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segunda-feira, 17 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 3: Cookies

 

Cookies fáceis e perfeitos!

Já que estou animada com desafios e realização de desejos, vem aí mais um: cookies sem glúten per-fei-tos! As únicas (e saudosas) vezes que assei cookies na minha vida, foi por volta de 2015 ou 2016, logo que voltei dos Estados Unidos com algumas caixinhas de mistura pronta para cookies sem glúten da Hodgson Mill. Bastava misturar o mix aos ingredientes molhados - manteiga, ovo e baunilha - distribuir as gotas de chocolates e pronto: cookies perfeitos. 

Pra não dizer que nunca tentei fazer cookies por minha conta, uma vez arrisquei uma receita do Jamie Oliver, um dos meus chefs preferidos. O sabor até ficou gostoso, mas fiquei muito decepcionada com os cookies chapados e esparramados que tirei do forno. Depois disso, não tentei mais. O cookie virou um tabu. 

Pra mim, um cookie perfeito deve ser gordinho, crocante por fora e macio por dentro. E a receita a seguir cumpre perfeitamente com essa expectativa! Busquei inspiração no site Gluten Free on a Shoestring, da Nicole Hunn. Toda vez que invento de tentar receitas complicadas, adoro dar uma conferida nas receitas dela, pois são sempre certeiras. A Nicole nunca erra.

A minha versão está bem fiel à original. Meu toque pessoal foi utilizar dois tipos diferentes de chocolate, pois acho que essa combinação sempre cai muito bem. Assim você tem o melhor dos dois mundos: duas texturas e dois sabores de chocolate num mesmo biscoito.

Na massa, uso pedacinhos de chocolate 70%, que derretem no forno e deixam o cookie molhadinho e com aquele sabor intenso. Por fora, na superfície, uso chocolate ao leite em gotas forneáveis (que resistem ao calor e mantêm sua forma). O resultado é um cookie esteticamente lindo, com um chocolate mais docinho e resistente à mordida, a cada dentada.

A estrela da semana é a 💛 Farinha Multiuso Sem Glúten Schär 💛! Minha estória de amor com a Schär é longa, sou suspeita para dizer que é o melhor mix de farinhas sem glúten do Brasil! A farinha ideal para quem procura resultados perfeitos na culinária sem glúten. À base de amido de milho, farinha de arroz, fibras vegetais (psyllium, bambu), farinha de arroz integral, farinha de lentilhas, dextrose, espessante e sal, com ela você prepara qualquer prato, doce ou salgado. A opção da Schär é "pau pra toda obra" e não decepciona nunca!

Testada e aprovada! ✔️


Cookies

INGREDIENTES

- 160 g de Farinha Multiuso Sem Glúten Schär
- 1/2 colher (chá) de goma xantana
- 1/4 colher (chá) de sal
- 1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
- 75 g de açúcar cristal
- 80 g de açúcar mascavo
- 55 g de manteiga sem sal, em ponto de pomada
- 1 ovo, em temperatura ambiente
- 1/2 colher (sopa) de extrato de baunilha
- 60 g de chocolate meio amargo picado (usei Divine 70%)
- 1 colher (sopa) de gotas forneáveis de chocolate ao leite

MODO DE PREPARO

Pré-aqueça o forno a 200 °C. Forre duas assadeiras com papel manteiga. Em um bowl, coloque a farinha, a goma xantana, o sal, o bicarbonato de sódio e o açúcar cristal e misture bem. Adicione o açúcar mascavo e misture novamente, eliminando os grumos de açúcar. Faça um buraco no centro dos ingredientes secos e adicione a manteiga, o ovo e a baunilha e misture bem, até obter uma massa firme e homogênea, que solta das mãos. Adicione o chocolate meio amargo picado e misture até distribuir uniformemente pela massa do cookie

Divida a massa em 12 porções e faça bolinhas. Distribua-as uniformemente (seis em cada assadeira), e pressione levemente cada uma delas, formando um disco de cerca de 2 cm de espessura. Disponha as gotas de chocolate ao leite por cima dos cookies. Coloque as assadeiras no congelador por pelo menos 5 minutos antes de levar ao forno.

Retire a massa gelada do congelador e coloque as assadeiras, uma de cada vez, no centro do forno pré-aquecido. Asse até que os cookies formem uma "casquinha" na superfície (12 a 18 minutos - eu deixei exatos 15 minutos). Retire do forno e deixe os cookies esfriarem na própria assadeira por cerca de 5 minutos ou até que estejam firmes, antes de transferir para uma gradinha, para esfriar completamente.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 2: Bolo de banana com amoras e mirtilos

 

Comfort food com sofisticação

Eu amo bolo de banana!!! Pense num bolo bem fofinho, macio e aerado. Cheiroso, dourado por fora e clarinho por dentro. Só isso pra mim já é a perfeição num bolo. Sinônimo de comfort food. Aquele bolinho que vem e te abraça numa tarde nublada. Agora adicione sofisticação. A cada fatia, surpresa: uma explosão de cores que pintam nosso bolinho de roxo azulado e uma festa de sabores que variam da doçura à acidez. Um bolo vibrante e inesquecível!

Originalmente, essa receita de bolo de banana sugeria o uso da simples farinha de arroz, que substituí pelo mix de farinhas sem glúten. Já virou a minha preferida! Há tempos eu não me apaixonava assim por um bolinho. Meu toque especial foi adicionar amoras e mirtilos (blackberry and blueberry), que você pode substituir por outras berries se desejar. Vai funcionar com morangos, framboesas, cerejas, groselha... 

A estrela da semana é o 💜 Mix de Farinhas Sem Glúten Urbano 💜, que experimentei pela primeira vez e me surpreendeu! Esse mix é uma Farinha Especial da linha de farináceos Urbano Zero Glúten, ideal para o preparo de receitas doces e salgadas. À base de farinha de arroz, leva também fécula de mandioca, fécula de batata, emulsificante e espessante em sua composição. É uma opção que substitui bem a farinha de trigo, com um preço bem camarada.

Testada e aprovada! ✔️


Bolo de banana

INGREDIENTES

- 3 ovos
- 1/2 xícara de leite
- 4 bananas bem maduras (~230 g)
- 1 xícara (chá) de açúcar cristal
- 1 xícara (chá) de manteiga amolecida

- 2 xícaras (chá) de Mix de Farinhas Sem Glúten Urbano
- 1 pitada de canela em pó
- 1 pitada de sal
- 1 colher (sopa) de fermento químico

- 1/2 xícara de amoras e mirtilos
- 1 colher (sopa) de Mix de Farinhas Sem Glúten Urbano

MODO DE PREPARO

Bata no liquidificador os ovos, o leite, as bananas, o açúcar e a manteiga. Numa vasilha, junte o mix de farinhas, a canela, a pitada de sal e o fermento. Despeje o conteúdo do liquidificador sobre os ingredientes secos e misture bem, até obter uma massa homogênea. Coloque em uma forma de bolo inglês antiaderente.

Numa xícara, coloque as amoras e mirtilos, adicione o mix de farinhas e chacoalhe até as frutas estarem completamente envoltas em farinha. Peneire para eliminar o excesso de farinha e distribua as frutas sobre a massa de bolo. Pressione levemente cada fruta até quase sumir sob a massa. Leve ao forno pré-aquecido a 200 ºC por cerca de 30 minutos.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 1: Brownie de microondas

A solução pra sua vontade instantânea de sobremesa!


