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domingo, 23 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 4: Empanadas argentinas

 

¡Hola hermanitas!


As empanadas argentinas também foram uma das iguarias que só tive oportunidade de experimentar depois de já ter o diagnóstico da doença celíaca, por isso a primeira empanada argentina que comi foi, diga-se de passagem, uma "verdadeira empanada argentina" - sem glúten - em Buenos Aires, lá por volta de 2011. Foi amor à primeira mordida. A Argentina é um dos países mais avançados em alternativas para celíacos! Há uma infinidade de estabelecimentos que reproduzem todas as maravilhas da culinária de nuestros hermanos na versão sin TAAC (sem Trigo, Aveia, Cevada e Centeio) com fidelidade e muita qualidade!

A massa da empanada tem uma característica muito própria. Não é um pão, tampouco massa de pastel. Ela é um pouco adocicada, levemente folhada e ligeiramente quebradiça. É inconfundível e, caso você já tenha experimentado, vai reconhecê-la nessa receita, pois realmente a textura e o sabor ficaram bem fiéis à original. Confesso que deu um pouquinho de trabalho acertar a massa, mas faz parte, quando você está experimentando uma preparação inédita na sua cozinha. E valeu a pena, pois ao fim me fez viajar às minhas melhores lembranças porteñas.

Já o recheio, foi inspirado numa das mais famosas empanadas, a salteña - típica de região de Salta, no noroeste montanhoso da Argentina. A salteña é basicamente recheada de carne moída com azeitonas, ovo e batata (algumas receitas também levam uvas passas). A minha receita é baseada nas empanadas salteñas que a chef Paola Carosella serve em seu restaurante, La Guapa. Mas foi adaptada para o meu gosto pessoal e em função dos ingredientes que eu tinha em casa. O sabor ficou indescritível, só posso dizer que é único e inesquecível.

A estrela da semana é a 💙 Mixture - Farinha Sem Glúten Amafil 💙, um mix frequentemente incompreendido e subestimado mas, na minha opinião, capaz de produzir receitas maravilhosas. À base de farinha de mandioca, possui também farinha de arroz, fécula de batata e estabilizante em sua composição. É a alternativa mais em conta do mercado e pode apresentar um ótimo resultado se você souber utilizá-la. Desenvolvida para substituir a farinha de trigo conferindo sabor, estrutura e textura para as mais diversas preparações, deve ser utilizada na seguinte proporção: 1 xícara de farinha de trigo comum equivale a 3/4 xícara de Mixture.

Testada e aprovada! ✔️


Empanadas argentinas

INGREDIENTES

Recheio:

- 1 colher (sopa) de banha de porco
- 1/2 cebola, picada
- 6 dentes de alho, picados
- 300 g de carne de boi moída (usei patinho)
- 1 colher (sopa) de páprica doce
- 1 colher (sopa) de cominho em pó
- 1/2 colher (chá) de louro em pó
- 1/2 colher (chá) de pimenta calabresa em flocos
- 1/2 colher (chá) de molho inglês
- sal a gosto

- 1/2 xícara (chá) de salsinha, picada (usei apenas os talinhos, bem picadinhos)
- 3 damascos secos, em cubinhos (você pode usar uvas passas, se preferir)
- 1 batata pequena cozida, em cubinhos
- 1 ovo cozido, em cubinhos
- 6 quiabos acidulados*, picados (você pode usar azeitonas, se preferir)

Massa:

- 1 e 1/2 xícara (chá) de Mixture - Farinha Sem Glúten Amafil
- 1/2 colher (chá) de goma xantana
- 1 pitada de sal
- 2 colheres (sopa) de banha de porco
- 1 caixa de creme de leite
- 1 ovo (clara e gema separadas)
- 1 colher (sopa) de açúcar


MODO DE PREPARO

Prepare o recheio:
Aqueça a banha e frite a cebola e o alho. Quando estiverem bem dourados, adicione a carne e frite bem. Acrescente os temperos (páprica, cominho, louro, pimenta calabresa, molho inglês e sal). Retire do fogo e misture os demais ingredientes (salsinha, damasco, batata, ovo e quiabo), somente o suficiente para incorporá-los. Deixe esfriar enquanto prepara a massa.

Prepare a massa:
Coloque a farinha, a goma xantana e o sal num bowl e misture bem. Acrescente a banha, o creme de leite e a clara de ovo e trabalhe até obter uma massa homogênea. Ela é levemente quebradiça, mas deve ser maleável o suficiente para ser moldada. Para pincelar as empanadas, misture a gema de ovo com o açúcar e reserve.

Montagem e finalização:
Polvilhe com farinha uma superfície e o rolo de abrir massas. Separe um pedaço da massa preparada, abra e corte discos usando um molde, um prato ou uma tampa de 15 cm de diâmetro. Guarde as rebarbas junto ao restante da massa, para reutilizar. Recheie cada disco, antes de abrir o próximo. Utilize uma a duas colheres de recheio. Para fechar, coloque um pouquinho de água num prato, molhe a ponta do dedo na água e passe nas bordas, depois pressione bem. Eu acertei as bordas cortando a massa com uma tesoura. Se a massa ameaçar "quebrar", molhe os dedos com água e esfregue sobre as rachaduras até colá-las. Coloque cada empanada montada sobre um pedaço de papel manteiga. Pincele a superfície de  cada empanada com a misturinha de gema de ovo e açúcar (é o que vai deixá-las douradinhas e brilhantes). Asse em forno pré-aquecido a 180 C até estarem bem douradas. Você também pode usar a airfryer, como eu fiz: após pré-aquecer à temperatura máxima, diminua para 180 °C e asse as empanadas por cerca de 7 minutos, ou até estarem bem douradas (dá pra fazer uma a uma ou até três por vez, dependendo do tamanho do seu cesto). Esse receita rende 8 empanadas grandes.

* Se desejar fazer os quiabos acidulados (recomendo fortemente!), separe 12 quiabos, 1 xícara de vinagre de maçã, 2 colheres de sopa de açúcar mascavo, 1 pitada de sal e 1 pimenta dedo de moça picada. Pegue os quiabos e corte ambas as extremidades, para obter um "tubinho". Toste os quiabos na airfryer. Enquanto isso, leve os outros ingredientes para ferver numa panela. Quando ferver, coloque num bowl e adicione os quiabos. Mexa e deixe esfriar. Receita original: Felipe Bronze.

domingo, 16 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 3: Guioza


Guioza: Toda a ousadia gluten free numa trouxinha


Quem me conhece bem, sabe que eu adoro desafios culinários! Fazer guioza era um desejo muito antigo. Esse "pastelzinho" oriental é originário da China e muito difundido na culinária japonesa. Eu sempre morri de vontade de experimentar - é aquele tipo de comida que você olha e tem certeza que só pode ser deliciosa! Mas fui descobrir o guioza somente depois do meu diagnóstico da DC e, infelizmente, nunca consegui encontrar uma versão sem glúten, nem nas minhas andanças e viagens pelo mundo.

A principal característica do guioza é possuir uma massa beeeeeem fininha, quase transparente (taí a ousadia), recheada geralmente com carne de porco picadinha e legumes refogados. Esse pastelzinho é moldado na forma de trouxinha, com uns frufrus muito lindinhos, depois é frito e termina de cozinhar no vapor. São servidos quentinhos, com um molho delicioso à base de shoyu. Gente, esses guiozas ficaram TÃO gostosos e perfeitos que mal pude acreditar! Vale a pena tirar um dia para prepará-los e curtir o luxo de viver essa felicidade que vem em trouxinhas (20 trouxinhas, pra ser mais precisa!).

A estrela da semana é a 💛 Farinha Multiuso Sem Glúten Schär 💛! Minha estória de amor com a Schär é longa, sou suspeita para dizer que é o melhor mix de farinhas sem glúten do Brasil! A farinha ideal para quem procura resultados perfeitos na culinária sem glúten. À base de amido de milho, farinha de arroz, fibras vegetais (psyllium, bambu), farinha de arroz integral, farinha de lentilhas, dextrose, espessante e sal, com ela você prepara qualquer prato, doce ou salgado. A opção da Schär é "pau pra toda obra" e não decepciona nunca!

