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sexta-feira, 1 de maio de 2020

Maio Verde

MAIO é o mês mundial da campanha de conscientização sobre a Condição Celíaca.

O glúten tornou-se famoso nos últimos anos e, recentemente, sua retirada da alimentação passou a ser conhecida como a "dieta da moda". Especialmente neste mês, celíacos e profissionais da saúde se reúnem para reforçar que #glutenfreenãoémimimi. O objetivo do MAIO VERDE é esclarecer os mitos e mistérios em torno do glúten e da doença celíaca.



- A Doença Celíaca (CID-10 = K90.0), também conhecida por DC, é uma enteropatia crônica do intestino delgado, de caráter autoimune, desencadeada pela exposição ao glúten (principal fração proteica presente no trigo, centeio, cevada e seus derivados) em indivíduos geneticamente predispostos.

- Nos indivíduos com DC, as próprias células de defesa imunológica agridem as células do organismo, causando um processo inflamatório, provocado pela ingestão do glúten. Esse processo, que ocorre na parede interna do intestino delgado, leva à atrofia das vilosidades intestinais, gerando diminuição da absorção dos nutrientes.

- Em geral, os sintomas como diarreia, prisão de ventre, perda de peso, anemia, sensação de estufamento, cólica e desconforto abdominal começam na infância. Outros sintomas da doença celíaca estão relacionados à má absorção de nutrientes, como atraso no crescimento, fadiga, falta de ar, lesões na pele, queda de cabelo, osteoporose, infertilidade e carência de vitaminas. É importante lembrar que algumas pessoas podem ter poucos ou nenhum sintoma. No entanto, a falta de tratamento da doença pode causar o surgimento de tumores no intestino ou linfoma.

- NÃO HÁ CURA para a doença celíaca. O melhor tratamento ainda é retirar da dieta os alimentos que contenham glúten. A vida do celíaco muda drasticamente após o diagnóstico, pois além de eliminar o glúten de sua alimentação, ele deve evitar qualquer chance de sua ingestão por CONTAMINAÇÃO CRUZADA, o que caracteriza sua CONDIÇÃO CELÍACA, que mesmo controlada, deve seguir por toda a vida.

Doença Celíaca: Você pode ter e não saber. 

- Estudos de prevalência da DC têm demonstrado que esta doença é mais frequente do que anteriormente se acreditava, e sua frequência ainda é subestimada. A falta de informação sobre a doença e dificuldade de acesso aos meios diagnósticos reduzem as possibilidades de tratamento adequado e consequente melhora clínica. Estudos revelam que o problema atinge pessoas de todas as idades, com uma frequência maior entre mulheres, na proporção de 2:1.

- Se você apresenta os sintomas ou desconfia de seus exames, procure um médico. Procure dois, três médicos, até esgotar as possibilidades. O diagnóstico pode ser difícil e demorado. Quanto antes se descobre, maiores as chances de se retomar a qualidade de vida.

Referências: Portaria SAS/MS nº 1149, de 11 de novembro de 2015. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: Doença Celíaca.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

MAIO - Mês de conscientização sobre doença celíaca

Conforme o Conselho Nacional de Saúde, o Dia Internacional dos Celíacos foi comemorado pela primeira vez no Brasil em maio de 2002, como resultado de um acordo entre pesquisadores da Itália, Estados Unidos e Brasil a respeito da importância de divulgar a Doença Celíaca para a sociedade e chamar a atenção dos diversos segmentos públicos e privados aos quais a alimentação e a inserção social estão relacionadas. No Brasil, o evento entrou no calendário de ações da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil – FENACELBRA e suas filiadas (ACELBRAs) no terceiro domingo do mês de maio.

Tendo em mente, portanto, que o mês de MAIO é dedicado à conscientização sobre a doença celíaca, resolvi compartilhar com vocês algumas informações que considero úteis e de qualidade. Válidas para celíacos recém diagnosticados ou não e para seus familiares, amigos, colegas e demais que convivem com quem tem restrição ao glúten e/ou precisam lidar com a alimentação de celíacos. Mas não nos limitemos somente ao público interessado; quanto mais gente inteirada, tanto maior o benefício!

O primeiro vídeo que indico, intitulado Aquela Garota, tem como objetivo esclarecer para os não celíacos como é lidar, emocionalmente e socialmente, com a condição de restrição alimentar do ponto de vista de uma garota celíaca. A intenção principal do vídeo é romper com o clichê de que celíacos são “chatos para comer”. Produzido por Cecilia Bonaduce em um projeto escolar da Universidade da California – UC Berkeley, o vídeo tem tradução para o português.

O segundo vídeo que sugiro assistir está disponível aqui no site da EPO – European Patent Office, e é a divulgação do trabalho de pesquisa de duas cientistas italianas, Virna Cerne e Ombretta Polenghi, bem como de sua equipe na indústria líder em alimentos sem glúten – Dr. Schär, que descobriram um substituto para o glúten, a partir do isolamento de uma proteína do milho, chamada zeína. A zeína é capaz de reproduzir o mesmo comportamento do glúten nos produtos alimentícios e assim gerar resultado similar no sabor e na textura das massas livres de glúten - sem, entretanto, causar danos aos celíacos. É um grande avanço para a produção de alimentos gluten free e por isso as pesquisadoras estão concorrendo ao European Inventor Award 2016. O vídeo aborda questões importantes sobre os efeitos do glúten, tanto na composição dos alimentos como no organismo dos celíacos. Este vídeo foi editado e legendado (em português) e a versão abreviada pode ser visualizada aqui.

Por fim, recomendo a leitura do artigo O Glúten, a Perda de Peso e as Desordens Relacionadas, da nutricionista Juliana Crucinsky, publicado na sua página pessoal, que apresenta de forma direta, clara e esclarecedora, uma série de mitos e verdades sobre o glúten. Já assisti a palestras da Juliana nas quais participei de discussões muito ricas sobre o tema, por isso posso dizer que ela é uma profissional séria e comprometida com a divulgação de informações confiáveis, seguras e detalhadas. Sempre preocupada em explicar tudo de forma muito técnica e cientificamente embasada, ela atua também como consultora técnica da FENACELBRA.

Estas são algumas das minhas referências para quem quer uma introdução ao assunto. Quem quiser se aprofundar mais ou se interessar por mais dicas de leitura, estou à disposição para indicar minhas fontes preferidas de estudo e informação.

Eu sou feliz sem glúten. E todos os celíacos podem ser. Quer participar desta campanha de conscientização? O primeiro passo é reconhecer a doença celíaca. Compartilhe informação! 

Campanha de conscientização sobre a doença celíaca