem a farinha, o achocolatado, o açúcar, os ovos e a manteiga. Acrescente o leite e misture bem. Coloque as castanhas picadas e por último o fermento. Asse em forno pré-aquecido, numa forma forrada com papel manteiga a 180 ºC, por aproximadamente 30 min. Coma quentinho.


Receita #2 - Brownie "Nutella"

Esse foi o meu "bolo de aniversário" em 2018. Decidi comemorar com pizza sem glúten (a festa dos sonhos para os celíacos) e o bolo também foi temático, em formato de pizza! Usei de base a receita de Brownie de Nutella, da Dani Noce, para preparar dois discos de brownie, que decorei como fatias de pizza. Nas coberturas, abusei da criatividade e variedade, pra ficar com esse visual maravilhoso:  usei alternadamente marshmallow,  ganache de chocolate, geleia de framboesa e doce de leite e cobri com m&m's (Obs.: usei m&m's importados sem glúten que comprei no free shop - infelizmente os nacionais contêm glúten), amêndoas e avelãs, blueberries, gotas de chocolate ao leite, nozes e pistache, gotas de chocolate branco. Por cima de tudo, calda de sorvete sabor chocolate e caramelo.

Brownie Nutella (versão pizza)

INGREDIENTES

- 300 g de chocolate amargo (mín. 70%), em pedaços
- 200 g de manteiga sem sal, cortada em cubos
- ½ xícara de açúcar mascavo
- ¾ xícara de açúcar cristal
- 200 g de Nutella
- 1 colher (sopa) de extrato de baunilha
- ½ colher (chá) de sal
- 4 ovos
- ¼ xícara de chocolate em pó
- ½ xícara de farinha de arroz

MODO DE PREPARO

Misture em banho-maria o chocolate 70% com a manteiga, até que derreta. Acrescente todo o açúcar e a Nutella. Misture bem, tire do banho-maria e acrescente o extrato de baunilha e o sal. Adicione os ovos, um a um, mexendo bem a cada adição. Em seguida, junte o cacau em pó. Para finalizar, adicione a farinha de arroz. Quando a massa estiver homogênea, transfira para duas formas de pizza de tamanho médio, forradas com papel manteiga. Asse em forno pré-aquecido a 160 ºC, por aproximadamente 40 minutos. Decore a gosto!


Receita #3 - Brownie da Nigella

Essa é sem dúvidas a receita mais trabalhosa e que leva ingredientes mais selecionados, mas vale a pena o esforço e o gasto, se você quiser ter a experiência de um brownie inesquecível. A Nigella já arrasa em qualquer receita, mas nessa eu ainda dei meus toques para ficar mais especial. A receita original levava apenas chocolate ao leite na massa. Eu troquei pelo chocolate meio amargo e acho que as avelãs caem muito bem nesta combinação. Gosto de brownies bem chocolatudos e pedaçudos, por isso coloco muitas gotas de chocolate e avelãs na massa, mas se você também capricha no topo, já começa a comer com os olhos!

Brownie Nigella (versão marilia cleto - gluten free)

INGREDIENTES

- 150 g de manteiga sem sal
- 300 g de açúcar mascavo
- 75 g de cacau em pó 100% (não serve chocolate em pó ou achocolatado)
- 150 g de farinha sem glúten (uso Farinha Multiuso Schär ou Mixture Amafil)
- 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
- 1 pitada de sal
- 4 ovos
- 1 colher (chá) de extrato de baunilha
- 100 g de um bom chocolate meio amargo em gotas (uso Dark Callets Callebaut Nº 811 - 54,5% cacau)
- 100 g de avelãs, partidas ao meio