Testada e aprovada! ✔️


Guioza

INGREDIENTES

Recheio:

- 1 colher (sopa) de óleo de gergelim
- 1 colher (sopa) de gengibre em conserva, picadinho
- 1 colher (sopa) de alho, picadinho
- 1/2 xícara (chá) de cebolinha, picada
- 2 colheres (sopa) de alho-poró, picado
- meia cabeça (~200 g) de repolho branco, repicado
- 1/2 xícara (chá) de cenoura, ralada fina
- 1 pitada de Hondashi - tempero à base de peixe bonito seco
- 1 pitada de Tempero Asian - Chinese 5 Spices (opcional)
- 1/2 colher (chá) de vinagre de maçã

- 200 g de carne de porco magra, picadinha (usei filé mignon suíno)
- 1 colher (chá) de shoyu - molho de soja

Massa:

- 200 g de Farinha Multiuso Sem Glúten Schär
- 1 colher (chá) de goma xantana
- 1 xícara (chá) de água
- 1 colher (chá) de sal
- 1/2 colher (chá) de azeite 

Molho:

- 2 colheres (sopa) de shoyu - molho de soja
- 1 colher (chá) de óleo de gergelim
- 2 colheres (sopa) de suco de limão
- 1 colher (sopa) de saquê mirin - saquê culinário
- cebolinha picada

MODO DE PREPARO

Prepare o recheio:
Aqueça o óleo de gergelim e frite o gengibre e o alho. Adicione a cebolinha e o alho-poró. Em seguida, refogue o repolho até murchar. Por fim, refogue a cenoura por 1 a 2 minutos. Adicione os temperos (a gosto - em pratos orientais, eu adoro usar Hondashi que tem muito umami e o Tempero Asian, um mix de anis estrelado, erva doce, canela, cravo e pimenta do Sichuan) e por último, o vinagre de maçã. Deixe esfriar, e enquanto isso, prepare a carne. Limpe e pique bem picadinha, até ficar como uma carne moída, e depois tempere com o molho shoyu. Quando o refogado estiver frio, adicione a carne crua e temperada, misturando bem.

Prepare a massa:
Coloque a farinha e a goma xantana no bowl da batedeira e misture bem. Numa panela, misture a água com o sal e leve ao fogo, até ferver. Adicione a água fervente ao bowl e bata usando o gancho para massas. Quando tudo estiver bem incorporado, adicione o azeite. Retire da batedeira quando obtiver uma massa única. Ela estará bem elástica e maleável. Trabalhe a massa com as mãos, sovando mais um pouco. Deixe-a descansar em temperatura ambiente por cerca de 10 min em um saco plástico bem fechado e sem ar, para não ressecar. Obs.: a batedeira apenas facilita o serviço, mas é possível preparar a massa sem ela também!

Prepare o molho:
Misture todos os ingredientes e pronto.

Montagem e cozimento:
Polvilhe com farinha uma superfície e o rolo de abrir massas. Separe um pedaço da massa preparada, abra bem fininha e corte discos usando um molde, um prato ou uma tampa de 10 cm de diâmetro. Guarde as rebarbas junto ao restante da massa, no saco plástico. Recheie cada disco, antes de abrir o próximo. Utilize uma colher pequena de recheio (não encha demais, para conseguir fechar as trouxinhas). Para fechar, coloque um pouquinho de água num prato, molhe a ponta do dedo na água e passe nas bordas, depois pressione bem. Faça os frufrus, dobrando as bordas da trouxinha (ajuda bastante se você assistir a uns videozinhos no YouTube antes de fazer o primeiro, depois fica bem automático!). Aqueça um fiozinho de azeite numa frigideira antiaderente grande e frite os pasteizinhos (10 por vez), até ficarem bem douradinhos na parte de baixo. Depois que todos os pasteizinhos estiverem fritos, acrescente água fervente até 1/4 da altura e tampe a frigideira. Deixe fechado por cerca de 5 minutos e em seguida abra, deixando cozinhar até secar a água. Sirva com molho para guioza.

domingo, 9 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 2: Nhoque crocante ao pesto refrescante

Uma versão surpreendente do nhoque ao pesto

Nhoque ao pesto é um clássico e já passei minha receita preferida aqui. Mas esta é uma versão diferente, tanto na finalização do nhoque como nos ingredientes do molho. Pense num nhoque crocante, que ao invés de cozido em água fervente, é frito no azeite pra ficar dourado e com uma casquinha saborosa. Agora pense em um pesto completamente surpreendente, fresco e brilhante, que no lugar do tradicional manjericão, leva hortelã como personagem principal. Difícil imaginar essa combinação? Então não perca tempo e faça logo essa receita!

Comece preparando o molho pesto refrescante. A receita rende bastante: se não utilizar tudo de uma vez, você pode cobrir com azeite e guardá-lo na geladeira para usar em diversas outras preparações, saladas, torradinhas, etc. Em seguida, prepare os nhoques crocantes. Uma receita inteira também rende uma quantidade generosa, e é possível congelar a massa já moldada por até 3 meses para preparar depois seus nhoques, sejam fritos ou cozidos. Pra finalizar em grande estilo, prepare também uma vagem tostada na airfryer para salpicar sobre o prato. Vai transformar cada garfada numa experiência única.

A estrela da semana é o 💜 Mix de Farinhas Sem Glúten Urbano 💜, que experimentei pela primeira vez e me surpreendeu! Esse mix é uma Farinha Especial da linha de farináceos Urbano Zero Glúten, ideal para o preparo de receitas doces e salgadas. À base de farinha de arroz, leva também fécula de mandioca, fécula de batata, emulsificante e espessante em sua composição. É uma opção que substitui bem a farinha de trigo, com um preço bem camarada.

Testada e aprovada! ✔️


Pesto refrescante

INGREDIENTES

- 1 maço de rúcula
- 1 maço de hortelã
- 6 dentes de alho confitado (são docinhos e deliciosos)
- gotinhas de limão
- 4 colheres de sopa de azeite
- 1/4 colher (chá) de sal
- 1/2 xícara de pinoli italiano (você pode substituir por castanhas)
- 1/2 xícara de queijo parmesão ralado fino

MODO DE PREPARO

Coloque o maço inteiro de rúcula no copo do liquidificador. Separe as folhas de hortelã e junte à rúcula (se quiser, pode completar com outras folhinhas que tiver em casa, como salsinha, manjericão, etc). Adicione o alho, o suco de limão, o azeite e o sal. Bata no modo pulsar, o suficiente para deixar tudo bem triturado e misturado. Toste ligeiramente o pinoli (ou castanha) numa frigideira anti-aderente, adicione à mistura do liquidificador e use a função "pulsar" novamente, só para dar uma quebrada, mas mantendo pedacinhos. Retire do copo do liquidificador e misture o queijo ralado manualmente. Se desejar, você ainda pode aumentar o pesto adicionando mais 1/2 xícara de azeite.

Nhoque crocante

INGREDIENTES

- 1 kg de batata inglesa com casca
- 2 gemas de ovos caipiras
- 50 g de manteiga
- 50 g de queijo parmesão ralado fino (opcional)
- 250 g de Mix de Farinhas Sem Glúten Urbano
- sal, pimenta do reino e noz moscada moídos (a gosto)
- azeite (para fritar)

MODO DE PREPARO

Cozinhe as batatas e descasque-as em seguida. Esprema ou amasse-as, até obter um purê leve e sem grumos. Acrescente as gemas, a manteiga, o queijo, o sal, a pimenta do reino e a noz moscada. Incorpore tudo muito bem e comece a adicionar o mix de farinhas, aos poucos. Pare de adicionar quando perceber que a massa se solta das mãos e que é possível moldá-la. Polvilhe uma superfície com o mix de farinhas, faça rolinhos com a massa e use uma espátula para cortar os nhoques.

Cubra o fundo de uma panela com azeite (bem pouquinho, só o suficiente pra cobrir o fundo mesmo!), aqueça bem, e então frite os nhoques pouco a pouco. Quando estiverem dourados de um lado, vire-os para dourar o outro lado. Retire e deixe escorrer sobre papel toalha. Repita até fritar todos os nhoques (se necessário, adicione um pouco mais de azeite). 

Bônus: Vagem tostada na airfryer

INGREDIENTES

- 150 g de vagem 
- 1/2 colher (chá) de lemon pepper
- 1 fio de azeite

MODO DE PREPARO

Pré-aqueça a airfryer por 5 minutos à temperatura máxima (200 ºC). Retire as pontinhas das vagens e misture o tempeiro e o azeite. Coloque as vagens no cesto da airfryer e asse por 7 a 10 minutos (até estarem bem tostadinhas). Retire e, imediatamente, corte-as com uma tesoura do tamanho desejado e finalize sobre o prato.

domingo, 2 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 1: Pizza Express


Pizza Express, mais rápida que o aplicativo de fast food!

Abrimos o desafio Maio Verde 2021 em grande estilo com esta Pizza Express que vai te conquistar! Saborosa, massinha fina e crocante, preparada com apenas quatro ingredientes. Você vai prepará-la e estará pronta tão rapidamente que aposto que vai trocar o aplicativo de fast food por essa receita certeira!