Todo mundo concorda que brownie é uma delícia, né? Sempre que faço aqui em casa, já fatio a fornada toda em quadradinhos e fico só esperando a hora da próxima sobremesa. Ah, o milagre que um quadradinho desses faz não está no gibi! 😍 Mas em dias normais, quando bate aquela necessidade de um docinho depois do almoço, recorro a essa receitinha rápida e infalível. Em menos de 3 minutos você tem um mini brownie pra chamar de seu.

Você também pode chamá-lo de "brownie de colher" ou "brownie de caneca". É uma solução para dias de preguiça ou pouco tempo disponível, mas não espere um brownie convencional! A base dessa receita varia da original, principalmente por eliminar os ovos, que além de serem emulsificantes naturais, atuam dando maior estrutura à preparação - porém, não cozinhariam suficientemente em apenas 1 minuto no microondas (e se você exagerar no tempo de cozimento, já sabe: terá um bolo, e não um brownie).

Pois bem, eliminamos os ovos e utilizamos leite, que também contém emulsificantes naturais, vai umidificar nossa massa e torná-la deliciosamente cremosa. A perda da estrutura devido à falta dos ovos é, em parte, compensada pela farinha que utilizamos em maior proporção, mas ainda assim, não fique triste ao ver seu brownie "desmoronar", dando uma leve abaulada no centro. Pra mim, essa concavidade é um convite pra você preenchê-la com uma generosa bola de sorvete ou com uma boa colherada de creme de leite e frutas vermelhas.

A estrela da semana é a 💚 Farinha Multiuso Sem Glúten Vitalin 💚, que experimentei recentemente e já conquistou meu coração! Ela é versátil porque substitui a farinha de trigo na mesma proporção e deixa tudo muito macio e estruturado, sem alterar o sabor. À base de amido (batata e/ou mandioca e/ou milho), farinha de arroz, farinha de aveia e espessante, possui o certificado internacional Gluten Free™ (GF). Sem glúten, mas com muito sabor, consciência e saúde.

Testada e aprovada! ✔️


Brownie de microondas

INGREDIENTES

- 50 g do chocolate em barra de sua preferência (usei chocolate ao leite com castanhas Divine)
- 1 colher de manteiga
- 1 pitada de sal
- 2 colheres (sopa) de açúcar
- 1 colher (sopa) de cacau em pó 100%
- 2 colheres (sopa) de Farinha Multiuso Sem Glúten Vitalin
- 1 colher (sopa) de leite
- 3 gotinhas de essência de baunilha

MODO DE PREPARO

Comece derretendo o chocolate com a manteiga no microondas: Quebre o chocolate em pedaços pequenos, adicione a manteiga e leve à potência máxima por 30 seg. Retire, misture e, se necessário, volte para o microondas por mais 30 seg. Este tempo é suficiente para derreter todo o chocolate. Tenha paciência para misturá-lo à manteiga aquecida até derreter completamente. Se você aquecer demais, vai queimar o chocolate e aí não tem volta!

Com o chocolate e a manteiga derretidos, adicione os demais ingredientes, incorporando na sequência, um de cada vez (sal, açúcar, cacau, farinha, leite e baunilha). Misture até obter uma massa homogênea e cremosa. Coloque em um ramequim pequeno (≥ 120 ml) ou em uma xícara/caneca resistente ao microondas. Leve à potência máxima por 1 minuto. Retire e coma quentinho! Dica: contraste com sorvete, creme de leite gelado, frutas congeladas, etc.

domingo, 2 de maio de 2021

Maio Verde 2021 - Semana # 1: Pizza Express


Pizza Express, mais rápida que o aplicativo de fast food!

Abrimos o desafio Maio Verde 2021 em grande estilo com esta Pizza Express que vai te conquistar! Saborosa, massinha fina e crocante, preparada com apenas quatro ingredientes. Você vai prepará-la e estará pronta tão rapidamente que aposto que vai trocar o aplicativo de fast food por essa receita certeira!

Inspirada numa pizza que aprendi com a querida Dezza (maravilhosa @recantodaceliaca - sigam ela, gente!) e fui adaptando com o tempo até chegar nesta receita que já virou a oficial aqui de casa. A original leva apenas farinha e iogurte, mas gosto de adicionar o psyllium se desejo uma massa mais fininha. O psyllium é uma fibra vegetal bastante higroscópica, que aumenta de volume em contato com líquidos, se expande, e forma uma massa gelatinosa que ajuda a dar liga nas preparações sem glúten.

A estrela da semana é a 💚 Farinha Multiuso Sem Glúten Vitalin 💚, que experimentei recentemente e já conquistou meu coração! Ela é versátil porque substitui a farinha de trigo na mesma proporção e deixa tudo muito macio e estruturado, sem alterar o sabor. À base de amido (batata e/ou mandioca e/ou milho), farinha de arroz, farinha de aveia e espessante, possui o certificado internacional Gluten Free™ (GF). Sem glúten, mas com muito sabor, consciência e saúde.

Testada e aprovada! ✔️


Pizza Express 

INGREDIENTES

- 1 xícara de Farinha Multiuso Sem Glúten Vitalin
- 120 mL (1/2 xícara) de iogurte natural
- 1 colher (sopa) de psyllium
- 1/2 colher (chá) de sal

- 1/2 colher (sopa) de passata de tomate
- 2 colheres (sopa) de alho-poró picado
- ± 120 g de muçarela ralada
- fatias de pepperoni (a gosto)

MODO DE PREPARO

Pré-aqueça o forno à temperatura máxima (~290 ºC). Misture todos os ingredientes até obter uma massa bem homogênea e trabalhável (se necessário, polvilhe um pouco mais de farinha, até a massa soltar das mãos). Abra a massa sobre uma forma de pizza, espalhe a passata de tomate e asse por 5 minutos. Retire do forno, complete com o restante da cobertura (alho-poró, muçarela e pepperoni) e asse por mais 5 a 10 minutos, até que a muçarela esteja derretida e as bordinhas douradas. Mangia che te fa bene!


sábado, 30 de maio de 2020

Dia 30: Muleka de peixe

É isso mesmo que você leu. A muleka de peixe é uma espécie de "prima malandrinha" da tradicional moqueca de peixe. É malandra porque é muito fácil de fazer, requer só 3 ingredientes e fica muito parecida com uma moqueca de verdade!

Esse foi um dos primeiros pratos que aprendi (numa época em que eu só sabia fazer sobremesas). Não me lembro de onde tirei, mas é uma receita que consta nos primórdios do meu caderninho, onde está registrada com o nome original de "Merluza ao requeijão" - o qual nem de longe faz jus ao prato.

Toda vez que faço, aqui em casa ou na casa de amigos, me perguntam: hum... mas é uma moqueca?! Eu explico que não, conto o segredinho e é sempre muito surpreendente (mesmo pra mim!) saber que pode caber tanto sabor em apenas 3 ingredientes tão inusitados: requeijão, leite de côco e molho de tomate. 