MODO DE PREPARO

Comece peneirando juntos o cacau em pó, a farinha sem glúten, o bicarbonato de sódio e o sal. Reserve esta mistura. À parte, bata rapidamente os ovos com a baunilha. Reserve. Numa panela média, derreta a manteiga em fogo baixo. Quando estiver derretida e começando a exalar um aroma amendoado, acrescente o açúcar, mexendo com uma colher para mesclá-lo à manteiga derretida. Acrescente à panela a mistura da farinha já preparada. Quando estiver bem misturado, se tornará uma mistura mais firme e seca. Retire do fogo e transfira para um bowl. Acrescente então a mistura de ovos nesta massa, ainda morna. Bata bem com um fouet até se torna cremosa, e então acrescente metade do chocolate em gotas e metade das avelãs. O chocolate irá se derreter e agregar à massa. Esse é o ponto de transferir para uma assadeira pequena, forrada com papel manteiga. Finalize cobrindo a superfície com o restante das avelãs e do chocolate. Asse em forno pré-aquecido a 190 ºC por 35 min, aproximadamente. Espere esfriar para desenformar e partir em quadrados cheios de amor.

Quadradinhos de amor ♥️

DICAS:

1. Use sempre papel manteiga para forrar a assadeira. Fica muito melhor na hora de desenformar, pois você não precisa virar de ponta-cabeça para retirá-lo da forma. Caso contrário, você vai perder a casquinha maravilhosa que se forma no topo do brownie. Se não tiver papel manteiga, unte a forma com manteiga e cacau em pó, e considere parti-lo diretamente na assadeira

2. Sempre que você retirar o brownie do forno, ele deve estar com o topo seco ao toque, porém se balançar a forma, terá a impressão de que a massa está líquida por baixo. É assim mesmo. Ele firma depois que esfriar. Se você demorar muito para tirar do forno, terá um brownie ressecado (e nós queremos um brownie molhadinho, certo?)

3. Você poderá sempre variar os tipos de castanhas e chocolates que utiliza (algumas sugestões: nozes com chocolate ao leite, avelãs com chocolate amargo, amêndoas com chocolate branco, macadâmias com chocolate branco caramelizado). Componha conforme seu gosto, lembrando que alguns tipos de chocolate destacam melhor o sabor de algumas castanhas

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Dia 15: Pão de queijo infalível


Amor à primeira mordida

Pão de queijo... pra quem é mineiro, pão de queijo é item indispensável na alimentação do dia-a-dia. Tá na nossa mesa como o pão francês no café da manhã, como o arroz com feijão no almoço, ou como o cafezinho no lanche da tarde!

Pra quem é mineiro e celíaco (como é meu caso), o pão de queijo vira um aliado! Talvez seja o mais versátil dos lanches: naturalmente sem glúten, vai bem com recheio (que pode ser doce ou salgado), faz as vezes de almoço se for bem caprichado, e a qualquer hora do dia é um quebra-galho se bater uma fominha fora de casa. Pode-se dizer que, para um celíaco, é uma sorte grande nascer em Minas - aqui é a terra real oficial do pão de queijo!

Uma das minhas frustrações, como boa mineira que sou, sempre foi a de não ter uma receita de pão de queijo de família, daquelas que você herda de uma avó, ou de uma tia, fica perpetuando por aí e enche a boca pra dizer: "minha receita de família". Em toda casa mineira que se preze, existe essa tal receita de pão de queijo! Geralmente vem com segredinhos e mistérios... As medidas usadas frequentemente são difíceis de reproduzir: uma "caneca" específica que só tem naquela casa, um "prato" ou até uma "mão" (?!). Pois é.

Até que, enfim, achei minha receita de família! Não chegou de forma hereditária, é fato. Mas adotei, e agora é minha, e da minha família também. Leo Paixão foi quem ensinou, aprendi direitinho, e agora ensino aqui pra vocês. "Prestenção" que receita mais fácil que esta você não verá! Leva só 3 ingredientes e - o melhor - é infalível:

INGREDIENTES

- 1 caixinha de creme de leite UHT (não serve fresco ou em lata)
- a mesma medida de polvilho azedo (não serve polvilho doce)
- a mesma medida de queijo ralado grosso (aqui serve qualquer um - parmesão, minas padrão, gruyère ou até muçarela - mas se quiser um pão de queijo mineiro pra valer, use um queijo minas artesanal meia cura) Dica: confira aqui uma ótima matéria sobre o melhor queijo para pão de queijo.
- 1/2 colher (café) de sal (é opcional, mas acho que faz toda a diferença)

MODO DE PREPARO

Misture tudo muito bem, com cuidado para não quebrar muito o queijo. Use duas colheres para moldar os pãezinhos. A massa estará muito mole e pegajosa para fazer bolinhas, mas esta técnica funciona perfeitamente (não tem problema se ficarem em formatos irregulares, depois de assados ficam lindos). Coloque em uma assadeira muito bem untada com óleo e polvilho ou - melhor ainda! - use um tapetinho de assar de silicone (sério, eu comprei um e foi uma das minhas melhores aquisições nos últimos tempos, vale a pena demais!). Asse em forno pré-aquecido a 230 ºC, por 30 min, aproximadamente. Eles estarão douradinhos e cheirosos!

Observação: Essa receita rende cerca de 16 pães de queijo tamanho tradicional (é o meio termo, entre o coquetel e o lanche). Se não quiser assar tudo de uma vez, você pode guardar metade da receita em um recipiente fechado na geladeira e assar o restante no dia seguinte. A massa estará mais consistente e você conseguirá até fazer as bolinhas. Fica bom como o fresquinho preparado na hora.

Updating: eu já havia finalizado esta postagem quando decidi experimentar isso, apenas façam: se tiver guardado parte da massa para o dia seguinte, quando fizer as bolinhas, recheie-as com um cubinho de queijo (usei minas padrão). O que já era bom, fica bom demais da conta...

Queijinho derretendo por dentro

terça-feira, 12 de maio de 2020

Dia 12: Sorvete de matcha (chá verde japonês)

Eu acho esse sorvete a cara do Maio Verde!!!
Sorvete de matcha é uma experiência única. Quando fui ao Japão, não entendia por que nas máquinas de sorvete expresso (aquelas que despejam o sorvete em espiral na casquinha) a opção mais popular era sempre o matcha, à frente da baunilha ou do chocolate. Quando provei, foi a mesma experiência do sushi pela primeira vez: estranho porém... gostoso! É natural estranhar, porque não faz parte da nossa memória afetiva, dos sabores da nossa infância, ou do que aprendemos como sendo gostoso. Porém, os japoneses sabem como ninguém identificar o umami (que significa "gosto saboroso e agradável") nos alimentos, e com o chá verde não foi diferente: não vacilaram em criar um sorvete de chá verde, rico em umami e com um sabor muito singular.

Essa versão do sorvete de matcha é uma invenção minha, adaptada às terras tupiniquins. Leva ingredientes que certamente não são usados na receita original japonesa, mas foi a fórmula mais simples que consegui para chegar àquela memória, num dia de nostalgia. A cor verde é inconfundível e o sabor, garanto que vai te surpreender! Você não precisa ter casquinhas sem glúten para fazer o sorvete, mas se conseguir achar na sua cidade - o que infelizmente ainda é uma coisa rara - aproveite para honrar sua casquinha com esse sorvete. Baunilha e chocolate ficarão no chinelo!

O sorvete que é a cara do Maio Verde
INGREDIENTES

- 1 xícara de banana congelada
- 150 g de iogurte natural
- 100 g de creme de leite
- 1 colher (chá) de essência de baunilha
- 4 colheres (chá) de matcha
- 1 colher (sopa) de mel

MODO DE PREPARO

- Bata tudo no liquidificador e despeje em um pote de plástico ou de metal, que possa ir ao freezer.

- Deixe no freezer por pelo menos 4 horas antes de comer.

- No meio do tempo, misture bem para deixá-lo mais cremoso.

- Se quiser, pode incrementar seu sorvete neste momento (eu cobri com calda de chocolate e avelãs picadas).

É ou não é de outro mundo?!