Inspirada numa pizza que aprendi com a querida Dezza (maravilhosa @recantodaceliaca - sigam ela, gente!) e fui adaptando com o tempo até chegar nesta receita que já virou a oficial aqui de casa. A original leva apenas farinha e iogurte, mas gosto de adicionar o psyllium se desejo uma massa mais fininha. O psyllium é uma fibra vegetal bastante higroscópica, que aumenta de volume em contato com líquidos, se expande, e forma uma massa gelatinosa que ajuda a dar liga nas preparações sem glúten.

A estrela da semana é a 💚 Farinha Multiuso Sem Glúten Vitalin 💚, que experimentei recentemente e já conquistou meu coração! Ela é versátil porque substitui a farinha de trigo na mesma proporção e deixa tudo muito macio e estruturado, sem alterar o sabor. À base de amido (batata e/ou mandioca e/ou milho), farinha de arroz, farinha de aveia e espessante, possui o certificado internacional Gluten Free™ (GF). Sem glúten, mas com muito sabor, consciência e saúde.

Testada e aprovada! ✔️


Pizza Express 

INGREDIENTES

- 1 xícara de Farinha Multiuso Sem Glúten Vitalin
- 120 mL (1/2 xícara) de iogurte natural
- 1 colher (sopa) de psyllium
- 1/2 colher (chá) de sal

- 1/2 colher (sopa) de passata de tomate
- 2 colheres (sopa) de alho-poró picado
- ± 120 g de muçarela ralada
- fatias de pepperoni (a gosto)

MODO DE PREPARO

Pré-aqueça o forno à temperatura máxima (~290 ºC). Misture todos os ingredientes até obter uma massa bem homogênea e trabalhável (se necessário, polvilhe um pouco mais de farinha, até a massa soltar das mãos). Abra a massa sobre uma forma de pizza, espalhe a passata de tomate e asse por 5 minutos. Retire do forno, complete com o restante da cobertura (alho-poró, muçarela e pepperoni) e asse por mais 5 a 10 minutos, até que a muçarela esteja derretida e as bordinhas douradas. Mangia che te fa bene!


sábado, 30 de maio de 2020

Dia 30: Muleka de peixe

É isso mesmo que você leu. A muleka de peixe é uma espécie de "prima malandrinha" da tradicional moqueca de peixe. É malandra porque é muito fácil de fazer, requer só 3 ingredientes e fica muito parecida com uma moqueca de verdade!

Esse foi um dos primeiros pratos que aprendi (numa época em que eu só sabia fazer sobremesas). Não me lembro de onde tirei, mas é uma receita que consta nos primórdios do meu caderninho, onde está registrada com o nome original de "Merluza ao requeijão" - o qual nem de longe faz jus ao prato.

Toda vez que faço, aqui em casa ou na casa de amigos, me perguntam: hum... mas é uma moqueca?! Eu explico que não, conto o segredinho e é sempre muito surpreendente (mesmo pra mim!) saber que pode caber tanto sabor em apenas 3 ingredientes tão inusitados: requeijão, leite de côco e molho de tomate. 

Por mais estranha que pareça esta combinação, fica simplesmente fantástica. É claro que você pode sofisticar, mas juro que não precisa. Já testei alguns incrementos mas, sinceramente, só deu mais trabalho e tirou um pouco da magia da receita. Então vamos ao que interessa:

INGREDIENTES

- 300-400 g de filés de peixe branco, sem espinhas (sugestão: merluza ou tilápia)
- 1/2 xícara de requeijão
- 1/2 xícara de leite de côco
- 1/2 xícara de molho de tomates

MODO DE PREPARO

Bata o requeijão, o leite de côco e o molho de tomates no liquidificador. Passe um pouquinho desse molho no fundo de um refratário e distribua os filés de peixe. Cubra tudo com o restante do molho e leve ao forno na temperatura máxima (~290 ºC) por 40 minutos, ou até que a superfície esteja gratinada. Ao tirar do forno, cubra com coentro (pra quem é de 💚 coentro) ou cheiro verde (salsinha e cebolinha) e sirva com arroz ou batata palha e salada (minha pedida preferida).

Ah muleke!

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Dia 29: Nhoques da fortuna

Nhoques verdinhos da fortuna, feitos com batata doce e rúcula 💚

Você sabia que todo dia 29 é Dia do Nhoque? Reza a lenda que comer nhoque nesse dia traz fortuna 🍀 (sorte)! Há uma sequência de rituais associados à simpatia, que envolvem desde colocar dinheiro embaixo do prato, até comer os sete primeiros bocados em pé, fazendo um pedido para cada um. Acredite ou não na simpatia, sorte mesmo você terá se preparar a receita de hoje: nhoques verdinhos da fortuna, feitos com batata doce e rúcula! Então vejamos o passo a passo para um nhoque delicioso:

INGREDIENTES

- 1 kg de batata doce
- 300-400 gramas de farinha sem glúten (uso FSG Aminna ou Farinha Multiuso Schär)
- 2 colheres (chá) de mix de gomas (goma guar + goma xantana | uso o mix da Leve Crock)
- sal a gosto
- 1 ovo
- 1 maço de rúcula
- 3 colheres (sopa) de manteiga amolecida

MODO DE PREPARO

1. Cozinhe as batatas com casca e em seguida descasque-as, ainda quentes. Passe num amassador e trabalhe com as mãos, até obter um purê bem lisinho e homogêneo. Peneire 300 g da farinha sem glúten com o mix de gomas e o sal. Adicione às batatas amassadas e misture bem.

2. Bata a rúcula junto com o ovo num processador ou liquidificador, antes de adicionar à massa. Por fim, incorpore a manteiga amolecida, que vai ajudar a soltar a massa das mãos. Pode ser necessário adicionar mais farinha até dar o ponto, vai depender da umidade da batata utilizada.

3. Sove a massa e embrulhe-a num filme plástico. Deixe na geladeira por cerca de 20 minutos. Depois de tirar da geladeira, é só dividir a massa, fazer rolinhos numa superfície enfarinhada e cortar com uma espátula. Passe-os nhoques na farinha para não pregarem uns nos outros.

3. Se quiser congelar, coloque os nhoques espaçados em uma assadeira ou tábua de cozinha e deixe no freezer ou congelador, até que congelem completamente (geralmente deixo de um dia para o outro, até ficarem bem durinhos). Depois disso, você pode juntar porções individuais em saquinhos tipo zip-loc e mantê-los no congelador por até 3 meses.

4. Cozinhe os nhoques (frescos ou congelados) em bastante água fervente, até que subam à superfície. Quando subirem, estão prontos! Sirva com o molho de sua preferência. Algumas sugestões:



VARIAÇÕES

Essa é uma receita que pode ser adaptada para fazer nhoques de várias cores e sabores, utilizando outros tipos de batatas, legumes e verduras à sua escolha. Eu costumo dividir as batatas, legumes e verduras em dois grupos: BASE ou COMPLEMENTO.

Como referência, algumas opções de BASE que você pode usar para o nhoque são: batata inglesa ou asterix, batata doce, mandioca, inhame, cará (possuem mais amido, e menor teor de água). Usando uma dessas bases, pode adicionar o que quiser como COMPLEMENTO: cenoura, baroa, abóbora, beterraba, rúcula, espinafre, salsinha (lembrando que todas essas têm mais água e são mais pobres em amido, então é sempre necessário balancear sua quantidade com o quanto você usa de base e de farinha). A proporção em peso deve ser sempre:
BASE > FARINHA > COMPLEMENTO

Geralmente, utiliza-se 30% de farinha em relação à quantidade da base, mas essa quantidade de farinha não é fixa, pois depende do que você está usando como base e como complemento. Então cada nova receita de nhoque é uma nova experiência (que sempre vale a pena!)




quinta-feira, 28 de maio de 2020

Dia 28: Risotto mineiro

Um risotto que é a cara de Minas!

Este "risotto mineiro" é uma adaptação que minha mãe fez, de uma receita que ela viu no programa Territórios Gastronômicos, da Rede Minas, em 2014. No programa, o chef Eduardo Avelar preparou um risotto em homenagem a Dona Maria Torres, de Sabará - a terra do "Festival do Ora-Pro-Nóbis", usando linguiça, queijo canastra e, é claro, ora-pro-nóbis!

É um risotto bem rústico, e é também muto especial, pois além de levar ingredientes típicos de Minas, é feito com vinho tinto, o que dá uma cor e um sabor mais fortes. Se puder, use ingredientes de origem. Uma boa linguiça artesanal, queijo mineiro de verdade (não precisa necessariamente ser da Canastra, pode ser do Salitre, do Serro, d'Alagoa). Ora-pro-nóbis pode não ser tão fácil de se achar por aí, mas você encontra em alguns supermercados, feiras, cooperativas ou, com sorte, pode ter alguém a quem pedir para colher do pé!