Por mais estranha que pareça esta combinação, fica simplesmente fantástica. É claro que você pode sofisticar, mas juro que não precisa. Já testei alguns incrementos mas, sinceramente, só deu mais trabalho e tirou um pouco da magia da receita. Então vamos ao que interessa:

INGREDIENTES

- 300-400 g de filés de peixe branco, sem espinhas (sugestão: merluza ou tilápia)
- 1/2 xícara de requeijão
- 1/2 xícara de leite de côco
- 1/2 xícara de molho de tomates

MODO DE PREPARO

Bata o requeijão, o leite de côco e o molho de tomates no liquidificador. Passe um pouquinho desse molho no fundo de um refratário e distribua os filés de peixe. Cubra tudo com o restante do molho e leve ao forno na temperatura máxima (~290 ºC) por 40 minutos, ou até que a superfície esteja gratinada. Ao tirar do forno, cubra com coentro (pra quem é de 💚 coentro) ou cheiro verde (salsinha e cebolinha) e sirva com arroz ou batata palha e salada (minha pedida preferida).

Ah muleke!

terça-feira, 26 de maio de 2020

Dia 26: Palha italiana

Docinhos do amor... ou da discórdia?

Houve um período na minha infância (mais ou menos entre os 8 e 12 anos), em que palha italiana era meu doce preferido. Comi pela primeira vez na casa de uma amiga da escola. A mãe dela era quem fazia, e era a alegria das nossas tardes. Alguns dias, ela ainda inovava: trocava o tradicional biscoito Maria por Sucrilhos (era vanguardista, ela).

Logo aprendi a fazer. Eu embalava em papel alumínio e levava pro colégio. Em pouco tempo eu estava vendendo palha italiana pros colegas e professoras... Passou a valer mais do que barras de ouro lá em casa. Tinha que esconder dos meus irmãos gulosos e que lugar poderia ser melhor que dentro do meu piano? Abria o tampo e escondia no meio do mecanismo (genial, não?). Simulava mapas de caça ao tesouro, indicando esconderijos secretos falsos pra entretê-los enquanto procuravam minhas valiosas palhas italianas... Até que um dia descobriram meu segredo do piano! Passei então a fazer em dose tripla. E por um bom tempo, a tal da palha italiana foi rotina na nossa vida...

Quando a Schär lançou o biscoito Maria sem glúten, a primeira receita que eu quis reproduzir, depois de anos sem poder provar, foi a da palha italiana! Na verdade, é uma receita simples que não tem mistério algum. Mas me faz viajar no tempo e voltar a ser criança. Aproveito o momento para fazer um mea culpa: Irmãos, desculpem por ter escondido palha italiana de vocês! Esse deveria ser o docinho do amor, e nunca da discórdia!
❤️❤️❤️

INGREDIENTES

- 1 lata de leite condensado
- 3 colheres (sopa) de cacau em pó (se preferir, pode usar chocolate em pó ou achocolatado)
- 1 colher (sopa) de manteiga
- 1 a 2 pacotinhos de biscoito Maria (Schär)
- açúcar de confeiteiro para polvilhar

MODO DE PREPARO

Misture o leite condensado, o cacau e a manteiga em uma panela. Leve ao fogo baixo, mexendo sempre até começar a ver o fundo da panela (é quase como fazer um brigadeiro, mas eu gosto de tirar um pouquinho antes do ponto de brigadeiro, para ficar mais macia). Adicione os biscoitos quebrados e misture bem. Espalhe a palha italiana em uma travessa forrada com papel manteiga e alise para ficar plana. Espere esfriar e corte em quadradinhos. Passe no açúcar de confeiteiro e pronto!

Nas fotos desse post, eu fiz as palhas italianas em formato de coração e montei uma caixinha para dar pro meu amor no dia dos namorados

Uma bela demonstração de amor!

Outra opção é fazer a palha italiana em formato de torta! Para isso, duplique a receita. Pegue uma forma de fundo removível e unte com manteiga, apenas. Use os biscoitos inteiros, molhados em leite com baunilha. Vá fazendo camadas de biscoito > brigadeiro > biscoito > brigadeiro > biscoito > brigadeiro... Leve à geladeira para firmar (pelo menos 2 horas). Desenforme antes de servir e polvilhe açúcar por cima.

A palha italiana na versão torta!

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Dia 25: Waffle com cobertura de chocolate

Não tenho uma legenda pra descrever isso!

Waffle ("uáfol") em inglês ou Gaufre ("gôfre") em francês. De origem belga, esse tipo de massa - da mesma família dos crepes e das panquecas - se diferencia de suas "primas" pela quantidade de cada ingrediente na receita e no modo de preparo. Os waffles são assados numa prensa quente, que imprime aquelas típicas texturas quadriculadas, formando sulcos ideais para receber diferentes tipos de coberturas, doces ou salgadas.

Particularmente, gosto muito de tirar um waffle quentinho da máquina e passar uma camada generosa de manteiga, que derrete na hora e preenche todos os buraquinhos. Me sinto uma verdadeira protagonista de propaganda de margarina (mas bem melhor, porque é manteiga, né!?). Outras ideias deliciosas de cobertura são: mel, geleia, iogurte, sorvete, frutas (morango, banana, mirtilos), calda de caramelo, de chocolate, doce de leite, manteiga de amendoim... ou mesmo a combinação de mais de uma dessas opções. Seja com que cobertura for, um waffle no café da manhã ou no lanche da tarde é felicidade certa!

Desde que começaram a surgir mais opções de marcas de máquinas de waffle, fiquei de olho numa promoção pra comprar a minha. E foi um dos investimentos recentes de melhor custo-benefício aqui em casa. Quando dá vontade de comer um waffle, preparo a massa rapidinho e em menos de 5 minutos já estamos com a mesa farta, protagonizando a "propaganda de margarina"! Caso você (ainda) não tenha sua máquina de waffles, mas ficou aí morrendo de vontade, recomendo que faça estas maravilhosas panquecas gordinhas de iogurte que você pode preparar na frigideira mesmo, e não deixam a desejar!

Mas vamos à receita dos waffles! Incrivelmente, foi a primeira receita que testei e deu tão certo, que nunca mais ousei experimentar nenhuma outra por aí. Quem desenvolveu e compartilhou a receita original foi a fofíssima e maravilhosa Sílvia Espeschit (Minha Vida Sem Glúten - sigam ela, gente). E podem confiar porque fica com o sabor de um verdadeiro waffle maravilhoso - você nem vai acreditar que é sem glúten!

INGREDIENTES

- 2 xícaras de mix de farinhas sem glúten (gosto mais da Farinha Multiuso Schär, mas já fiz também com a FSG Aminna e com o Mixture Amafil - se for usar esse, use apenas 1 e 1/2 xícara)
- 2 xícaras de leite
- 3 ovos
- 3 colheres (sopa) de manteiga, em temperatura ambiente
- 1 colher (chá) de sal
- 2 colheres (sopa) de açúcar
- 3 colheres (chá) de fermento em pó

MODO DE PREPARO

A Sílvia recomenda que antes de começar a receita, você ligue sua máquina de waffle para ela já ir aquecendo. A minha esquenta muito rápido, então só ligo quando a massa está pronta (vai depender do funcionamento da sua). Bata tudo na batedeira (eu uso o liquidificador, mas tem que ser bem potente, viu?) e vá despejando a quantidade adequada à sua máquina de waffle.⁣

DICAS:

1. Coma fresquinho e bem quentinho! Ele fica super crocante por fora e macio por dentro! Se você demorar a comer (du-vi-do!) pode colocar de volta na máquina e deixar lá por um tempinho que ele volta a ficar crocante como novo!