INGREDIENTES

- 300 g de linguiça magra suína (sugestão: pernil com bacon, com pouca gordura)
- 1 maço de ora-pro-nóbis (se não encontrar, pode substituir por couve ou espinafre)
- 1 xícara de arroz arbório
- 2 colheres (sopa) de azeite
- 1 dente de alho, picado
- 1 cebola média, picada
- pimenta do reino e noz moscada, a gosto
- 1 taça de vinho tinto seco
- 1 colher (sopa) de molho de tomate
- 1 litro de caldo de carne, bem quente
- 1 xícara de queijo canastra ralado

MODO DE PREPARO

- Primeiro, tire a pele da linguiça. Frite-a numa frigideira antiaderente, sem óleo. A carne vai despedaçar, mas cuidado para não ficar muito esfacelada (não mexa muito, para termos uns pedaços maiores). Reserve. Em outra frigideira, refogue o ora-pro-nóbis com o alho e 1 colher de azeite. Reserve. O caldo de carne já deve estar pronto. Mantenha-o aquecido numa panela, ao lado da panela do risotto.

- Na panela do risotto, doure a cebola picadinha com o azeite. Tempere com pimenta do reino e noz moscada. Coloque o arroz e refogue até as bordas ficarem transparentes e o centro do grão branquinho. Adicione o vinho, deixe reduzir bem e soltar o amido (o vinho tinto não solta tanto o amido do arroz como o vinho branco). Quando estiver quase secando, adicione o molho de tomate e comece a colocar o caldo de carne, de concha em concha. Vá mexendo e adicionando o caldo, pouco a pouco. O cozimento leva de 14 a 18 minutos, ou até acabar o caldo. Um pouco antes de chegar ao ponto (al dente), adicione os outros ingredientes reservados. Primeiro a linguiça, depois o ora-pro-nóbis, por último o queijo. Se desejar, incorpore 1 colher (sopa) de manteiga gelada, ao final de tudo. Misture delicadamente, tampe a panela e deixe descansar por 2-3 min antes de servir.

Ô trem bão!

Se desejar, você pode decorar com pimenta biquinho e fritar alguns ovos de codorna para colocar por cima!
 

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Dia 27: Boeuf Bourguignon

Carne cozida ao vinho. Comfort food, no melhor estilo.

Essa é mais uma receita inspirada em um filme que assisti. Julie & Julia - o filme - foi, por muito tempo, uma referência para mim (tenho o DVD e com frequência assisto: rio, choro, me empolgo e me emociono, como se fosse a primeira vez). E tanto Julie Powell como Julia Child - essas mulheres incríveis - influenciaram de forma definitiva minha relação com a vida e com a comida. Tanto que, depois de conhecer a estória das duas, criei meu primeiro blog e resolvi aprender muito mais sobre culinária. E hoje, aqui estamos nós: no meu blog, falando sobre receitas.

Eu também li o livro da Julie, que baseou o filme, mas confesso que assistir às aventuras e desventuras dessas duas na pele de Amy Adams e Meryl Streep é muito mais prazeroso. Eu recomendo a todo mundo que gosta de comer e/ou de cozinhar, que o assista, é arrebatador! E vai ser difícil terminar o filme sem querer comer tudo que essas duas cozinham em cena.

Eu tive a sorte de, alguns meses após ter assistido, participar de uma noite de "Cine Gourmet", em que o chef Eudes Assis preparou o jantar com inspiração no filme, exibido aos convidados. No menu, pétalas de alcachofra na manteiga com limão siciliano, bruschetta na ciabatta, polenta italiana com ovo pochet, boeuf bourguignon com gratin de batata, 3 queijos (brie, gorgonzola, parmesão) com geleia de damasco e torta fondant de chocolate com amêndoas e coulis de framboesa. Inesquecível.

Sem dúvidas, o prato mais marcante dessa noite (e quiçá do próprio filme) foi o Boeuf Bourguignon. Há inúmeros momentos deleitáveis no filme, mas veja essa cena exata em que a Julie fala apaixonadamente sobre o Boeuf Bourguignon da Julia... Você indiscutivelmente quer prová-lo.

Eu assisti ao vídeo da própria Julia preparando o Boeuf Bourguignon, li sua receita original no "Mastering the Art of French Cooking" e também a de diversos outros cozinheiros, franceses inclusive. Mas a receita que compartilho aqui é o resultado de um apanhado de várias receitas, dicas e repetidas tentativas de chegar ao Boeuf Bourguignon perfeito. E vou te contar, se ainda não chegamos lá, estamos muto perto. Esse é o prato que pra mim melhor define "comfort food".

Então encare o desafio e vamos nessa. Algumas observações importantes, antes de começarmos:

1. Esta não é uma receita difícil, mas demanda várias etapas e é demorada. Você precisará de, no mínimo, três horas e meia. Sim, o Boeuf Bourguignon nada mais é que uma carne cozida ao vinho. Mas. Bem. Lentamente. Tenha paciência.

2. Existem diversas receitas diferentes por aí, muitas possibilidades e modos de fazer. O modo como faço atualmente é a evolução de várias outras vezes que preparei e a melhor opção dentre as que já testei. Claro que não testei todas, então pode ser que você prefira fazer de outra forma.

3. Nesse método, uso apenas uma panela para fazer todas as etapas (adoooro). Uso uma Le Creuset de 5,3 litros, pois já que vou gastar tempo pra cozinhar, já faço em grande quantidade de uma vez. Depois de pronto, você pode congelar porções individuais. Fica ótimo.

4. Você pode usar a panela que quiser e que tiver em casa, desde que ela distribua uniformemente o calor. Pode também optar por fazer no forno (se sua panela for apta pra isso) ou na chama do fogão. A Le Creuset é um tipo de panela que, pra esse intuito, funciona melhor no forno, mas eu prefiro fazer no fogão, pois gosto de ficar controlando de tempos em tempos.

5. Teoricamente, deveríamos usar um vinho da borgonha. Mas... é muito caro (uma única vez comprei um vinho da borgonha de verdade para prepará-lo). Podemos tranquilamente substituí-lo, ok? Mas escolha um ótimo vinho. Não se cozinha com um vinho que não se pode beber.


Boeuf Bourguignon (carne cozida ao vinho)

INGREDIENTES

- 1 kg de carne (alcatra, chã de fora ou músculo)
- sal e pimenta a gosto
- 2 colheres (sopa) de azeite
- 4 colheres (sopa) de manteiga
- 200 g de champignons Paris frescos
- ± 12 chalotas (aquelas cebolas pequenininhas)
- 1 colher (sopa) de açúcar
- 1 cebola média
- 3 cenouras médias
- 2 dentes de alho
- 2 colheres (sopa) de farinha de arroz
- 2 colheres (sopa) de molho de tomate, sem pedaços
- 1 garrafa de um bom vinho tinto seco
- 1 litro de caldo de carne
- 2 folhas de alho-poró (parte verde)
- 1 ramo de salsinha
- 1 ramo de manjericão
- 1 ramo de tomilho
- 1 folha de louro
- 1 talo pequeno de salsão

MODO DE PREPARO

- Primeiro, limpe a carne e corte-a em cubos grandes (± 4 cm). Tempere com sal e pimenta a gosto. Corte os champignons em quatro. Descasque as chalotas (deixe-as inteiras). Rale a cebola ou pique em pedacinhos. Corte a cenoura em rodelas grossas. Fatie os dentes de alho. Coloque dentro das folhas de alho-poró: a salsinha, o tomilho, o manjericão, o louro e o salsão. Enrole e amarre com linha ou barbante, formando um "amarrado" de ervas (o famoso bouquet garni).

- Agora vamos começar. Coloque o azeite em uma panela grande e leve ao fogo. Quando esquentar, doure a carne, aos poucos (sem encher o fundo da panela, doure uma parte e retire, repita quantas vezes forem necessárias). Depois que toda a carne estiver bem dourada, retire e reserve.

- Na mesma panela, acrescente 2 colheres de manteiga e os champignons. Faça como fez com a carne, devagar e sempre, até estarem todos dourados. Retire e reserve. Coloque mais 2 colheres de manteiga e faça o mesmo com as chalotas. Acrescente o açúcar, para caramelizar. Depois de douradas, retire e reserve (você só usará os champignons e as chalotas no final).

- Agora acrescente a cebola picadinha, a cenoura e o alho e refogue um pouco. Aproveite este momento para "limpar" sua panela. A cebola solta água e fica mais fácil deglaçar. Se só a cebola não for suficiente para soltar o fundo da panela (o concentrado de sabor e aroma de nosso molho está aí), derrame um pouquinho (bem pouquinho) do vinho para ajudar.

- Volte com a carne para a panela. Polvilhe tudo com a farinha de arroz e mexa bem. Acrescente o molho de tomate, misture e deixe cozinhar em fogo baixo por mais uns 2 a 3 min. Coloque o vinho tinto e cozinhe tudo por cerca de 10 minutos, sem tampa, para evaporar o álcool e retirar a acidez do molho.

- Adicione o caldo de carne, entre com o bouquet garni e tampe a panela. Deixe cozinhar por 3 horas, em fogo baixo, mexendo de vez em quando (se o molho começar a ficar muito encorpado, acrescente água, sempre que necessário, para completar o cozimento da carne). Observe se não está pregando no fundo. Opcionalmente, você pode levar ao forno (160 ºC) pelas mesmas 3 horas.

- Nos últimos 30 minutos de cozimento, entre com os champignons e as chalotas preparadas previamente. Verifique ao final se está tudo bem cozido e macio (carne, cenoura e cebola). Prove o sal. Antes de servir, retire o bouquet. Sirva com arroz branco e salada. Bon appétit!

Bon appétit!

domingo, 24 de maio de 2020

Dia 24: Ceviche tropical e chips de batata doce

Refrescante e delicioso!

Batizei esta receita de "ceviche tropical" porque incorporei vários elementos à receita peruana tradicional, que dão cor e muito frescor a essa preparação. O ceviche é um peixe (necessariamente de carne firme, com pouca gordura e, preferencialmente, de água salgada) marinado em meio ácido, com especiarias.

Alguns dos peixes mais utilizados são: linguado, corvina, garoupa, robalo, tilápia, vermelho ou até salmão. Atenção! Seja qual for o peixe selecionado, deve ser fresco e de boa procedência. Frutos do mar também podem ser utilizados (como camarão ou polvo), porém, devem ser pré-cozidos.

O meio ácido é garantido pelo suco de limão (tahiti, galego, capeta ou até siciliano), lima e/ou laranja. O contato do peixe com o suco ácido e as especiarias, por tempo suficiente, produz o famoso "leite de tigre" (leche de tigre), um caldinho esbranquiçado e saborosíssimo, resultado da marinada. Em alguns bares, é servido até como shot, em copinhos, como um aperitivo. Dá água na boca só de pensar!

Aqui, além dos componentes originais do ceviche, acrescentei manga e tomatinhos sweet grape (trazem doçura e cor), hortelã (frescor) e repolho roxo (mais cor e crocância) para o prato.

Geralmente, o ceviche é servido com mandioca, batata doce, batata inglesa ou milho, preparados de formas variadas.

Dica: Comece preparando os chips de batata doce. Durante o molho da batata, cuide do ceviche. Assim, os dois ficarão prontos mais ou menos juntos.


Chips de batata doce

INGREDIENTES

- 1 batata doce grande
- 1/2 colher (café) de lemon pepper (ou outro tempero a gosto)

MODO DE PREPARO

Os chips de batata doce são feitos na airfyer (adoooro). O preparo é mais ou menos parecido com o das batatas bravas. Descasque a batata doce e fatie em rodelas fininhas (± 2 mm de espessura). Deixe por 30 min de molho numa bacia com água. Pré-aqueça a airfryer a 200 ºC por 5 min. Enquanto isso, seque a batata e tempere a gosto (eu uso lemon pepper, mas também fica ótimo com páprica, alho e cebola em pó, chimichurri desidratado... etc.). Asse por 15-20 min. Abra no meio do processo e dê uma chacoalhada. Confira nos últimos minutos para não queimar (a batata doce foi cortada fina e cozinha mais rápido que a batata inglesa).


Ceviche tropical

INGREDIENTES

Mis en place do ceviche
- 1 filé de aprox. 200 g de atum (opcionalmente você pode usar um peixe branco ou salmão)
- 2 limões grandes espremidos (eu usei 6 galegos pequenininhos)
- 1/2 laranja espremida
- 1/2 colher (chá) de gengibre fresco, picado
- 1 pimenta dedo-de-moça, sem sementes, picada (eu gosto de picância, então usei malaguetão)
- 1 cebola pequena, finamente fatiada em rodelas (cebola roxa é melhor, eu não tinha, usei da amarela mesmo)
- sal a gosto
- 1/2 manga, picada em cubinhos
- 5-6 tomatinhos sweet grape ou cereja, picados
- coentro (pra quem gosta 💚) ou salsinha, a gosto
- folhinhas de hortelã, a gosto
- 1/4 xícara de repolho roxo, finamente fatiado

MODO DE PREPARO

Corte o filé de atum (ou do peixe à sua escolha) em cubos de cerca de 2 cm. Coloque os cubos de peixe em um bowl de vidro e prepare a marinada (suco dos limões e da laranja, gengibre, pimenta, cebola e sal). Cubra o peixe com esta marinada, misture bem, e guarde tampado na geladeira por 15 a 30 min. Passado este tempo, retire da geladeira e adicione os cubos de manga, os tomatinhos picados, o coentro (ou a salsinha) e a hortelã. Misture delicadamente. Sirva no próprio bowl, ou em tacinhas individuais. Finalize com o repolho roxo por cima, para dar mais cor e crocância à preparação.

Bom apetite!

Dica: Harmonize esse prato com a cerveja Krug 20. Você vai ter certeza que nasceram um pro outro.

sábado, 23 de maio de 2020

Dia 23: Sopa de cenoura

Sopa de cenoura, seja quente ou seja fria.

Essa sopa de cenoura é um coringa para servir de entrada, ou até mesmo para substituir um jantar.

Bateu um friozinho gostoso de inverno?
>> Sopa de cenoura!

Noites quentes de verão?
>> Sopa de cenoura!

Ela é pau pra toda obra. Seja quente ou seja fria, vai te satisfazer. O segredo para transformar uma reles sopinha numa sopa inesquecível está no gengibre. Uma das poucas especiarias que é capaz de conferir, ao mesmo tempo, sensação de calor e frescor. Pra completar a felicidade de uma refeição gostosa, ela é também muito simples de preparar. Receita que aprendi com minha amiga Helena, que compartilha comigo o amor pelas sopinhas 💛

INGREDIENTES

- 2 cenouras grandes, em pedaços
- 1 batata inglesa grande, em pedaços
- 1 cebola média, em pedaços
- 1 litro de água
- 1 tablete de caldo Knorr, sabor galinha
- 1 lasca grossa de gengibre fresco

MODO DE PREPARO

Coloque todos os ingredientes (exceto o gengibre) juntos numa panela. Deixe ferver, e cozinhe até que esteja tudo bem macio. Espere esfriar e bata tudo no liquidificador, junto com o gengibre. Sirva quente ou fria, dependendo do seu humor!

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Dia 22: Shoyu Lamen

Eu me apaixonei por Lamen antes mesmo de provar. Tudo começou quando assisti ao filme "The Ramen Girl", (título em português: "O Sabor de uma Paixão"). É provável que você já tenha visto também (veja o trailer legendado aqui). Não é um filme famoso, tampouco digno de Oscar. É o típico filme "Sessão da Tarde". Mas posso dizer que foi um dos filmes que mudou minha vida.

Não foi a primeira vez que um filme me fez ver comida com olhos de amor. "A Festa de Babette", "Chocolate", "Julie & Julia" são filmes com temáticas parecidas: como comida feita com amor pode mudar o humor e a vida das pessoas. "The Ramen Girl" é exatamente sobre isso. E desde que assisti ao filme, prometi a mim mesma que eu teria que comer e (com sorte) um dia ser capaz de cozinhar um verdadeiro Lamen.

De fato, a primeira vez que comi foi digna da minha promessa. Afinal, um Lamen que você come no Japão há de ser um verdadeiro Lamen, certo? Claro que foi necessária uma adaptação: pedi para trocar o macarrão tradicional pelo soba, um macarrão feito de trigo sarraceno, naturalmente sem glúten. Mas desde que voltei sabendo o que era um Lamen de verdade, nunca mais consegui comer um Lamen por aqui... e foi aí então que decidi que teria que fazer meu próprio Lamen

Depois de muito namorar receitas na internet, achei uma que encarei tentar fazer. Não vou dizer que é a receita do verdadeiro Lamen. A receita original levaria pelo menos umas 4 horas só para a preparação do caldo (personagem principal do nosso romance). A receita que faço, e agora compartilho aqui, usa de uma base para o caldo que os japoneses chamam de moto (pronuncia-se "motô"). Isso vai te poupar umas boas horas na preparação. Não se engane: parte do amor se perde nessas horas que você ganha. Ainda assim, sobra muito amor.