2. Geralmente, fazendo uma receita inteira, nós comemos waffles até ficarmos beeeem satisfeitos, e ainda assim sobra muita massa (dá pra mais umas duas vezes!). Você pode guardar a massa pronta na geladeira, em um recipiente fechado. Dura uns 3-4 dias, tranquilo.

3. Nesse aí da foto, eu resolvi inovar e incluí para bater, junto da massa no liquidificador, uma cenoura pequena, em rodelas. Ele ficou com gostinho de bolo de cenoura, e bem amarelinho por dentro. Nesse caso, nada mais justo que uma bela cobertura de chocolate, né???

Se é possível melhorar o que já é perfeito, é combinando cenoura e chocolate!

Cobertura de chocolate (ganache fácil, deliciosa e sem leite!)

INGREDIENTES

- uma medida de chocolate meio amargo, picado
- a mesma medida de leite de côco

MODO DE PREPARO

Derreta o chocolate no microondas. (Se você nunca derreteu chocolate no microondas, precisa saber que deve fazer isso aos poucos, para não queimá-lo. Coloque por 30 seg. Retire e misture. Mais 30 seg. Retire e misture, até que vire um creme bem liso. Geralmente, 1 min já é o suficiente.) Misture o leite de côco e está pronto. Você pode dosar a quantidade de leite de côco, dependendo da consistência que preferir. Maravilha!

Cubra seu waffle com essa ganache e seja MUITO feliz.

Felicidade em forma de waffle!

sábado, 23 de maio de 2020

Dia 23: Sopa de cenoura

Sopa de cenoura, seja quente ou seja fria.

Essa sopa de cenoura é um coringa para servir de entrada, ou até mesmo para substituir um jantar.

Bateu um friozinho gostoso de inverno?
>> Sopa de cenoura!

Noites quentes de verão?
>> Sopa de cenoura!

Ela é pau pra toda obra. Seja quente ou seja fria, vai te satisfazer. O segredo para transformar uma reles sopinha numa sopa inesquecível está no gengibre. Uma das poucas especiarias que é capaz de conferir, ao mesmo tempo, sensação de calor e frescor. Pra completar a felicidade de uma refeição gostosa, ela é também muito simples de preparar. Receita que aprendi com minha amiga Helena, que compartilha comigo o amor pelas sopinhas 💛

INGREDIENTES

- 2 cenouras grandes, em pedaços
- 1 batata inglesa grande, em pedaços
- 1 cebola média, em pedaços
- 1 litro de água
- 1 tablete de caldo Knorr, sabor galinha
- 1 lasca grossa de gengibre fresco

MODO DE PREPARO

Coloque todos os ingredientes (exceto o gengibre) juntos numa panela. Deixe ferver, e cozinhe até que esteja tudo bem macio. Espere esfriar e bata tudo no liquidificador, junto com o gengibre. Sirva quente ou fria, dependendo do seu humor!

terça-feira, 19 de maio de 2020

Dia 19: Tortillas Tex-Mex


Mais um desejo realizado: tortillas!
(na foto, com abacate e chilli beans)

Guacamole, chilli beans, pico de gallo, sour cream, nachos, tacos, burritos, quesadillas y tortillas! O universo Tex-Mex - fusão da cozinha texana e mexicana - me encanta! Sempre me contentei (e com muito gosto) em comer apenas os tacos e nachos, feitos à base de milho. Os burritos e quesadillas sempre ficaram de escanteio porque as tortillas à base de trigo eram proibidas... até que descobri essa receita maravilhosa, que mudou minha vida!

Me inspirei numa receita que vi no site da Ana, Vegan&Colors, e adaptei para as farinhas que eu tinha em casa. O resultado foi um tortilla perfeita de farinha branca, que substitui totalmente a de trigo. De quebra, descobri um novo ingrediente que ainda não havia experimentado: o psyllium. O psyllium é uma fibra vegetal extraída da casca e da semente de uma espécie arbustiva (Plantago ovata). Por ser higroscópico, ele absorve água e aumenta muito de volume em contato com líquidos, se expande e forma uma massa gelatinosa que ajuda a dar liga nas preparações sem glúten.


INGREDIENTES

- ½ xícara de mix de farinhas sem glúten (usei partes iguais de: farinha de arroz + farinha de grão de bico + polvilho doce)
- 2 colheres (sopa) de psyllium
- 1 colher (sopa) de azeite
- 1 colher (chá) de sal
- 1 xícara (240 mL) de água quente (q.s)

MODO DE PREPARO

- Misture bem as farinhas, o psyllium e o sal. Adicione o azeite e misture bem. Coloque a água aos pouquinhos (1 colher por vez, misturando bem a cada adição). Muito provavelmente você não precisará utilizar toda a água (isso depende da capacidade de absorção das farinhas que estiver utilizando). Pare de adicionar água quando chegar num ponto em que consiga trabalhar a massa (ela ficará bem maleável e elástica). A massa está pronta. Divida-a em 3 bolinhas iguais.

- Para fazer os discos, você precisará de: um rolo de abrir massas (se você não tiver, pode usar uma garrafa); plástico filme ou outro plástico transparente, liso e firme (eu uso um saquinho tipo zip-loc aberto nas laterais); e uma tampa de panela pequena ou prato pequeno.

- Centralize uma bolinha de massa sobre a metade do plástico e cubra com a outra metade do plástico. Passe o rolo sobre o plástico, abrindo a massa. Pode abrir bastante, a massa é capaz de ficar bem fininha sem se romper. Se precisar, complete as falhas nas bordas com pedacinhos da massa. Ao final, pressione a tampa da panela ou um prato por cima da massa aberta, para cortar em formato de discos. Não despreze as bordinhas que sobrarem. Junte todas as sobras no final e abra mais um disco.

- Frite os discos um a um, em uma frigideira antiaderente bem quente. Não precisa utilizar óleo nem nada, apenas coloque um disco e, quando começar a se soltar do fundo da frigideira, vire do outro lado. Doure bem os dois lados, até a tortilla ficar tostadinha, mas ainda maleável. Obs.: Se você desejar uma tortilla mais crocante, basta fritá-la mais lentamente no fogo baixo, mantendo-a por mais tempo na frigideira. Ela dá uma secadinha e fica mais durinha e crocante.


Perfeitas, não? Agora é só preparar seu burrito ou quesadilla!

Dica: você também pode utilizar a mesma receita para fazer tortillas de milho! Basta trocar a farinha sem glúten por fubá. Mantenha todas as quantidades da receita original, exceto a água. Dessa vez, você usará no máximo ½ xícara de água. Proceda da mesma maneira para preparar as tortillas de milho. Opcionalmente, você pode abrir a massa deixando-a um pouco mais espessa e cortá-la em formato de tortillas para nachos (foto abaixo). Fica muito bom!!!!!

Tortillas de milho para nachos!


segunda-feira, 18 de maio de 2020

Dia 18: Macarrão ao molho de espinafre

Quem me conhece bem, sabe que adoro um desafio na cozinha. Mostre-me uma receita de muitas etapas, que requer o uso de diferentes técnicas e cheia de detalhes, que já fico com vontade de fazer! Mas cá pra nós, a esta altura da quarentena, estou adorando recordar essas receitas mais simples, que levam poucos ingredientes e que com uma panela e alguns minutos você pode se sentar e comer uma refeição deliciosa! Uma grande parte dessas receitas, criei em momentos de poucos recursos, quando ainda estava me iniciando na cozinha. Eu abria a geladeira ou a despensa, via o que tinha e pensava como poderia combinar aquilo tudo de uma forma rápida e prática. O que dava certo, eu anotava para repetir numa próxima vez. Esta receita surgiu assim. É tão boba... mas perdi as contas de quantas vezes já salvou minha pele num almoço rápido que precisava sair! Você precisará apenas do macarrão cozido e de uma frigideira para preparar o molho.