Shoyu Lamen

Algumas observações sobre essa receita:

1. Por mais simplificada que seja, ainda dá bastante trabalho. Então se decidir fazer, escolha um dia de bastante disposição e amor abundante no coração.
2. A receita do motô foi adaptada do Chef Nobu Ozaki. As guarnições eu escolhi e costumo repetir essa fórmula, porque deu muito certo. Mas você pode variar as guarnições à vontade, de acordo com seu gosto. 
3. Uso um macarrão de arroz mais largo (rice stick noodles) e fica muito bom! Se você for usar outro tipo de macarrão, recomendo usar uma massa tipo espaguetti de arroz.
4. As quantidades descritas a seguir são para servir 4 pessoas. O motô costuma sobrar e eu guardo. Dura na geladeira por muito tempo. Nas próximas vezes, basta preparar as guarnições.


Shoyu Lamen (receita adptada do Chef Nobu Ozaki)

INGREDIENTES

Para o motô:

- 1 cebola
- 1 talo de salsão
- 8 fatias de gengibre
- 8 dentes de alho inteiros
- 2 talos de cebolinha picada
- 2 colheres (café) de sal
- 2 colheres (sopa) de dashi (caldo de peixe bonito em pó)
- 2 tabletes de caldo de galinha
- pimenta-do-reino a gosto
- 2 colheres (sopa) de banha de porco
- 6 colheres (sopa) de óleo de gergelim
- 12 colheres (sopa) de saquê mirin
- 6 colheres (sopa) de molho de soja
- 2 L de água 

Para a guarnição:

- 200 g de cogumelos shiitake
- 2 colheres (sopa) de manteiga
- 1 peito de frango
- 1 colher (sopa) de azeite
- sal e limão a gosto
- 2 colheres (sopa) de molho teriyaki
- 800 g de macarrão de arroz (rice stick noodles)
- 1 maço de espinafre, desfolhado
- 1/4 de cabeça de repolho roxo, fatiado
- 4 ovos
- 1 talo de cebolinha picada
- gergelim preto


MODO DE PREPARO

Para o motô:

Coloque a cebola, o salsão, o gengibre, o alho, a cebolinha, o sal, o dashi, o caldo de galinha, a pimenta-do-reino e a banha em um processador. Acrescente o óleo de gergelim, o saquê mirin e o molho de soja. Processe tudo e coloque a mistura em uma panela para ferver por 5 minutos. Tire do fogo e reserve. Esse é o seu motô. Aqueça 2 L de água em uma panela. Acrescente o motô o quanto baste (prove, deve estar bem saboroso). Esse é o seu caldo. Mantenha-o aquecido.

Para a guarnição:

Comece com os cogumelos. Frite-os na manteiga até que estejam dourados e bem cozidos. Reserve. Depois prepare o peito de frango. Frite-os em azeite, temperando com sal e limão, a gosto. Depois de bem cozidos, cubra-os com o molho teriyaki e abafe com uma tampa para mantê-los aquecidos. Reserve. Cozinhe os ovos. Você deve ferver a água e adicioná-los, contando exatamente 7 minutos. A clara deve estar firme e a gema mole. Espere esfriar, descasque e parta ao meio. Reserve. Cozinhe o macarrão conforme as instruções do pacote. Escorra a água para colocar apenas o macarrão em um bowl para Lamen. Acrescente neste recipiente, por cima do macarrão, os cogumelos preparados, o peito de frango fatiado, as folhas de espinafre, o repolho e o ovo. Coe o caldo preparado e adicione-o a este bowl. Finalize com a cebolinha sobre os cogumelos e o frango, e com o gergelim preto sobre o ovo. Deleite-se!

Muito amor num bowl

terça-feira, 19 de maio de 2020

Dia 19: Tortillas Tex-Mex


Mais um desejo realizado: tortillas!
(na foto, com abacate e chilli beans)

Guacamole, chilli beans, pico de gallo, sour cream, nachos, tacos, burritos, quesadillas y tortillas! O universo Tex-Mex - fusão da cozinha texana e mexicana - me encanta! Sempre me contentei (e com muito gosto) em comer apenas os tacos e nachos, feitos à base de milho. Os burritos e quesadillas sempre ficaram de escanteio porque as tortillas à base de trigo eram proibidas... até que descobri essa receita maravilhosa, que mudou minha vida!

Me inspirei numa receita que vi no site da Ana, Vegan&Colors, e adaptei para as farinhas que eu tinha em casa. O resultado foi um tortilla perfeita de farinha branca, que substitui totalmente a de trigo. De quebra, descobri um novo ingrediente que ainda não havia experimentado: o psyllium. O psyllium é uma fibra vegetal extraída da casca e da semente de uma espécie arbustiva (Plantago ovata). Por ser higroscópico, ele absorve água e aumenta muito de volume em contato com líquidos, se expande e forma uma massa gelatinosa que ajuda a dar liga nas preparações sem glúten.


INGREDIENTES

- ½ xícara de mix de farinhas sem glúten (usei partes iguais de: farinha de arroz + farinha de grão de bico + polvilho doce)
- 2 colheres (sopa) de psyllium
- 1 colher (sopa) de azeite
- 1 colher (chá) de sal
- 1 xícara (240 mL) de água quente (q.s)

MODO DE PREPARO

- Misture bem as farinhas, o psyllium e o sal. Adicione o azeite e misture bem. Coloque a água aos pouquinhos (1 colher por vez, misturando bem a cada adição). Muito provavelmente você não precisará utilizar toda a água (isso depende da capacidade de absorção das farinhas que estiver utilizando). Pare de adicionar água quando chegar num ponto em que consiga trabalhar a massa (ela ficará bem maleável e elástica). A massa está pronta. Divida-a em 3 bolinhas iguais.

- Para fazer os discos, você precisará de: um rolo de abrir massas (se você não tiver, pode usar uma garrafa); plástico filme ou outro plástico transparente, liso e firme (eu uso um saquinho tipo zip-loc aberto nas laterais); e uma tampa de panela pequena ou prato pequeno.

- Centralize uma bolinha de massa sobre a metade do plástico e cubra com a outra metade do plástico. Passe o rolo sobre o plástico, abrindo a massa. Pode abrir bastante, a massa é capaz de ficar bem fininha sem se romper. Se precisar, complete as falhas nas bordas com pedacinhos da massa. Ao final, pressione a tampa da panela ou um prato por cima da massa aberta, para cortar em formato de discos. Não despreze as bordinhas que sobrarem. Junte todas as sobras no final e abra mais um disco.

- Frite os discos um a um, em uma frigideira antiaderente bem quente. Não precisa utilizar óleo nem nada, apenas coloque um disco e, quando começar a se soltar do fundo da frigideira, vire do outro lado. Doure bem os dois lados, até a tortilla ficar tostadinha, mas ainda maleável. Obs.: Se você desejar uma tortilla mais crocante, basta fritá-la mais lentamente no fogo baixo, mantendo-a por mais tempo na frigideira. Ela dá uma secadinha e fica mais durinha e crocante.


Perfeitas, não? Agora é só preparar seu burrito ou quesadilla!

Dica: você também pode utilizar a mesma receita para fazer tortillas de milho! Basta trocar a farinha sem glúten por fubá. Mantenha todas as quantidades da receita original, exceto a água. Dessa vez, você usará no máximo ½ xícara de água. Proceda da mesma maneira para preparar as tortillas de milho. Opcionalmente, você pode abrir a massa deixando-a um pouco mais espessa e cortá-la em formato de tortillas para nachos (foto abaixo). Fica muito bom!!!!!

Tortillas de milho para nachos!


segunda-feira, 18 de maio de 2020

Dia 18: Macarrão ao molho de espinafre

Quem me conhece bem, sabe que adoro um desafio na cozinha. Mostre-me uma receita de muitas etapas, que requer o uso de diferentes técnicas e cheia de detalhes, que já fico com vontade de fazer! Mas cá pra nós, a esta altura da quarentena, estou adorando recordar essas receitas mais simples, que levam poucos ingredientes e que com uma panela e alguns minutos você pode se sentar e comer uma refeição deliciosa! Uma grande parte dessas receitas, criei em momentos de poucos recursos, quando ainda estava me iniciando na cozinha. Eu abria a geladeira ou a despensa, via o que tinha e pensava como poderia combinar aquilo tudo de uma forma rápida e prática. O que dava certo, eu anotava para repetir numa próxima vez. Esta receita surgiu assim. É tão boba... mas perdi as contas de quantas vezes já salvou minha pele num almoço rápido que precisava sair! Você precisará apenas do macarrão cozido e de uma frigideira para preparar o molho.