Molho de espinafre

INGREDIENTES

- 2 dentes de alho
- 1/2 colher (sopa) de azeite
- 1 maço de espinafre desfolhado
- 1 caixinha de creme de leite
- 50 g de queijo parmesão ralado de boa qualidade (sugestão: 1 pacotinho Faixa Azul)

MODO DE PREPARO

Refogue o alho no azeite e quando estiver bem fritinho, entre com as folhas de espinafre (pode deixá-las inteiras mesmo, fica mais saboroso). Quando o espinafre estiver bem refogado, adicione o creme de leite e mexa bem. Por fim, misture o queijo ralado, até que fique tudo bem incorporado. Dica: use um bom queijo ralado (por mais simples que seja a receita, não se faz boa comida com ingredientes meia-boca). Misture o molho ao macarrão e está pronta uma deliciosa refeição! Simples assim.

Simplesmente delicioso!

domingo, 17 de maio de 2020

Dia 17: Picanha com batatas bravas na airfyer

A airfryer pode ser de grande valia se você souber utilizá-la a seu favor. Além de agilizar o processo em comparação com o que você assa no forno, ela ainda pode dar um resultado impressionantemente sequinho e crocante para "frituras" (usando nada ou um mínimo de azeite). Tenho usado muito em minha cozinha, e a cada receita nova que testo, deixo de usar o forno, ou incorporo uma nova opção de prato ao nosso cardápio - já que fritura não é uma opção aqui em casa, não só porque não compro óleo, mas também por causa da sujeira e do cheiro que deixa em todo canto. Com a airfryer tudo pode ser mais limpo, saudável e, acredite, gostoso.

Depois que começamos a fazer estas batatas e picanha na airfryer, nem cogitamos mais usar outro método. As batatas ficam bem douradas, macias por dentro e super crocantes e sequinhas por fora. Juro que são melhores que fritas! E a picanha não perde em nada pra um churrasco preparado na churrasqueira: suculenta, no ponto certo, com aquela crostinha por fora, e a gordura tostada na medida. A satisfação da refeição é completa quando, no fim, você tem apenas uma peça pra lavar (o cesto da airfryer) e sua casa estará limpinha e cheirosa como se nada tivesse acontecido. Qualidade de vida, mores. Então vamos às receitas do dia:


Batatas bravas na airfryer:

INGREDIENTES

- 2 batatas grandes, lavadas, com casca.
- 1 fio de azeite
- 1/2 colher (chá) de páprica picante (é por isso que são bravas - mas se não gostar, pode usar a doce ou a defumada)
- 1/2 colher (chá) de alho e cebola em pó
- sal a gosto

MODO DE PREPARO

Corte as batatas no sentido do comprimento, em pedaços rústicos, e deixe de molho numa bacia com água por 30 min. Retire do molho, seque as batatas e tempere com o sal, a páprica, o alho e a cebola em pó. Regue com um fiozinho de azeite (é só o suficiente para emulsificar os temperos). Espalhe bem nas batatas e coloque-as no cesto da airfryer pré-aquecida por 5 min, a 200 °C. Deixe assar por 30 min, à mesma temperatura. No meio do tempo, abra o cesto e dê uma "chacoalhada" nas batatas. Fica ótimo!!! Obs.: Tenho uma airfryer de cesto pequeno (2,4 L) que me atende super bem, porém, não consigo colocar mais de duas batatas por vez. Se você tem uma maior, pode aumentar a receita. Mas as batatas não devem nunca ficar muito amontoadas, ou ficarão com aspecto de cozidas, e não de fritas.


Churrasco de picanha na airfryer:

INGREDIENTES

- 1 fatia larga de picanha (escolha uma peça de boa qualidade)
- sal a gosto
- chimichurri para pincelar (opcional)

MODO DE PREPARO

Eu geralmente compro uma peça de picanha e já corto nos pedaços do tamanho que vou fazer depois (umas fatias compridas de 2 a 3 dedos mais ou menos de espessura). O que você não for usar na hora, já pode congelar em pacotes individuais. Na hora que quiser preparar, é só tirar do freezer com uma certa antecedência. Para preparar, eu pré-aqueço a airfryer por 5 min, a 200°C. Coloco a peça sem temperar nem nada por 2 min (é tempo suficiente para selar e mantê-la suculenta). Aí tiro, tempero com sal de granulometria média (entre grosso e fino, regulo no moedor). Volto pra airfryer, à mesma temperatura, e deixo por mais 10 min (você pode deixar até 15 min - vai do gosto do freguês - mas eu gosto mal passada, sangrando mesmo). No final, dou um toque especial, mas é opcional: nos últimos 2 min de cozimento, pincelo a picanha com molho chimichurri e volto pra airfryer. Fica mara!!! Obs.: Para preparar o molho, misturo 1 parte do tempero desidratado com 1 parte de vinagre e 2 partes de azeite.

Acredita que foi tudo feito na airfryer?

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Dia 15: Pão de queijo infalível


Amor à primeira mordida

Pão de queijo... pra quem é mineiro, pão de queijo é item indispensável na alimentação do dia-a-dia. Tá na nossa mesa como o pão francês no café da manhã, como o arroz com feijão no almoço, ou como o cafezinho no lanche da tarde!

Pra quem é mineiro e celíaco (como é meu caso), o pão de queijo vira um aliado! Talvez seja o mais versátil dos lanches: naturalmente sem glúten, vai bem com recheio (que pode ser doce ou salgado), faz as vezes de almoço se for bem caprichado, e a qualquer hora do dia é um quebra-galho se bater uma fominha fora de casa. Pode-se dizer que, para um celíaco, é uma sorte grande nascer em Minas - aqui é a terra real oficial do pão de queijo!

Uma das minhas frustrações, como boa mineira que sou, sempre foi a de não ter uma receita de pão de queijo de família, daquelas que você herda de uma avó, ou de uma tia, fica perpetuando por aí e enche a boca pra dizer: "minha receita de família". Em toda casa mineira que se preze, existe essa tal receita de pão de queijo! Geralmente vem com segredinhos e mistérios... As medidas usadas frequentemente são difíceis de reproduzir: uma "caneca" específica que só tem naquela casa, um "prato" ou até uma "mão" (?!). Pois é.