Molho de espinafre

INGREDIENTES

- 2 dentes de alho
- 1/2 colher (sopa) de azeite
- 1 maço de espinafre desfolhado
- 1 caixinha de creme de leite
- 50 g de queijo parmesão ralado de boa qualidade (sugestão: 1 pacotinho Faixa Azul)

MODO DE PREPARO

Refogue o alho no azeite e quando estiver bem fritinho, entre com as folhas de espinafre (pode deixá-las inteiras mesmo, fica mais saboroso). Quando o espinafre estiver bem refogado, adicione o creme de leite e mexa bem. Por fim, misture o queijo ralado, até que fique tudo bem incorporado. Dica: use um bom queijo ralado (por mais simples que seja a receita, não se faz boa comida com ingredientes meia-boca). Misture o molho ao macarrão e está pronta uma deliciosa refeição! Simples assim.

Simplesmente delicioso!

domingo, 17 de maio de 2020

Dia 17: Picanha com batatas bravas na airfyer

A airfryer pode ser de grande valia se você souber utilizá-la a seu favor. Além de agilizar o processo em comparação com o que você assa no forno, ela ainda pode dar um resultado impressionantemente sequinho e crocante para "frituras" (usando nada ou um mínimo de azeite). Tenho usado muito em minha cozinha, e a cada receita nova que testo, deixo de usar o forno, ou incorporo uma nova opção de prato ao nosso cardápio - já que fritura não é uma opção aqui em casa, não só porque não compro óleo, mas também por causa da sujeira e do cheiro que deixa em todo canto. Com a airfryer tudo pode ser mais limpo, saudável e, acredite, gostoso.

Depois que começamos a fazer estas batatas e picanha na airfryer, nem cogitamos mais usar outro método. As batatas ficam bem douradas, macias por dentro e super crocantes e sequinhas por fora. Juro que são melhores que fritas! E a picanha não perde em nada pra um churrasco preparado na churrasqueira: suculenta, no ponto certo, com aquela crostinha por fora, e a gordura tostada na medida. A satisfação da refeição é completa quando, no fim, você tem apenas uma peça pra lavar (o cesto da airfryer) e sua casa estará limpinha e cheirosa como se nada tivesse acontecido. Qualidade de vida, mores. Então vamos às receitas do dia:


Batatas bravas na airfryer:

INGREDIENTES

- 2 batatas grandes, lavadas, com casca.
- 1 fio de azeite
- 1/2 colher (chá) de páprica picante (é por isso que são bravas - mas se não gostar, pode usar a doce ou a defumada)
- 1/2 colher (chá) de alho e cebola em pó
- sal a gosto

MODO DE PREPARO

Corte as batatas no sentido do comprimento, em pedaços rústicos, e deixe de molho numa bacia com água por 30 min. Retire do molho, seque as batatas e tempere com o sal, a páprica, o alho e a cebola em pó. Regue com um fiozinho de azeite (é só o suficiente para emulsificar os temperos). Espalhe bem nas batatas e coloque-as no cesto da airfryer pré-aquecida por 5 min, a 200 °C. Deixe assar por 30 min, à mesma temperatura. No meio do tempo, abra o cesto e dê uma "chacoalhada" nas batatas. Fica ótimo!!! Obs.: Tenho uma airfryer de cesto pequeno (2,4 L) que me atende super bem, porém, não consigo colocar mais de duas batatas por vez. Se você tem uma maior, pode aumentar a receita. Mas as batatas não devem nunca ficar muito amontoadas, ou ficarão com aspecto de cozidas, e não de fritas.


Churrasco de picanha na airfryer:

INGREDIENTES

- 1 fatia larga de picanha (escolha uma peça de boa qualidade)
- sal a gosto
- chimichurri para pincelar (opcional)

MODO DE PREPARO

Eu geralmente compro uma peça de picanha e já corto nos pedaços do tamanho que vou fazer depois (umas fatias compridas de 2 a 3 dedos mais ou menos de espessura). O que você não for usar na hora, já pode congelar em pacotes individuais. Na hora que quiser preparar, é só tirar do freezer com uma certa antecedência. Para preparar, eu pré-aqueço a airfryer por 5 min, a 200°C. Coloco a peça sem temperar nem nada por 2 min (é tempo suficiente para selar e mantê-la suculenta). Aí tiro, tempero com sal de granulometria média (entre grosso e fino, regulo no moedor). Volto pra airfryer, à mesma temperatura, e deixo por mais 10 min (você pode deixar até 15 min - vai do gosto do freguês - mas eu gosto mal passada, sangrando mesmo). No final, dou um toque especial, mas é opcional: nos últimos 2 min de cozimento, pincelo a picanha com molho chimichurri e volto pra airfryer. Fica mara!!! Obs.: Para preparar o molho, misturo 1 parte do tempero desidratado com 1 parte de vinagre e 2 partes de azeite.

Acredita que foi tudo feito na airfryer?

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Dia 14: Frango com laranja e creme de cebola

Esse prato leva só 3 ingredientes (!!!) e garanto que vai te impressionar!

INGREDIENTES

- 6 sobrecoxas de frango, sem pele
- 4 colheres (sopa) de creme de cebola em pó (Atenção: confira se é sem glúten! Se não encontrar sem glúten, na internet há vários sites que ensinam a fazer o creme de cebola em pó caseiro)
- 2 xícaras de suco de laranja espremido na hora

MODO DE PREPARO

Espalhe o creme de cebola em pó de forma bem generosa pelos pedaços de frango. Pegue uma assadeira pequena, cubra o fundo com um  pouquinho de suco de laranja e disponha as sobrecoxas. Cubra com suco de laranja (não use tudo agora) e leve ao forno pré-aquecido a 230 ºC. Vá regando com o restante do suco de tempos em tempos, toda vez que o nível de líquido baixar na assadeira. Quando acabar o suco, regue com o próprio caldo da assadeira, que a este ponto já deve ter espessado. Aumente a temperatura do forno e deixe o frango dourar. Ao final você terá sobrecoxas bem macias, douradinhas e um molho cremoso e saborosíssimo! Se desejar, ao final salpique ervas frescas, na hora de servir.

Sobrecoxas douradinhas e muito saborosas

domingo, 10 de maio de 2020

Dia 10: Penne ao pesto de rúcula e agrião com camarões

Eu já postei uma receita de molho pesto aqui (delicioso, por sinal), mas esse é diferente, porque a base é rúcula + agrião, ao invés de manjericão. Achei mais fácil de preparar porque não tem que desfolhar trocentas folhinhas de manjericão, uma a uma. Pode usar a rúcula e o agrião inteiros, com cabinhos e tudo. Além disso, tem um sabor muito especial. Achei que pudesse ficar amargo ou muito picante, mas a combinação com os demais ingredientes balanceou o sabor e ficou muito gostoso. Me pergunto porque não havia testado antes! Acho que a partir de agora, vou adotar como minha receita oficial de pesto. A inspiração veio da receita da Bela Gil. Mas troquei tanta coisa para adaptar ao que eu tinha em casa e dar meus toques pessoais, que acho que posso dizer que é uma nova receita:

Pesto de rúcula e agrião

INGREDIENTES

- 1/2 maço de rúcula
- 1/2 maço de agrião
- 1 xíc. de outras folhinhas que você tiver (usei espinafre + salsinha + manjericão)
- 1 xícara de castanha-de-caju torradas (deveriam ser nozes, mas troquei e gostei)
- 1/2 xícara de queijo parmesão ralado fino (não levava na original, mas pesto né, tem que ter!)
- ½ dente de alho
- gotinhas de limão (usei galego)
- 4 colheres de sopa de azeite
- 1 colher de chá de sal
- ½ xícara de água

MODO DE PREPARO

Observação: você precisa encher o copo do liquidificador de folhas. Eu usei rúcula e agrião - que são parecidos pelo sabor picante - como base, e completei com outras folhinhas que eu tinha em casa (use o que tiver). Bata todos os ingredientes no liquidificador, exceto a castanha e o queijo. Depois que estiver tudo bem triturado e misturado, entre com as castanhas e use a função "pulsar" do liquidificador, só para dar uma quebrada nas castanhas, mas mantendo pedacinhos, que vão dar a crocância ao molho. Retire do copo do liquidificador e misture o queijo ralado manualmente. O molho está pronto e rende 4 porções.


Cozinhe o penne até ficar al dente e misture ao molho. Para completar, prepare estes camarões muito especiais. Costumo sempre ter no freezer pacotes de camarão sem cabeça, cozido e congelado. É muito prático, pois dá pra tirar na hora e utilizar da forma que quiser. Prefiro os que vêm com casca, pois assim os camarões absorvem muito mais o sabor dos temperos.