Até que, enfim, achei minha receita de família! Não chegou de forma hereditária, é fato. Mas adotei, e agora é minha, e da minha família também. Leo Paixão foi quem ensinou, aprendi direitinho, e agora ensino aqui pra vocês. "Prestenção" que receita mais fácil que esta você não verá! Leva só 3 ingredientes e - o melhor - é infalível:

INGREDIENTES

- 1 caixinha de creme de leite UHT (não serve fresco ou em lata)
- a mesma medida de polvilho azedo (não serve polvilho doce)
- a mesma medida de queijo ralado grosso (aqui serve qualquer um - parmesão, minas padrão, gruyère ou até muçarela - mas se quiser um pão de queijo mineiro pra valer, use um queijo minas artesanal meia cura) Dica: confira aqui uma ótima matéria sobre o melhor queijo para pão de queijo.
- 1/2 colher (café) de sal (é opcional, mas acho que faz toda a diferença)

MODO DE PREPARO

Misture tudo muito bem, com cuidado para não quebrar muito o queijo. Use duas colheres para moldar os pãezinhos. A massa estará muito mole e pegajosa para fazer bolinhas, mas esta técnica funciona perfeitamente (não tem problema se ficarem em formatos irregulares, depois de assados ficam lindos). Coloque em uma assadeira muito bem untada com óleo e polvilho ou - melhor ainda! - use um tapetinho de assar de silicone (sério, eu comprei um e foi uma das minhas melhores aquisições nos últimos tempos, vale a pena demais!). Asse em forno pré-aquecido a 230 ºC, por 30 min, aproximadamente. Eles estarão douradinhos e cheirosos!

Observação: Essa receita rende cerca de 16 pães de queijo tamanho tradicional (é o meio termo, entre o coquetel e o lanche). Se não quiser assar tudo de uma vez, você pode guardar metade da receita em um recipiente fechado na geladeira e assar o restante no dia seguinte. A massa estará mais consistente e você conseguirá até fazer as bolinhas. Fica bom como o fresquinho preparado na hora.

Updating: eu já havia finalizado esta postagem quando decidi experimentar isso, apenas façam: se tiver guardado parte da massa para o dia seguinte, quando fizer as bolinhas, recheie-as com um cubinho de queijo (usei minas padrão). O que já era bom, fica bom demais da conta...

Queijinho derretendo por dentro

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Dia 11: Suflês de amora com baunilha

Essa foi uma das primeiras receitas que me arrisquei a fazer quando decidi me aventurar no mundo da confeitaria, pós diagnóstico. Encontrei o livro “Receitas especiais sem glúten, sem trigo ou laticínios”, da autora Grace Cheetham (originalmente publicado em inglês e traduzido e publicado no Brasil pela Publifolha), numa época em que glúten era uma palavra ainda desconhecida nas livrarias.

Como todo livro traduzido, uma das grandes dificuldades é encontrar alguns ingredientes que não temos disponíveis por aqui. Por isso, apesar de ser um livro maravilhoso, essa receita foi uma das únicas que fui capaz de reproduzir por muito tempo, até me arriscar a fazer substituições, como hoje já consigo fazer de olhos fechados.

Esse suflês ficam lindíssimos e super deliciosos, crescem que é uma beleza, e a sensação é de estar comendo nuvens coloridas sabor azedinho-doce! Mas como todo suflê, devem ser comidos imediatamente após sair do forno, portanto prepare-se para essa difícil tarefa, ou chame a família pra te ajudar a comer: não dá pra guardar pra depois! Essa receita rende 4 ramequins de capacidade 250 mL, aproximadamente:

Bater 4 claras em neve com 3 colheres (sopa) de açúcar e reservar. Numa panela, colocar 1 xícara de amoras (frescas ou congeladas) com mais 2 colheres (sopa) de açúcar e cozinhar por uns 5 minutinhos, só até ficarem macias. Colocar 2-3 gotas de extrato de baunilha. Coar e misturar ao caldo 1 colher (chá) de maisena dissolvida em 1 colher (sopa) de água. Juntar 1/3 das claras em neve ao caldo de amoras e bater para incorporar bem. Depois é só misturar o restante das claras com cuidado, até agregar tudo. Colocar em forminhas untadas com manteiga e assar em forno médio por 5-12 minutos, até dourar levemente e crescer bem.

Coisa mais linda!

domingo, 10 de maio de 2020

Dia 10: Penne ao pesto de rúcula e agrião com camarões

Eu já postei uma receita de molho pesto aqui (delicioso, por sinal), mas esse é diferente, porque a base é rúcula + agrião, ao invés de manjericão. Achei mais fácil de preparar porque não tem que desfolhar trocentas folhinhas de manjericão, uma a uma. Pode usar a rúcula e o agrião inteiros, com cabinhos e tudo. Além disso, tem um sabor muito especial. Achei que pudesse ficar amargo ou muito picante, mas a combinação com os demais ingredientes balanceou o sabor e ficou muito gostoso. Me pergunto porque não havia testado antes! Acho que a partir de agora, vou adotar como minha receita oficial de pesto. A inspiração veio da receita da Bela Gil. Mas troquei tanta coisa para adaptar ao que eu tinha em casa e dar meus toques pessoais, que acho que posso dizer que é uma nova receita:

Pesto de rúcula e agrião

INGREDIENTES

- 1/2 maço de rúcula
- 1/2 maço de agrião
- 1 xíc. de outras folhinhas que você tiver (usei espinafre + salsinha + manjericão)
- 1 xícara de castanha-de-caju torradas (deveriam ser nozes, mas troquei e gostei)
- 1/2 xícara de queijo parmesão ralado fino (não levava na original, mas pesto né, tem que ter!)
- ½ dente de alho
- gotinhas de limão (usei galego)
- 4 colheres de sopa de azeite
- 1 colher de chá de sal
- ½ xícara de água

MODO DE PREPARO

Observação: você precisa encher o copo do liquidificador de folhas. Eu usei rúcula e agrião - que são parecidos pelo sabor picante - como base, e completei com outras folhinhas que eu tinha em casa (use o que tiver). Bata todos os ingredientes no liquidificador, exceto a castanha e o queijo. Depois que estiver tudo bem triturado e misturado, entre com as castanhas e use a função "pulsar" do liquidificador, só para dar uma quebrada nas castanhas, mas mantendo pedacinhos, que vão dar a crocância ao molho. Retire do copo do liquidificador e misture o queijo ralado manualmente. O molho está pronto e rende 4 porções.


Cozinhe o penne até ficar al dente e misture ao molho. Para completar, prepare estes camarões muito especiais. Costumo sempre ter no freezer pacotes de camarão sem cabeça, cozido e congelado. É muito prático, pois dá pra tirar na hora e utilizar da forma que quiser. Prefiro os que vêm com casca, pois assim os camarões absorvem muito mais o sabor dos temperos.

Camarões ao limão

INGREDIENTES

- 100 g (± 20 unidades) de camarão sem cabeça, cozido e congelado
- 1 fio de azeite, para refogar
- 1 pitada de sal
- 1 colher (café) de páprica doce
- 1 colher (café) de alho e cebola em pó
- 1 limão espremido (usei galego)

MODO DE PREPARO

Frite os camarões no azeite e tempere com sal, páprica, alho e cebola. Misture bem. Depois que estiverem bem douradinhos, esprema o limão ainda na frigideira, e deixe absorver bem todos os sabores.


Para servir, monte o prato com o penne misturado ao pesto, os camarões por cima e alguns tomatinhos cereja. Fica perfeito!

Uma combinação que não tem erro

Updating: Fiz novamente o pesto e finalizei o prato numa versão com presunto cru no lugar dos camarões. Pra completar, um fiozinho de aceto balsâmico. Delícia!

Outra opção para finalizar: presunto cru

sábado, 9 de maio de 2020

Dia 09: Filé mignon suíno com maçãs e cerveja

Essa é inspirada numa receita de Julian. Fizemos algumas adaptações da original (que em breve aparecerá por aqui também) e confesso que ficou tão boa, que está concorrendo ao prêmio receita revelação do ano aqui em casa. Gosto de receitas desse tipo: coloque tudo numa assadeira e "esqueça" no forno por duas horas... é tempo suficiente pra fazer tanta coisa... e a preparação dá pouquíssimo trabalho, porque usamos quase tudo com casca.

O filé mignon de porco é uma ótima alternativa ao de boi, pois é uma carne que sai muito mais em conta e faz pratos tão nobres quanto os que você faria com o bovino. Inclusive já substituí em vários clássicos, como no strogonoff (outra receita que logo logo vai pintar por aqui). Se quiser, no lugar de filé mignon, pode usar também paleta, pernil ou lombo. Suíno.

Os acompanhamentos do filé mignon nesse prato, embora sejam elementos simples e fáceis de encontrar, foram cuidadosamente pensados e, modéstia à parte, acho que fizemos ótimas escolhas para a harmonização dos sabores!

INGREDIENTES

- 1 peça de filé mignon suíno temperado (tempero a gosto)
- ± 20 batatas bolinhas, inteiras e com casca
- 1 cebola, sem casca, cortada em gomos
- 2 maçãs fuji, com casca, cortadas em gomos
- 1 cabeça de alho inteira, cortada ao meio (veja a foto)
- 1 limão em fatias fininhas (usei galego)
- 1 pitada de canela em pó
- alecrim a gosto
- 1/2 garrafa de cerveja sem glúten (usei Krug 20)

MODO DE PREPARO

Dispor todos os ingredientes numa assadeira: primeiro o lombo no meio, rodeado pelas batatinhas. Por cima, dispor os gomos de cebola e de maçã, intercalados. Encaixar as metades do alho e as fatias de limão nos espaços vazios. Salpicar um pouquinho de canela sobre as maçãs e distribuir o alecrim. Por fim, regar tudo com a cerveja. O líquido deve alcançar pelo menos até a metade da assadeira. Cobrir a assadeira com papel alumínio, fechando bem todos os lados e levar ao forno pré-aquecido a 200 ºC por 1 hora. Decorrido esse tempo, retirar o papel alumínio e deixar por mais 1 hora (eventualmente, é bom pegar uma colher e dar uma regada com o líquido do fundo). Nos últimos 15-30 min, aumentar a temperatura para o nível máximo, até dourar.

Disponha tudo na assadeira e esqueça no forno!

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Dia 08: Salmão oriental


Também poderia se chamar "salmão ensolarado"

A primeira vez que comi esse prato eu deveria ter uns 12 ou 13 anos. Foi amor à primeira garfada! Minha mãe fazia a versão original (com glúten), além de muitas outras receitas deste livro histórico da nossa infância (nós o chamávamos de "O Livro das Bagas Azuis"). Era um livro bem pomposo, enorme - 802 páginas! - e com fotos maravilhosas, que nos faziam sonhar com todas aquelas receitas deliciosas. Não à toa, o verdadeiro nome do livro era "Cozinha Simplesmente Deliciosa - vol. 2" (autor: Chef Ron Kalenuik, famoso "Chef K", 1994), mas que de simples não tinha nada. Geralmente eram receitas complexas, com muitos passos, e ingredientes raros. Era frequente encontrarmos receitas que utilizavam as célebres bagas azuis, que depois viemos a descobrir que eram a tradução de blueberries (mirtilos), motivo pelo qual o apelidamos carinhosamente.

Só depois de muitos anos do meu disgnóstico, resolvi resgatar esse livro de receitas e tentar refazer algumas das receitas na versão sem glúten. E para minha surpresa, a receita do nostálgico salmão oriental era facílima de adaptar e incrivelmente simples de fazer. A receita leva apenas 4 ingredientes (dos quais um era farinha de trigo, que precisei substituir) e o resultado é surpreendente. E para não desonrar a genialidade do Chef K nessa receita fantástica, eu dei uma adaptada também na cobertura do prato, que originalmente levava farinha de rosca e eu troquei por farinha de mandioca.

INGREDIENTES

- 1 filé de salmão de aproximadamente 400 g
- 1 copo de iogurte natural
- 1 colher (sopa) de curry em pó
- 2 colheres (chá) de farinha sem glúten (para engrossar o molho, portanto qualquer uma serve: você pode usar um mix sem glúten ou somente farinha de arroz - eu uso a farinha multiuso Schär)
- 1 colher (sopa) de farinha de mandioca (ou farinha de pão sem glúten)

MODO DE PREPARO

- Coloque o salmão numa forma pequena (eu uso um pyrex redondo para suflê de 15 cm de diâmetro, bem pequenininha mesmo, para que o salmão fique imerso no molho).
- Num bowl, misture o iogurte, o curry e a farinha sem glúten. Espalhe sobre o salmão, deixando-o coberto por este molho espesso por todos os lados, inclusive no fundo.
- Polvilhe a farinha de mandioca na superfície (embora isto não esteja na receita original, eu gosto de dar uma "fritadinha" prévia na farinha de mandioca com manteiga, isso vai te tomar apenas 2 min a mais, e acho que o resultado fica melhor ainda desse jeito).
- Asse em forno pré aquecido "pelando", na temperatura máxima (no meu forno é 290 ºC) por exatamente 15 minutos. Esse é o tempo ideal para que o salmão mantenha a sua linda cor e toda a sua suculência.

Perfeição!

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Dia 07: Bolo de banana sem açúcar


Um bolo perfeito, não?

Quer uma receita fácil de bolo de banana e com poucos ingredientes? Essa é infalível e ainda tem a vantagem de não levar açúcar. Basta bater 2 ovos com fouet e incorporar 4 bananas (bem maduras) amassadas, 1 xícara de aveia em flocos finos, 1 colher (sopa) de fermento em pó e canela a gosto. Untar uma forma pequena com manteiga e assar em forno médio por 30 min ou até dourar. Prontinho!

Observação: De fato não precisa do açúcar, mas eu acho que uma colher de mel dá um brilho inigualável ao sabor da banana nesse bolo, por isso opto por adicionar.

Dica: Coma quentinho. Se já estiver frio, você pode distribuir pedacinhos de chocolate meio amargo por cima das fatias e aquecer no forno de microondas por 20 seg (tempo suficiente pra derreter o chocolate e liberar todo o aroma do bolo recém saído do forno). Hummmm.....

Banana com chocolate, como não amar?

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Dia 04: Macarrão de beterraba

Não é a primeira vez que faço este prato. Já devo ter, umas duas ou três vezes, usado beterrabas pra fazer um molho vermelho para macarrão (na falta de tomates, a gente se vira com o que tem!). Desde a primeira vez, notei a cor deslumbrante que a beterraba é capaz de dar à massa. Duvido que você já tenha visto um colorido tão bonito assim em um prato de macarrão! E é tão simples, só preparar o molho e misturar à massa. Parece até magia!

A preparação do molho também é simples e requer poucos ingredientes. Antes de tudo, faço um branqueamento, que consiste, basicamente, num rápido pré-cozimento, no vapor ou por imersão em água fervente, geralmente por uns 2-5 min, seguido de um choque térmico com água gelada (se você nunca fez, não se preocupe, pode encontrar instruções facilmente na internet). No caso das beterrabas, eu gosto de cozinhar no vapor cubinhos de aproximadamente 2 cm, até que seja possível enfiar um garfo, porém com bastante resistência (isso pode levar até 8 min). Após o choque térmico, seco bem e coloco em saquinhos tipo zip-lock. Assim você pode guardá-los no freezer por até 6 meses. O mesmo pode ser feito com abóbora, cenoura, baroa, brócolis, etc. (consulte o tempo apropriado para cada legume), o que torna a vida na cozinha muito mais prática. Na hora de preparar qualquer prato, basta retirar os legumes e finalizar o cozimento na receita que você quiser.