Camarões ao limão

INGREDIENTES

- 100 g (± 20 unidades) de camarão sem cabeça, cozido e congelado
- 1 fio de azeite, para refogar
- 1 pitada de sal
- 1 colher (café) de páprica doce
- 1 colher (café) de alho e cebola em pó
- 1 limão espremido (usei galego)

MODO DE PREPARO

Frite os camarões no azeite e tempere com sal, páprica, alho e cebola. Misture bem. Depois que estiverem bem douradinhos, esprema o limão ainda na frigideira, e deixe absorver bem todos os sabores.


Para servir, monte o prato com o penne misturado ao pesto, os camarões por cima e alguns tomatinhos cereja. Fica perfeito!

Uma combinação que não tem erro

Updating: Fiz novamente o pesto e finalizei o prato numa versão com presunto cru no lugar dos camarões. Pra completar, um fiozinho de aceto balsâmico. Delícia!

Outra opção para finalizar: presunto cru

sábado, 9 de maio de 2020

Dia 09: Filé mignon suíno com maçãs e cerveja

Essa é inspirada numa receita de Julian. Fizemos algumas adaptações da original (que em breve aparecerá por aqui também) e confesso que ficou tão boa, que está concorrendo ao prêmio receita revelação do ano aqui em casa. Gosto de receitas desse tipo: coloque tudo numa assadeira e "esqueça" no forno por duas horas... é tempo suficiente pra fazer tanta coisa... e a preparação dá pouquíssimo trabalho, porque usamos quase tudo com casca.

O filé mignon de porco é uma ótima alternativa ao de boi, pois é uma carne que sai muito mais em conta e faz pratos tão nobres quanto os que você faria com o bovino. Inclusive já substituí em vários clássicos, como no strogonoff (outra receita que logo logo vai pintar por aqui). Se quiser, no lugar de filé mignon, pode usar também paleta, pernil ou lombo. Suíno.

Os acompanhamentos do filé mignon nesse prato, embora sejam elementos simples e fáceis de encontrar, foram cuidadosamente pensados e, modéstia à parte, acho que fizemos ótimas escolhas para a harmonização dos sabores!

INGREDIENTES

- 1 peça de filé mignon suíno temperado (tempero a gosto)
- ± 20 batatas bolinhas, inteiras e com casca
- 1 cebola, sem casca, cortada em gomos
- 2 maçãs fuji, com casca, cortadas em gomos
- 1 cabeça de alho inteira, cortada ao meio (veja a foto)
- 1 limão em fatias fininhas (usei galego)
- 1 pitada de canela em pó
- alecrim a gosto
- 1/2 garrafa de cerveja sem glúten (usei Krug 20)

MODO DE PREPARO

Dispor todos os ingredientes numa assadeira: primeiro o lombo no meio, rodeado pelas batatinhas. Por cima, dispor os gomos de cebola e de maçã, intercalados. Encaixar as metades do alho e as fatias de limão nos espaços vazios. Salpicar um pouquinho de canela sobre as maçãs e distribuir o alecrim. Por fim, regar tudo com a cerveja. O líquido deve alcançar pelo menos até a metade da assadeira. Cobrir a assadeira com papel alumínio, fechando bem todos os lados e levar ao forno pré-aquecido a 200 ºC por 1 hora. Decorrido esse tempo, retirar o papel alumínio e deixar por mais 1 hora (eventualmente, é bom pegar uma colher e dar uma regada com o líquido do fundo). Nos últimos 15-30 min, aumentar a temperatura para o nível máximo, até dourar.

Disponha tudo na assadeira e esqueça no forno!

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Dia 08: Salmão oriental


Também poderia se chamar "salmão ensolarado"

A primeira vez que comi esse prato eu deveria ter uns 12 ou 13 anos. Foi amor à primeira garfada! Minha mãe fazia a versão original (com glúten), além de muitas outras receitas deste livro histórico da nossa infância (nós o chamávamos de "O Livro das Bagas Azuis"). Era um livro bem pomposo, enorme - 802 páginas! - e com fotos maravilhosas, que nos faziam sonhar com todas aquelas receitas deliciosas. Não à toa, o verdadeiro nome do livro era "Cozinha Simplesmente Deliciosa - vol. 2" (autor: Chef Ron Kalenuik, famoso "Chef K", 1994), mas que de simples não tinha nada. Geralmente eram receitas complexas, com muitos passos, e ingredientes raros. Era frequente encontrarmos receitas que utilizavam as célebres bagas azuis, que depois viemos a descobrir que eram a tradução de blueberries (mirtilos), motivo pelo qual o apelidamos carinhosamente.

Só depois de muitos anos do meu disgnóstico, resolvi resgatar esse livro de receitas e tentar refazer algumas das receitas na versão sem glúten. E para minha surpresa, a receita do nostálgico salmão oriental era facílima de adaptar e incrivelmente simples de fazer. A receita leva apenas 4 ingredientes (dos quais um era farinha de trigo, que precisei substituir) e o resultado é surpreendente. E para não desonrar a genialidade do Chef K nessa receita fantástica, eu dei uma adaptada também na cobertura do prato, que originalmente levava farinha de rosca e eu troquei por farinha de mandioca.

INGREDIENTES

- 1 filé de salmão de aproximadamente 400 g
- 1 copo de iogurte natural
- 1 colher (sopa) de curry em pó
- 2 colheres (chá) de farinha sem glúten (para engrossar o molho, portanto qualquer uma serve: você pode usar um mix sem glúten ou somente farinha de arroz - eu uso a farinha multiuso Schär)
- 1 colher (sopa) de farinha de mandioca (ou farinha de pão sem glúten)

MODO DE PREPARO

- Coloque o salmão numa forma pequena (eu uso um pyrex redondo para suflê de 15 cm de diâmetro, bem pequenininha mesmo, para que o salmão fique imerso no molho).
- Num bowl, misture o iogurte, o curry e a farinha sem glúten. Espalhe sobre o salmão, deixando-o coberto por este molho espesso por todos os lados, inclusive no fundo.
- Polvilhe a farinha de mandioca na superfície (embora isto não esteja na receita original, eu gosto de dar uma "fritadinha" prévia na farinha de mandioca com manteiga, isso vai te tomar apenas 2 min a mais, e acho que o resultado fica melhor ainda desse jeito).
- Asse em forno pré aquecido "pelando", na temperatura máxima (no meu forno é 290 ºC) por exatamente 15 minutos. Esse é o tempo ideal para que o salmão mantenha a sua linda cor e toda a sua suculência.

Perfeição!

terça-feira, 5 de maio de 2020

Dia 05: Bacalhau caramelado no licor de cachaça

Esta também foi uma receita premiada, uma das minhas primeiras tentativas de criação na cozinha, quando eu ainda morava em Santos - A Capital do Bacalhau no Brasil. Lá era frequente encontrar bacalhau de ótima qualidade a preços muito acessíveis, bons tempos... Recomendo essa receita para quando puder comprar um bom bacalhau, pois você precisará de lombos carnudos para prepará-la. Caso contrário, tenho também uma ótima receita para usar o bacalhau em lascas, fica a dica.

Esse bacalhau caramelado no licor de cachaça entrou como uma das 365 receitas de bacalhau - uma para cada dia do ano - no livro virtual "Hoje é Dia de Bacalhau", uma publicação da Riberalves que você pode encontrar na íntegra aqui. Segue a minha receita:

INGREDIENTES

- 2 lombos de bacalhau dessalgado
- 1 xícara de leite
- 4 batatas médias
- 1 cebola grande
- 1 dente de alho
- flor-de-sal
- pimenta do reino a gosto
- alecrim a gosto
- quanto baste de azeite
- 50 mL de um bom licor de cachaça

MODO DE PREPARO

- Corte os lombos de bacalhau em cubos grandes de 4 cm. Coloque o bacalhau numa panela, cubra com leite e leve ao fogo até ferver.
- Retire o bacalhau, salpique flor de sal e reserve. Paralelamente, fatie as batatas em rodelas finas e cozinhe até ficarem "al dente".
- Fatie as cebolas em rodelas e inicie a montagem do prato: regue com azeite o fundo de uma assadeira e disponha em camadas os cubos de bacalhau, as rodelas de cebola e as rodelas de batata, sempre regando com azeite entre uma camada e outra.
- Tempere o prato montado com alho picadinho, flor-de-sal, pimenta do reino, alecrim e regue novamente com bastante azeite. Por fim, regue com o licor de cachaça, espalhando-o por cima de todo o prato para percorrer todas as camadas até chegar ao fundo da assadeira.
- Asse em forno médio a alto até corar as batatas e caramelar o bacalhau (aproximadamente 45 minutos).

Bacalhau como você nunca viu igual!