Uma vez que você tenha as beterrabas pré-cozidas, já pode iniciar a preparação do molho. Há muitas variações de opções para a preparação do molho, mas a receita que compartilho aqui é a mais prática que já fiz, inspirada na Nadyia Hussain (recomendo fortemente que assistam seu programa "Time to Eat", disponível na Netflix, ou que visitem sua página no site da BBC - Food).

INGREDIENTES

- 2 beterrabas pré-cozidas
- 2 dentes de alho
- 1 pimenta dedo de moça, sem sementes (se achar forte, use pimenta biquinho ou pimenta de cheiro, mas coloque pimenta!)
- 3 colheres (sopa) de azeite
- 1/2 colher (chá) de sal

MODO DE PREPARO

Bata tudo no liquidificador. Só isso mesmo. Sério, acabou.

Esse molho serve para 4 porções de macarrão. Com o molho pronto, misture à massa cozida e drenada, na própria panela. Mexa bem e como num passe de mágica, você verá a massa absorver toda a cor e o sabor da beterraba!

PARA FINALIZAR

Se quiser dar um toque especial e sofisticado ao seu prato (o que recomendo fortemente, pois faz toda a diferença e complementa os sabores dessa preparação), misture num bowl: queijo cottage, limão espremido, cebolinha picadinha e tempere com sal. Na hora de servir o prato, coloque uma boa colherada dessa mistura sobre o macarrão de beterraba. Além de lindo, o contraste do azedinho com o doce-picante fica delicioso!

Surpreenda-se comigo!


sábado, 2 de maio de 2020

Dia 02: Bolo de chocolate sem farinha

Hoje vamos de bolo de chocolate, numa receita especial que não leva nenhum tipo de farinha, mas que é sucesso certo! Ninguém diz que esse bolo é sem glúten. Fica bem fofinho e molhadinho. Se você colocar um recheio e cobertura então... vai acabar rapidinho!

Essa é uma receita de família da minha amiga Helena, que desde os tempos da faculdade, bem antes mesmo de eu descobrir a DC, já fazia esse bolo pra gente comer nas tardes de gordice, filmes e trabalhos de grupo na casa dela. E o melhor é que é super simples e fácil de fazer! Segue a receita do bolo da Helena:

Bolo de Chocolate

INGREDIENTES

- 6 ovos inteiros;
- 6 colheres (sopa) de chocolate em pó;
- 8 colheres (sopa) de açúcar;
- 2 colheres (sopa) de manteiga;
- 1 colher (sopa) de fermento em pó;
- 100 g de côco ralado.

MODO DE PREPARO

Bata tudo no liquidificador, exceto o côco ralado. Desligue, junte o côco e bata novamente. Despeje em forma de furo central ou plana (caso queira rechear) untada com manteiga e chocolate em pó e leve ao forno por 30 min.

Creme de coco (serve de cobertura ou recheio)

INGREDIENTES

- 1 lata de leite condensado;
- 4 gemas;
- 1 lata de leite;
- 1 vidro de leite de coco pequeno;
- 1 colher de chá de essência de baunilha;
- 100 g de côco ralado.

MODO DE PREPARO

Misture tudo e leve ao fogo em banho-maria, mexendo sempre, até obter consistência. Espere esfriar antes de cobrir ou rechear o bolo.

Opcionalmente, você pode também usar uma cobertura de ganache de chocolate. Olha que loucura tudo isso junto:

Eu sei que eu sou... bonito e gostoso!


sexta-feira, 1 de maio de 2020

Dia 01: Hamburger

Hamburger é uma das maiores saudades de quase todo celíaco. Ainda é difícil achar hamburgerias aptas para nós, mas nos supermercados já é possível encontrar pães sem glúten que, se bem preparados, não deixam nada a desejar em relação aos originais. Você pode então fazê-lo em casa, mas com aquele gostinho de fast food! A seguir, o passo a passo do hamburger que me faz esquecer da vida antes da DC, aprovado inclusive por não celíacos:

Sobre o pão: é importante saber que, seja qual for o pão que você decidir utilizar, terá que prepará-lo antes de montar seu burger. Há no mercado duas marcas [Jasmine (pão de hamburger tradicional e australiano) e Schär (pão de hamburger tradicional)] que já testei e aprovei, desde que preparados conforme esta explicação. Em algumas cidades, há também os pequenos produtores e padarias sem glúten que fazem versões artesanais. Você pode usar este mesmo método para os pães artesanais também.
Como fazer:
1º. Parta seu pão no meio;
2º. Aqueça no microondas por 15 a 30 seg (vai deixá-lo mais macio);
3º. Pra finalizar, doure as faces internas do pão numa frigideira com azeite, até ficarem bem douradinhas;
4º. Reserve. Seu pão já está pronto para usar na montagem!

Sobre a carne: Já que estamos fazendo hamburger em casa, nada melhor que preparar seu próprio bife caseiro, não é mesmo? A receita do bife é muito fácil.
Como fazer:
1º. Para cada bife você vai precisar de 200 g de carne moída gelada (patinho é uma boa escolha, precisamos que haja um pouco de gordura na carne, ou o bife pode se desfazer quando fritar);
2º. Quanto aos temperos, sou da opinião que, aqui, menos é mais, então gosto de usar apenas sal e pimenta do reino moída na hora [às vezes também coloco uma misturinha que faço em casa, que consiste em alho e cebola em pó (compro os temperos desidratados e trituro juntos no liquidificador)... não costumo colocar nada além disso, mas como o tempero da carne é a gosto do freguês, você pode adicionar páprica em pó, cominho, salsinha desidratada... sempre temperos secos, ok?];
3º. Misture tudo muito bem com a carne, coloque a mão na massa;
4º. Molde os bifes, lembrando que durante a fritura irão diminuir no diâmetro e aumentar na altura, portanto, faça bifes maiores que seu pão e não muito altos, ou ficarão crus por dentro;
5º. Use a mesma frigideira do pão, com um pouquinho de azeite no fundo, para fritar os bifes em fogo alto [alternativamente, você pode usar a airfryer, nesse caso pincele os bifes com azeite antes de colocar para assar, e lembre-se de sempre pré-aquecer por 5 min];
6º. Acerte o ponto! O bife deve estar tostadinho por fora mas suculento por dentro.

Sobre a montagem: essa é a parte mais legal e em que você pode ser mais criativo! Eu gosto muito de uma combinação que me lembra lanchonete fast food, mas dá pra fazer versões gourmet, temáticas ou bem diferentonas de hamburger, usando o que você tiver na geladeira. No hamburger da foto, usei a sequência que não tem erro: pão-ketchup-mostarda-picles-carne-queijo-folhas-maionese-pão.
Dicas:
1ª. passe os molhos que você for usar nas faces do pão (eles vão absorver, mas não muito, pois estarão selados da preparação prévia) e assim fica mais fácil fazer a montagem;
2ª. Se necessário, caso você goste de exagerar no recheio, use um palito para firmar seu hamburger, sem riscos de desastres...

Agora é só curtir seu hamburger!

Amo muito tudo isso!